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RICARDO
SEMBLER
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conhece
alguma empresa onde os funcionários:
Elegem seus horários?
Fixam seu próprio
salário?
Não tem elementos de
status?
Elegem a roupa para ir
a trabalhar?
Votam nas decisões
mais importantes?
Não tem secretárias e
nem assistentes?
Votam para decidir
quem vai ser se chefe?
Conhecem a informação
econômico financeira?
Não existem divisórias
entre os diferentes escritórios?
Decidem qual será sua
participação nos benefícios da empresa?
Contribuem com o
designe dos produtos e seus planos de comercialização?
Avaliam periodicamente
aos seus chefes e se forem desaprovados os demitem?
Onde não tem vaga de
estacionamento para diretor ou gerente, mas para o primeiro que
chegar?
Se você pensa que
estamos falando de alguma empresa
bilerdária
do
"Vale do silício",
Europa ou de Plutão, você precisa ler este artigo e conhecer uma jóia
extraída, lapidada e exposta para orgulho de todos nós, sejamos do
Brasil ou qualquer lugar do mundo.
Essa empresa está bem aqui,
nas terras tupiniquins e para você entrevistar ao crack que sonhou,
planejou e escreveu todo esse macarrão de leis administrativas que
vão em contra das tendências que os sábios de plantão pregam há
séculos...
Se
quiser saber como ele fez, prepare mais de dez mil reais que é o custo
de uma entrevista, espere alguns meses na fila que não é curta e quando
chamarem você, se apresente e conheça a
Ricardo Semler,
dono da
SEMCO,
ou compre o livro dele:
"VIRANDO A PRÓPRIA MESA".
Ex-roqueiro, advogado,
manteve-se por 4 anos como best seller vendendo mais de 1 milhão de
livros, traduzido em vários idiomas.
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Executivos das maiores e
mais famosas empresas do mundo como: IBM, General Motors, Ford,
Kodak, Bayer, Nestlé, Goodyear, Firestone, Pirelli, Alcoa, Basf,
Chase Manhatan, Siemens, Dow Chemical, Mercedes Benz e Yashica, por
citar algumas, empreendem uma peregrinação ao este complexo
industrial BRASILEIRO.
Mas não é o que a
Semco
produz que induze aos executivos e experts em gestão de todo o mundo a
aguardar meses, para ter a oportunidade de dar uma de
"Santo Tomé - Ver para
acreditar"...
.
O que os atraí é
saber como funciona a
SEMCO
e como foi aplicado esse catatal de leis administrativas, que diferem em
apenas 100% das convencionais e como os funcionários da empresa aplicam
elas e são felizes e realizados na empresa.
.;
A SEMCO EQUIPAMENTOS
INDUSTRIAIS, LTDA.,
foi fundada em 1953 e, desde então, dedica-se a fabricação de
equipamentos, sistemas e componentes de aplicação industrial, comercial
e naval. Um dos traços marcantes desta empresa é a crescente
diversificação da sua área de atividade. Na década de 90 diversificou a
sua área de atuação e passou a prestar alguns serviços e a empresa
"tornou-se digital".
Quando, no início da década
de 80, o pai de Ricardo Semler lhe deixou a empresa, estava longe de
imaginar que o seu filho a transformasse numa das empresas mais
conhecidas no mundo.
Uma das primeiras
decisões deste brasileiro, então com 22 anos, foi despedir 75% dos
gestores do topo, fato que fez com que lhe predissessem um futuro
nefasto. A liberdade e autonomia dos trabalhadores e uma forte
participação destes em todos os aspectos da empresa, através de uma
estrutura empresarial flexível e descentralizada, lhe valeu logo nos
primeiros tempos, um crescimento de 900%.
Hoje em dia, Ricardo Semler
é conhecido como o Gestor que abriu o mais desejado local de
trabalho do mundo e é tido como uma das personalidades do mundo mais
influentes em gestão.
Algumas ações que Ricardo
Semler tomou no inicio de sua administração:
Dispensou 75% das equipes do
topo (diretivos).
Os próprios funcionários que
passaram a decidir as contratações e demissões (até de seus chefes).
A performance das chefias é
avaliada pelos comandados e caso recebam desaprovação são demitidos.
Os funcionários avaliam e
decidem as quotas de produção.
Os funcionários definem seus
próprios salários e a forma de como receber.
Os funcionários tem acesso
irrestrito aos relatórios da empresa.
Todos os trabalhadores votam
as decisões mais importantes da empresa.
Os trabalhadores são
responsáveis pelo seu próprio controle de qualidade, não existindo
um departamento de controle de qualidade.
No
seu artigo
"How we went digital without a
strategy",
publicado na
Harvard Business Review,
na edição de Setembro de 2000,
Ricardo Semler
responde a todos aqueles que questionam qual o segredo do sucesso da
SEMCO:
Na verdade não é fácil,
apenas resulta se estiver disposto a abdicar do controle. Descobri
que se lhes for dada liberdade total, as pessoas agirão no seu
melhor interesse e, conseqüentemente, no melhor interesse da
empresa.
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Só quando as dominamos,
quando lhes dizemos o que devem fazer e pensar, tornam-se
inflexíveis, burocráticas e estagnadas.
A
SEMCO
é o exemplo mais famoso da aplicação do conceito de
empowerment,
que significa
"dar poder e autonomia aos
funcionários"
e que está na moda no meio acadêmico e empresarial, nomeadamente na área
de comportamento organizacional.
Na SEMCO, nunca são
estabelecidos objetivos de lucros para os negócios. A dimensão de
cada negócio é estabelecida naturalmente, no ponto em que se mantêm
os negócios lucrativos e os clientes satisfeitos.
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Na SEMCO, os funcionários
não são encorajados a expandirem um negócio existente, para além dos
seus limites naturais, mas sim a iniciarem novos negócios.
Diversificar e não acumular é o lema de atuação estratégico.
De seis em seis
meses a SEMCO
fecha e recomeça novamente. Através de um sistema de orçamento e
planejamento rigoroso, cada um dos negócios deve justificar
permanentemente a rentabilidade da sua existência. Os gestores são
avaliados anonimamente pelos trabalhadores que lhes reportam diretamente
e os resultados são afixados publicamente.
Segundo Semler, não só os
novos candidatos e idéias de negócio de uma empresa deveriam ser
submetidos a avaliações rigorosas, o mesmo deveria acontecer com os
negócios e funcionários já existentes.
Semler
considera que a maioria das empresas sofre da
"síndrome do colégio interno",
ou seja, tratam os trabalhadores como se fossem crianças. Dizem-lhes as
horas e os lugares onde têm que estar, o que é que devem fazer, como se
devem vestir, com quem devem falar, etc.
Se as pessoas forem tratadas
como imaturas, é assim que se comportarão.
Para combater esta
situação, na SEMCO,
não existem horários definidos, os gabinetes e as secretárias não têm
dono, não existem códigos de conduta nem regras e regulamentos de
recursos humanos. São os funcionários que decidem quando e onde
trabalham, quando vão de férias e quanto tempo precisam para descansar.
Tratamos os nossos
funcionários como adultos. Esperamos que eles se comportem como
adultos. Se fazem asneiras, assumem a responsabilidade.
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Uma vez que têm de ser
(re)contratados todos a cada seis meses, sabem que os seus lugares
estão sempre em risco. O que interessa é o desempenho", defende
Semler.
Ao contrário das
empresas que contratam as pessoas para cargos específicos, na
SEMCO
os trabalhadores escolhem onde querem trabalhar e o que querem fazer.
Todos os novos trabalhadores passam seis meses a um ano a
"flutuar"
pela empresa, a conhecer os negócios, as pessoas e a experimentar as
mais diversas funções.
O índice de rotatividade de
pessoal, nos últimos seis anos, foi inferior a 1 %.
Na
SEMCO,
é feito um esforço para levar as pessoas a propor novas idéias e é
assegurado que recebem respostas rápidas e claras. As novas propostas
passam por um
Conselho Executivo
composto por representantes das maiores unidades de negócio.
As reuniões deste Conselho
são totalmente abertas, ou seja, todos os funcionários podem estar
presentes.
Para lançar e
explorar novos negócios rapidamente e de um modo eficaz, é necessário
ajuda. É pura arrogância parir do princípio de que se consegue fazer
tudo sozinho. Não houve um único negócio que tenha começado sem que
tivesse sido estabelecida qualquer tipo de aliança. As parcerias têm
sido os alicerces da experiência, da expansão e dos sucessos da empresa,
ao longo dos anos.
Os nossos parceiros
fazem tanto parte da nossa companhia como os nossos trabalhadores.
Na SEMCO, são os funcionários
que escolhem tudo, inclusive, a forma como preferem ser pagos:
01. Salário fixo.
02. Bônus.
03. Participação nos
lucros.
04. Comissões.
05. Royalties nas
vendas.
06. Royalties nos
lucros.
07. Comissão na
margem bruta.
08. Títulos ou opções
de títulos.
09. Opções de venda
que um executivo troca quando um negócio entra no mercado ou é
vendido.
10. Auto-avaliação,
em que alguém é remunerado por ter cumprido os objetivos que ele
próprio estabeleceu.
As opções podem ser
combinadas de formas diferentes, existindo, portanto, um grande número
de possibilidades. Com esta flexibilidade, os funcionários são
encorajados a inovarem e a assumirem riscos. Enquanto horários, roupa,
cargo no cartão-de-visita ou tamanho do gabinete forem importantes, o
essencial não acontecerá. A todos os gestores das empresas Semler deixa
um aviso:
Se aprendi alguma coisa nos
meus 20 anos da SEMCO, foi que as empresas bem sucedidas não têm de
encaixar num pequeno molde pré-existente. É possível construir uma
grande empresa sem se ter um planejamento rígido.
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É possível ter uma
organização eficiente sem regras e comandos. Pode-se ser criativo
sem sacrificar o lucro. Pode-se liderar sem dominar as pessoas. Só
algo é realmente necessário: acreditar nelas.
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