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HUMILDADE,
DIVISÃO NOS LUCROS, FOCO NO CLIENTE
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Depois
de tentar convencer o seu ex-patrão a abrir uma rede de lojas, que
pudesse oferecer reais descontos para o público consumidor,
Sam walton
aos 44 anos de idade abriu a sua primeira loja. Em 1945 tomou um
empréstimo com o seu sogro e com mais 5 mil dólares que tinha, comprou o
ponto de uma loja de ramos gerais em
Newport - Arkansas. EUA.
Em 1950, cinco anos depois, sua loja era a melhor e mais rentável de
todo
Arkansas.
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Mas o êxito iria durar pouco. Quando seu arrendatário decidiu adquirir o
negócio para seu filho,
Sam walton
não tinha nenhum desejo de vender, mas inexperiente como era, não sabia
da cláusula que deveria colocar no contrato de aluguel, que lhe teria
permitido renovar. Teve que começar tudo novamente e o fez em
Bentonville,
outra pequena cidade do
Arkansas.
Quando Sam walton abriu esta
loja, seu sogro negociou um aluguel de 99 anos. Sam não repetiria o
desastre de Newport, disso estava seguro.
Em pouco tempo aquela
tenda em
Bentonville
tinha triplicado seu volume e obtido comparáveis ganhos com as de
Newport.
Sam
tinha uma estratégia única:
Elegeu passar o que tinha
poupado em compras de seus fornecedores para o cliente, com a visão
de fazer crescer em volume o que ganhava, o que sacrificava na
margem.
Mr. Sam
como era conhecido e chamado por todos, estava convencido que a idéia do
auto-serviço e do desconto seria o futuro.
Comprar barato, empilhar
alto e vender barato, era seu lema.
Em 1962 outros pensaram
como ele, mas diferença com os demais, era que
Mr. Sam,
se centrou no
"cliente sempre.
Tudo era para o cliente".
Os demais perderam sua disciplina enquanto
Mr. Sam
continuava a achar novas fórmulas de ajudar o cliente e reduzir custos
todo dia.
Quando numa compra se
poupavam valores, ele imediatamente os passava para o cliente e isso
se converteu numa fórmula de êxito e a religião do seu comércio,
para os anos seguintes.
Mr. Sam,
estava totalmente concentrado no seu cliente. Por exemplo, se o preço de
lista era de 2,00 dólares a mais e ele só pagava 0,50 centavos, o
Mark-up
ou taxa de lucro seria de 30%. Não importava quanto pagava, se fazia um
grande negócio, sempre o re-passava ao cliente e os clientes se davam
conta disso e voltavam a sua loja.
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Sam abriu sua primeira loja
Wal Mart
em
Rogers - Arkansas, EUA.
Foi após essa abertura que
Mr. Sam
começou a sair do negócio das lojas de ramos gerais. Sua primeira loja
WAL MART
tinha 5.000 m2 e vendia de tudo, desde confecção para crianças à livros
e auto-peças. Os anúncios nos jornais, diziam que o
WAL MART
vendia somente artigos de
primeira qualidade.
Auto serviço e descontos, se
converteram em um grande negócio nos anos 60 e Mr. Sam aproveitou
para definir suas próprias regras e para repassar e explicar
incessantemente aos seus funcionários, que chamou de sócios,
compartilhando com eles as responsabilidades e os lucros.
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Dessa maneira, definiu um
novo paradigma poderoso. Somente a uns poucos anos de suas primeiras
fases e por meio de lojas que faziam descontos, quase duplicou e
por conseqüência triplicou seu faturamento.
WAL MART
abriu uma dúzia de lojas, uma atrás da outra, nos 6 anos prévios a seu
ingresso na bolsa de valores em 1970. Entre 1976 e 1980 abriu nada menos
que 151 novas lojas. Era apaixonado por explorar novas localidades, a
bordo de um avião
Cesna
que ele mesmo pilotava, voando baixinho pelas cidades, para depois de
ter selecionado um local, aterrisava e fazer o negócio no mesmo dia.
A essa altura e com o poder
de compra que havia adquirido, WAL MART forçou os fornecedores a
negociar diretamente com a rede de forma centralizada, o que lhe deu
margem de 6% a menos nos preços, dando um impressionante residual
pelo volume de compra da rede. WAL MART não autorizava nenhuma
decoração especial de escritórios para executivos internos, mas
converteu a rede na mais impressionante e informatizada de todo os
tempos para sua época.
Ele
entendia que se as informações chegassem
em tempo,
as compras adequadas, os estoques limitados ao volume da necessidade
real e os fornecedores estivessem prestando-lhe um serviço de entrega de
acordo com o consumo e não mais com os pedidos, teria uma capitalização
menor e seu poder de investimento seria muito maior, pelo valor
imobilizado a menos que teria.
Que era o que vendia?
Que tinha nas lojas ?
Que tinha se pedido?
O que tinha se voltado a
comprar?
Wal-Mart
era poderosamente ágil e os investimento em
"TI - Tecnologia da Informação"
eram assustadores para qualquer um. Mas
WAL MART
e sua equipe sabiam do retorno disso, bem como a folga e o menor risco
de investimento que isso lhes trazia.
Wal-Mart era uma das
primeiras redes de lojas que tinham implantado o código de barras
conectadas em todas as lojas a um computador central. Imediatamente
a companhia começou a investir em comunicação de satélite que
enviava os dados entre si.
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Em princípios de 90, a Wal
Mart já tinha investido mais de 500 milhões de dólares em sua rede
de comunicações e agradeciam muito a essa idéia, porque lhes
permitiu dirigir a empresa de forma enxuta e com conhecimento de
retorno prévio e uma grande força de negociação com qualquer
fornecedor.
Graças a essa rede de
informação via satélite na rede
Wal-Mart
e unido ao senso de direção que
Mr. Sam
tinha em conjunto com a sua equipe, lhe permitiu expandir os negócios e
controlar o império de forma a saber desde as lojas, a central e nos
fornecedores, os movimentos de estoque, pedidos e venda de sua rede.
Esse centro de informação
lhe permitiu observar e entender como as pessoas compravam e a
regularidade por grupo e subgrupo de produtos, podendo traçar perfis
de compra e agregando informação valiosíssima para as negociações.
Mr. Sam
converteu o
"MERCHANDISING DE CONJETURAS",
pelo "MERCHANDISING
DE PRECISÃO". Era
uma tacada brutal nas incertezas dos fornecedores que iriam negociar com
a rede, porque o conhecimento era primaz e resultava em fortunas de
ganho perante as compras. Este conhecimento ajudou a reduzir as
disfunções da falta e do excesso de inventário.
Mr. Sam
e suas equipes conseguiram escutar o que as transações lhe diziam dos
clientes.
A companhia tinha 15 aviões
para poupar dinheiro em transporte em escritórios regionais. Os
executivos dormiam a dois por habitação e dirigiam carros de aluguel
dentre os mais baratos.
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Viajar de Bentonville,
em vez de estabelecer escritórios regionais, lhe poupou a companhia
2% de vendas anualmente. Havia muitos "fatores virtuosos" em
Wal-Mart. Um concorrente podia vê-los e compreendê-los. Mas era
extraordinariamente difícil competir com eles.
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Conta-se que Mr. Sam viajou
apenas uma vez em primeira classe e fazia questão de sempre se
ajustar a política da empresa, compartilhando os quartos de hotéis
sempre com os demais. Tinha uma famosa pick up vermelha, sem ar
condicionado e com os assentos um tanto sujos de café.
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Ganhou fama o dia que numa
reunião de executivos se levantou da cadeira, abriu sua jaqueta e
mostrou a etiqueta dizendo, "Olhem, Wal Mart de 50 dólares e depois
mostrou um dos sapatos e diz: Wal Mart de 16 dólares".
Mr. Sam
mudou a maneira de fazer compras. Aprendeu todas as regras da venda no
varejo, primeiro e logo as quebrou, reconhecendo que os novos paradigmas
do auto-serviço e desconto poderiam dar resultado nos pequenos povoados
e áreas rurais dos EUA. Ensinou valores de negócios universais, como a
frugalidade, a disciplina e a centralização das atenções sempre voltadas
ao cliente. Com
Mr. Sam,
o poder mudou das mãos dos fabricantes para os canais de distribuição,
ao reparar alguns elos fracos da corrente de valor.
Wal- Mart
reforçou a sociedade com seu maior provedor
Procter & Gamble,
para alinhar objetivos, coordenar e compartilhar informação. Nenhum
fornecedor podia fazer negócios com essas companhias, salvo que
quisessem converterem-se em um outro elo forte da corrente, o que para
alguns fornecedores era uma oportunidade única de preencher espaço
vazio. As empresas que queriam fazer negócios com
Wal-Mart,
tinham que mudar seus modelos de negócios, instrumentando melhorias nos
sistemas, intercâmbios e dados eletrônicos e entregas
"just in time" (justo a tempo).
Desde 1972 a 1990 os
investidores das ações da Wal-Mart tiveram a maior surpresa com o
retorno do investimento. Cem ações adquiridas em 1970 por 1.650
dólares, tinha seu valor de venda estipulado em 2.600.000 em 1992.
Se queremos analisar os profundos ganhos da Wal-Mart e se, podemos
estabelecer um principio que ainda não havíamos tocado e foi o
grande reconhecimento de Mr. Sam em seus funcionários, demonstrando
isso em 1971 quando instrumentou um plano para dividir os ganhos com
eles.
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Com orgulho justificável,
Mr. Sam provava que sua filosofia estava certa, não só pelo império
que tinha construído, mas pelos exemplos que dava, onde citava o
caso de um caminhoneiro da Mr. Sam que começou a trabalhar em 1972 e
estava com mais de 700.000 dólares de participação nos lucros, após
20 anos, e outro caso era de um funcionário que tinha alcançado os
440.000 dólares aos 40 anos.
Esses diferenciais de
filosofia eram visíveis quando se comparava outros hipermercados com
KMart, Woolco,
Target
entre outros, no qual
Wal Mart
lutava para se manter com preços quase idênticos, mas o grande
diferencial eram os funcionários, apaixonados e oferecendo tudo de si
para dar o melhor serviço no atendimento, chegando no cliente apenas se
era chamado e de forma amigável e entusiasta.
Mr. Sam era um
devorador de publicações comerciais e sempre mudava tudo o que
aprendia. Dessa forma muitas das sua lojas eram abertas em locais
com menos de 5.000 habitantes, onde o grande incentivo para os
clientes eram os fabulosos descontos e o excepcional atendimento da
rede. Quando atacava em grandes cidades o fazia nos subúrbios, onde
a especialização e os diferenciais marcavam a diferença.
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Dessa maneira impedia que outros concorrentes entrassem nas mesmas
áreas que ele, já que o terreno era pequeno para dois e concorrer
com Mr. Sam Walton e seus funcionários incentivados e apaixonados,
não era nada, mas nada fácil. Ou seja cada funcionário era visto e
tido como um dono, onde os supérfluos ou luxo não entravam e as
melhores decorações eram sempre para os clientes. A feliz vantagem
das equipes de Mr. Sam Walton, eram sempre serem as primeiras a
instalarem-se e as primeiras a apaixonar os clientes com seu
distinguido tratamento de qualidade e preços imbatíveis.
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Todas as lojas Wal- Mart se estabeleciam da mesma forma, organizando
os funcionários em torno do balcão, permitindo que o cliente
comprasse diretamente das prateleiras e somente lhes eram mostradas
mercadorias quando solicitado, o que lhes dava baixo custo de
funcionamento e esses valores eram também repassados ao produtos,
fechando uma corrente de benefícios para os clientes.
Mr.
Sam Walton
faleceu em 1992, quando a rede
Wal- Mart
tinha 1.900 hiper tendas, com mais de 430.000 funcionários. As vendas
alcançaram nesse ano 55 bilhões, com ganhos superiores aos 2 bilhões de
dólares.
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Assim se formou a maior
rede de hipermercados do mundo. Em 1985 a revista
Forbes
revelou que
Sam Walton
era o homem mais rico dos EUA e foi aclamado por ser uma das redes
melhor administradas do EUA.
O valor das vendas de
Wal-Mart em 2002, foram ao equivalente de 2,3% do PIB
dos EUA. Somente em duas ocasiões, uma empresa teve um tamanho
relativamente maior:
As vendas da gigante
Wal-Mart somaram 240 bilhões de dólares em 2002 e em um único dia,
se vendeu 1 bilhão e 420 milhões de dólares!
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Para você poder
entende o tamanho desse caixa de apenas um dia na Wal-Mart, isso
representa o PIB anual de 36 Países.
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Um dado importante para nós todos avaliarmos, na generalidade deste
artigo, é que a soma dos roubos sofridos na rede ao cabo de um ano,
equivalem a 2 bilhões de dólares.
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Os 10 segredos para
fazer negócios com êxito de Mr. Sam Walton em seu livro Made in America
,
01
- Dedicação plena e apaixonada ao negócio. Se se ama o trabalho, se
tratará de fazê-lo cada dia o melhor possível.
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02
- Compartilhar os ganhos com os colaboradores e tratá-los como se
fossem sócios. Desta maneira, eles cuidarão da empresa como se fosse
própria.
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03
- Motivar e oferecer desafios aos colaboradores. Estabelecer metas
altas, coragem competitiva e levar em conta o ranking.
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04
- Comunicar-se com os colaboradores tanto quanto seja possível.
Informação é poder e se compartilha a informação, se dá pode e
tornará poderosos aos colaboradores.
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05
- Reconhecer os esforços e conquistas. Um reconhecimento sincero não
tem preço e gera uma classe de lealdade que não se compara nem com
as melhores remunerações.
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06
- Festejar os êxitos e ter sentido do humor para enfrentar os
fracassos.
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07
- Escutar os trabalhadores que estão na trincheira, pois são eles
que estão em contato direto com os consumidores.
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08
- Superar as expectativas dos consumidores, assim se terá certeza de
que retornem.
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09
- Controlar despesas melhor que a concorrência. Antes de chegar a
ser o número um, Wal-mart era a empresa de comércio varejista, que
tinha os melhores percentuais em gastos e vendas.
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10-
Nadar contra a corrente é ignorar a sabedoria convencional. Mr. Sam
Walton lembra que se tivesse sido pela sabedoria convencional,
Wal-Mart não poderia ter existido, pois se dizia que somente
localidades com mais de 50.000 pessoas podiam dar lugar a abertura
de uma tenda de desconto do porte da rede.
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