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morder e
depois assoprar...
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QUAIS SÃO AS RAZÕES QUE
PROVOCAM O "EU" DE UMA PESSOA?
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Que FIOS TEM QUE SE PUXAR
PARA TOCAR ESSE EU?
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PorQUE A FORMA DE se
comunicar, PODE provocaR REJEIÇÃO E OU ACEITAÇÃO?
Existem
certos princípios que os psicólogos conhecem como ferramentas de
influência.
Existem muitas táticas que os "REPRESENTANTES
E VENDEDORES"
utilizam para conseguir a aceitação. A maioria destes profissionais cai
dentro de uma destas seis categorias:
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consistência
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reciprocidade
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aprovação social
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autoridade
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aceitação
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escassez.
estes
princípios disparam no inconsciente um "sim" automático. Três exemplos:
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"contraste":
Quando levantamos
um objeto leve e depois um pesado, o último nos parece mais pesado do
que se o tivéssemos tentado antes de levantar o leve. Isto se chama
principio de contraste e é muito efetivo no processo de persuasão.
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Se
vamos comprar um terno e uma blusa em uma loja e um bom vendedor nos
atende, este nos mostrará primeiro o artigo caro e depois o barato, já
que depois de ter visto o preço do terno, em comparação com o da blusa,
nos parecerá razoável, ainda que o preço da blusa seja acima da média.
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Os profissionais de venda com experiência, sabem bem que é sempre
melhor mostrar o preço alto primeiro. De não faze-lo, farão que este
principio de percepção trabalhe contra eles. Ao mostrar primeiro o
artigo de preço inferior ao cliente, o alto lhe parecerá ainda mais
alto. Isto não se aplica somente nas vendas de produtos, carros, casas,
senão também em todo o tipo de negociação.
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Você vem negociando
com estes princípios desde muitos anos atrás, quando pedia aos seus
pais: - "posso
chegar a meia noite?",
para ganhar a permissão às 10:30 (que era o horário que verdadeiramente
desejava), e continua fazendo isto hoje em suas negociações sociais e
profissionais, só que as vezes sem tomar consciência deste princípio de
interpretação psicológico.
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Assim mesmo, é excelente ferramenta para buscar a aceitação de
uma idéia: - "Mamãe, tenho uma notícia péssima para te dar". Nos
segundos de silêncio da pausa, solta a bomba: - Manhe, tou grávida!!!. -
A mãe no mínimo já enfartou. A filha recupera o estado de ânimo da mãe
esclarecendo: - "Não, é que não passei em duas matérias este
semestre." - É provável que a mãe, além de suspirar, lhe dê até os
parabéns!
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Da mesma maneira, não é de estranharmos que ao sair do cinema onde a
estrela era lindíssima(o), ao voltarmos para ver nosso(a)
companheira(o), contenhamos um gesto de decepção... principio de
contraste.
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"porque":
Segundo os estudos, quando necessitamos que nos digam "sim"
a um favor, teremos mais êxito se dermos uma razão. Uma psicóloga de
Harvard o demonstrou ao pedir um pequeno favor em uma fila de pessoas
formadas para tirar fotocópias.
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"Desculpe, tenho 5 folhas.
Me permite usar a copiadora porque tenho pressa?". Solicitar
algo e dar uma razão foi muito efetivo. 94% das vezes a
deixaram passar antes deles.
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quando somente solicitou o
favor ("desculpe, tenho cinco folhas. posso usar a copiadora?"), só
60% aceitaram.
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A primeira vista pode-se
pensar que a diferença foram as palavras "tenho pressa" no
entanto, demonstrou-se que a magia está na palavra "porque".
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Em uma terceira prova, em
vez de agregar uma razão real, acrescentou algo óbvio: - "Desculpe
tenho 5 folhas. Posso usar a copiadora porque tenho que tirar
cópias?".
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o resultado foi um "sim" em
93% dos casos, ainda que não havia uma razão que justificasse
o favor.
A palavra "porque"
dispara um "sim"
automático dentro de nós, que nos faz ceder mesmo que não haja uma razão
subseqüente. Ainda que estudos adicionais mostraram que nem sempre
reagimos assim, é assombroso a freqüência com a qual o fazemos.
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"elogio":
Ao passear por uma loja, escutamos da boca do vendedor ou vendedora algo
como:
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"que
pele bonita que você tem",
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"que lindo é o seu
filho"
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"como lhe cai bem esta
roupa que está usando".
Sem importar a
veracidade do que escutamos, e sabendo que nos elogiam para vender, nos
sentimos elogiados. Adoçar o ouvido gera um efeito benéfico, enfeitiça e
faz que a pessoa nos aceite bem e sucumba ao seu "eu".
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Segundo
Joe Girard, o melhor vendedor de carros do mundo, este tem sido seu
segredo de êxito:
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Em cada data
festiva lhes enviava um cartão com um motivo diferente a cada um de meus
13 mil compradores, segundo a ocasião (Natal, Dia do Amigo, etc.). O que
nunca mudou foi a mensagem impressa que dizia, "Gosto
de você".
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"Não havia nada
mais no cartão que meu nome. "Só
lhes digo o QUANTO GOSTO DELES",
explica. Seus clientes, ao receber os cartões cada ano, durante os 12
meses, mantiveram sua fidelidade.
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Girard compreendeu um fator importante da natureza humana: -
Estamos ansiosos por receber
elogios e sermos aceitos.
Segundo os estudos, os comentários positivos, sejam ou não verdadeiros,
produzem em quem os diz um reconhecimento de quem os recebe e se entrega
a sua vontade. .
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Esta é uma das histórias
que Joe Girard conta em seus livros...
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Há alguns anos
aprendi uma lição com um homem que entrou no meu stand para comprar um
carro. Passei meia hora com ele e convenci-me de que iríamos fechar
negócio. Enquanto nos dirigíamos para o escritório, o homem começou a
falar-me do filho, que freqüentava a Universidade de Michigan. A sua
face iluminava-se ao abordar o assunto. “O
meu filho vai ser médico, Joe.”
Enquanto andávamos eu vi outros vendedores que estavam de brincadeira.
Deixei a porta aberta e continuei a observá-los enquanto ele falava.
“Que
esperto é o meu filho”,
continuou.
“Tem
boas notas?”, perguntei
com os olhos postos nos meus colegas.
“É
o melhor da sua turma”,
disse o homem.
O que é que ele vai fazer depois de
sair do 2º
grau?”,
perguntei.
“Já
lhe disse, Joe. Ele está estudando na Universidade de Michigan”.
“Isso
é ótimo”,
disse-lhe.
De repente, olhei
para o homem e percebi que não tinha prestado atenção ao que ele me
falava. Eu conseguia vê-lo no seu olhar.
“Olhe,
Joe”, disse
ele abruptamente, “tenho
de ir.” E
com estas palavras abandonou a loja.
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Quando
cheguei a casa, lembrei-me daquele homem e tive um mau pressentimento.
Na manhã seguinte telefonei para o seu escritório e falei: “Aqui fala o
Joe Girard e gostaria que voltasse para eu lhe vender um carro.”
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“Joe, quero que saiba que
comprei o carro de alguém que me apreciava. O outro vendedor ouviu-me
quando lhe falei sobre o orgulho que tenho do meu filho.” Depois de uma
breve pausa, continuou: “Quando
alguém lhe falar acerca dos seus sentimentos, ouça-o.”
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Logo percebi o que havia feito e vi que tinha errado. “Se foi
essa a razão pela qual não me comprou o carro”, lhe disse, “foi uma
ótima razão. Agora quero que saiba o que eu penso”, acrescentei. “Penso
que o senhor é uma grande pessoa. Acho espetacular o fato de mandar o
seu filho para a universidade. e Aposto que o seu filho será o melhor
médico do mundo. também Gostaria que voltasse um dia a loja, para eu lhe
provar que sou um bom ouvinte.”
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Três anos mais tarde, ele voltou e eu vendi-lhe um carro. Não só
ele comprou um carro como recomendou o minha loja a dúzias de colegas.
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Nunca
mais falhei em dar toda a atenção a um cliente. Depois daquela
experiência, fiz sempre questão de perguntar a todos os meus clientes o
que faziam na vida. E depois ouvia o que eles tinham para me dizer. As
pessoas adoram que as ouçam, pois as faz se sentir queridas.
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Durante 12 anos consecutivos, Joe Girard foi vendedor de carros
numa loja da Chevrolet em Detroit, Michigan (EUA), no qual vendeu mais
de 13 mil carros (seis carros por dia), o que o pôs no
Guiness Book of Records,
como o “melhor
vendedor varejista do mundo”.
Hoje, ele é um dos palestrantes mais procurados. Joe Girard é autor de
quatro best-sellers: "How
to Sell Anything to Anybody, How to Sell Yourself, How to Close Every
Sale e Mastering Your Way to the Top".
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