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tecnologia da informação
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A
necessidade de comunicar-se, de conhecer a respeito do outro, é tão
antiga quanto o próprio ser humano. Em épocas tribais, a comunicação era
falada. Conforme a sociedade foi evoluindo, as formas de comunicação
foram se sofisticando.
Na Grécia clássica os
oradores davam notícias faladas. Na época romana, a estrutura do
império necessitava um meio para difundir as notícias que
freqüentemente se misturavam com os rumores.
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Para evitar informações
erradas idearam colocar nos muros das cidades mais importantes uma
tábua em branco onde as notícias mais importantes eram escritas.
Nos séculos XIV, XV
e XVI existiram na Europa numerosas folhas manuscritas com notícias
diversas, enviadas de forma mais ou menos regular a distintos clientes
que pagavam por este serviço. Eram os avisos, segundo o nome dado em
Veneza, e são considerados como os antecedentes diretos das revistas e
os jornais que começaram a aparecer na Europa a partir do século XVII.
Podemos assim dizer que as origens das agências e da imprensa são os
mesmos e nascem da mesma necessidade social.
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Em
1832 um negociante quase arruinado, Charles-Louis Havas,
(considerado o primeiro fundador de uma agência de imprensa)
francês de origem húngara, instalou em Paris um escritório de traduções
de jornais estrangeiros, ao qual deu o nome de
Correspondente Havas.
Estas traduções eram
enviadas como serviço fixo por ASSINATURA para os poderes e
particulares, igualmente ao que acontece hoje em dia pelos meios de
comunicação. Havas teve êxito e em 1835, três anos depois mudava o
nome de correspondente, pelo de agência, e foi a primeira agência a
vender a publicidade junto ao jornal.
Havas percebeu que a
rapidez era fundamental e por isso instalou a sua agência próxima de uma
agência de correios, o que lhe dava uma vantagem inicial sobre sus
competidores. Graças a essa estratégica posição perto dos correios,
utilizou os mais modernos meios técnicos de comunicação, como telégrafo
óptico e elétrico posteriormente, para a reprodução de seus espaços e
recebimento e envio das notícias.
Embora pequena, era
muito ativa. Sua especialidade: Coletar e distribuir notícias da
Alemanha, principalmente políticas e financeiras, e distribuí-las a
jornais, empresas, associações comerciais e órgãos do governo da
França.
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Carlos González Reigosa cita em seu livro "El periodista en su
circunstancia " que o diretor de Havas, Chales Houssave, na época
das entre guerras mundiais, gostava de contar uma anedota que
ressalta a importância das agências de imprensa.
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Em 5 de maio de 1821 morria
na ilha de Santa Helena, "Napoleão Bonaparte", o homem mais
conhecido de seu tempo. A notícia de seu falecimento levou dois
meses para chegar ao continente. "Dois meses!!!".
Pouco mais de um século
depois acrescenta González Reigosa, em 25 de novembro de 1934
inaugurava-se na mesma ilha de Santa Helena o Museu Napoleão, um fato
apenas relevante. No entanto este sucesso foi notícia em todo mundo no
mesmo dia em que aconteceu.
O que terá acontecido em tão
pouco espaço de tempo? O nascimento das agências de imprensa com o
amparo dos progressos tecnológicos e os meios de comunicação.
Já a morte do presidente
Abraham Lincoln, na madrugada de 15 de abril de 1865, em conseqüência do
tiro fatal que recebera na noite anterior no Teatro Ford em Washington,
seria conhecida pela Europa apenas uma semana depois. E muito, muito
tempo depois chegaria aos demais continentes. O telégrafo
intercontinental só viria no ano seguinte, 1866, ao entrar em
funcionamento o primeiro cabo submarino ligando a Europa aos EUA. O
telefone seria inventado dez anos depois, em 1876. Quanto ao rádio e à
televisão, nem pensar.
E
o título de hoje "tecnologia
da informação", vem da história que relatamos a seguir:
Israel Beer Josaphat nasceu em Kassel, Alemanha, em 1816 e seu
primeiro trabalho foi no banco de um parente, na cidade de
Göttingen.
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Foi em Göttingen que Israel
conheceu seu compatriota Carl Friedrich Gauss, cientista e
matemático. Em
1833, Gauss e outro alemão, Wilhelm Weber, idealizaram o telégrafo,
sem saber que, no outro lado do mundo, o norte-americano Samuel
Morse (pintor e inventor do código Morse), estava fazendo a mesma
coisa.
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Em 1848 e em conseqüência
dos movimentos revolucionários na Alemanha, Israel Beer Josaphat e
Bernhard Wolf, chegam a Paris. Graças a seus conhecimentos de
idiomas, começaram a trabalhar com Havas na agência de imprensa.
A experiência
despertou em Israel Beer Josaphat o velho desejo de ter o seu próprio
negócio. Assim, ele reuniu as economias e abriu a sua própria agência
adotando o pseudônimo de "Paul Julius Reuter". Porém, como ele ainda não
era conhecido na França, seu boletim de notícias não conquistou a
confiança de ninguém. Embora derrotado nesta primeira tentativa de vôo
"solo",
e apesar da pouca idade, "Paul Julius Reuter" era muito prático:
Em vez de lamentar-se,
levantou acampamento e voltou à Alemanha. Disposto a não desistir
dos velhos sonhos, decidiu ancorar, em 1849, na cidade de Aachen,
encostada na fronteira com a Bélgica, e onde achou uma esposa, Ida,
e um velho conhecido, o telégrafo. Seu faro para negócios de
comunicações imediatamente detectou uma oportunidade de ouro.
Aachen fazia parte do
projeto de um importante circuito de telegrafia interligando Paris e
Berlim. Além de Aachen, outro ponto intermediário do circuito era
Bruxelas, capital da Bélgica. Assim, a linha saía de Paris, chegava a
Bruxelas, deveria seguir para Aachen e atingir Berlim.
Os trechos Paris-Bruxelas e
Aachen-Berlim já estavam prontos e operando. Mas, por diversas
razões, a construção do trecho Bruxelas-Aachen continuava
paralisada.
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Isso gerou uma situação
constrangedora para os idealizadores do projeto. Os telegramas de
Paris destinados a Berlim eram transmitidos instantaneamente para
Bruxelas e de Aachen para Berlim.
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Porém, de Bruxelas para
Aachen o trecho mais curto do circuito, eram transportados de trem e
demoravam nove horas para chegar ao destino.
Os relatos frescos e
vibrantes e o manejo da informação como arma de guerra estaria nascendo
quando "Paul Julius Reuter" fundou a agência de noticias
"REUTERS".
Na Europa outras agências copiaram a fórmula que Havas havia ideado na
França e que seus discípulos estenderam a outros territórios, mas
nenhuma teve a força das três primeiras, que ademais tiveram o acerto de
não competir entre elas e que em 1859, dividiram o território, quer
dizer o mercado.
Havas dominou a Europa
ocidental e meridional, os territórios franceses de ultramar e
Ibero-americana, Wolf tinha o norte, o centro e o leste da Europa e
Reuter todos os territórios até então dominados pela Grã Bretanha.
Julius
Reuter uniu os terminais telegráficos de Aquisgram (Alemanha) com os de
Veviers (Bélgica) separados por duzentos quilômetros sem fios por um
meio de comunicação muito inovador e criativo.
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Julius Reutter e um
taberneiro amigo, que era um conceituado "Columbófilo" (tratador de
pombos correios) da região, negociaram o aluguel de uma "FROTA"
de 45 pombos correio que transmitiriam notícias e preços de ações entre
Bruxelas e a Alemanha em duas horas, superando o sistema ferroviário em
seis horas. Utilizando uma rede "mista" de comunicação formada por
telégrafos e pombos.
Reuter já sabia que entre os
maiores usuários do telégrafo Paris-Berlim estavam os bancos e os
corretores das bolsas das duas capitais, interessadíssimos em
conhecer a lista das cotações das ações negociadas em cada pregão.
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Em pouco tempo Reuter montou
o seu esquema: Contratou um agente em Paris que telegrafava a lista
da bolsa local para Bruxelas. Em Bruxelas outro agente seu recebia a
lista, amarrava-a aos pés de um pombo-correio e o soltava em direção
a Aachen, onde era recebido pelo próprio Reuter. Este, então,
telegrafava a lista para Berlim, onde era recebida por outro agente
de Reuter, que a distribuía aos bancos e aos corretores com sete
horas de antecedência sobre o prazo normal. De Berlim o mesmo
esquema era seguido rumo a Paris.
Os bancos e os corretores
das bolsas das duas capitais imediatamente reagiram com surpresa e
também com desconfiança, mas assim que cotejaram a lista de Reuter com a
lista costumeira aquela que ia de trem de Bruxelas a Aachen e vice-versa
imediatamente tornaram-se clientes de Reuter. A alegria deste e de Ida
foi enorme, mas não durou muito. Meses depois as obras do telégrafo
entre Aachen e Bruxelas foram retomadas e concluídas.
Reuter, que já esperava por
isso, não se abalou. Ele sabia que em breve teria novas e brilhantes
idéias que o levariam a novos e rentáveis empreendimentos. Agora,
mais do que nunca, tinha certeza de que nascera para ganhar dinheiro
com notícias e informações.
Em 1851 um novo cabo
submarino ligou a França, em Calais, à Inglaterra, em Dover. Foi a
primeira ligação telegráfica estabelecida entre o continente europeu e
as ilhas britânicas. Reuter sabia que chegara a hora de ampliar seu
horizonte e decidiu instalar um escritório de notícias em Paris, para
dali cobrir Londres e outras capitais européias. Fixar-se em Paris era
um velho plano dele e de Ida. E já se dispunha inclusive a
naturalizar-se francês quando percebeu que a milenar burocracia do
governo jamais concordaria em dar-lhe licença para a abertura de sua
agência.
Reuter não teve dúvidas: -
Mudou-se para Londres, naturalizou-se inglês e recebeu dos
funcionários de Sua Majestade, a rainha Vitória, todas as
facilidades para instalar-se nos domínios britânicos. E aí começou
oficialmente a Reuters.
Mas
a vida na capital inglesa a princípio não foi tão fácil. Enquanto a
cobertura das bolsas era relativamente bem aceita pelos bancos e
corretores locais, os jornais recusavam-se a aceitar o noticiário de
Reuter, alegando não só que já possuíam seus próprios repórteres, como
também insistindo que o famoso cabo submarino não poderia ser assim tão
confiável, e sempre correria o risco de partir-se no fundo do mar.
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Delicadamente, e algo
espantado com os frágeis argumentos dos arrogantes editores ingleses,
Reuter lembrou que, para cada jornal, o custo da manutenção de equipes
próprias de correspondentes em toda parte seria elevadíssimo, na medida
em que a Europa se tornava a cada dia mais cosmopolita e fonte
permanente e diária de milhares e milhares de eventos e acontecimentos
de toda a natureza. Ao passo que o custo-Reuter’s, por ser diluído em
mais de um jornal, seria sempre menor, e portanto mais econômico.
Vendo, porém, que os donos
de jornais se mantinham irredutíveis e certos de que seus repórteres
eram os melhores do mercado, Reuter teve mais uma de suas idéias
geniais: - Ofereceu-lhes duas semanas de fornecimento dos seus
serviços noticiosos absolutamente grátis. Os editores, que achavam
que jamais Reuter poderia informar melhor que eles próprios,
aceitaram o desafio, já que não tinham nada a perder, não deixaram
de aproveitar a ocasião para menosprezar aquele atrevido
‘neo-inglês’, dedicando-lhe, na despedida da reunião, um leve
sorriso de desdém.
Mal sabiam eles com
quem se estavam metendo. Reuter já havia traçado sua estratégia tipo
"pombo-correio" e chegaria antes com as notícias e "FURARIA"
todo aquele bando de garotos-aprendizes que os editores chamavam de ‘brilhantes
repórteres". E deu certo.
Com a agilidade de seus "agentes"
capazes de improvisar soluções geniais e rápidas para seus problemas, e
mais o uso do telégrafo via cabo submarino, Reuter deu verdadeiro shows
de notícias exclusivas.
"Furou" tanto o pessoal dos
editores que estes, finalmente, dobraram-se à evidente eficiência do
neo-inglês. Que, aos poucos deixou de ser "NEO" para se transformar
num autêntico e respeitado empresário jornalístico inglês.
De
todas as grandes façanhas jornalísticas de Paul Julius Reuter
destacam-se as realizadas entre 1859 e 1870, na Europa e nos EUA. Em
1859, Reuter foi o primeiro a informar que o imperador Napoleão III da
França ia declarar guerra à Áustria. Um repórter de Reuter conseguiu uma
cópia antecipada e exclusiva do discurso do imperador no qual faria o
anúncio do acontecimento. A cópia foi conseguida com a promessa de que
seu conteúdo só seria divulgado após o imperador iniciar sua fala.
Ao mesmo tempo, o repórter
comprou todo o tempo de utilização, naquele dia, da linha
telegráfica Paris-Londres, via cabo submarino. Quando o imperador
começou a ler a declaração o repórter já estava a postos no
telégrafo transmitindo o "FURO" para Londres. Enquanto isso, os seus
colegas da imprensa, no palácio imperial, começavam suas anotações
sem sequer desconfiar do que ainda estavam para ouvir.
Em 1861 estourou a Guerra
da Secessão entre o Norte e o Sul dos EUA. Naquela época ainda não havia
cabo submarino entre a Europa e a América do Norte, e as notícias
literalmente tinham de navegar entre os dois continentes. Em Cork já
existia uma estação de telégrafo conectada a Londres por um cabo
submarino.
Reuter, como sempre
secretamente, conseguiu permissão para instalar uma linha
telegráfica particular em Crookhaven, ligando esta a Cork. O agente
de Reuter em Nova York recebia os despachos dos correspondentes da
agência das frentes de batalha e os colocava em cilindros de metal.
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A seguir entregava os cilindros a oficiais dos navios-postais
previamente "contratados". Os navios zarpavam do porto de Nova
York rumo a Liverpool, via Crookhaven e Cork. Ao passar diante de
Crookhaven, os oficiais lançavam ao mar os cilindros de metal no
ponto em que outro agente de Reuter aguardava num bote a remo. O
agente recolhia os cilindros rapidamente e remava para terra firme
em Crookhaven. Corria então para a pequena estação telegráfica da
Reuter’s e transmitia os despachos para Cork.
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Dali os despachos eram
transmitidos diretamente para Londres, de onde saíam para toda
parte. Enquanto tudo isso já estava acontecendo os despachos dos
outros jornalistas nem sequer haviam chegado a Cork. Resultado:
"FUROS"‘ e mais "FUROS" de Reuter e sua equipe imbatível. O
noticiário que ele distribuía sobre as lutas em que os americanos se
matavam eficientemente uns aos outros chegavam sempre primeiro ao
público britânico e europeu.
A história de
pessoas cobrindo sucessos e se reportando a base do jornal, ficou
conhecido como Correspondente. Os mais importantes eram os
Correspondentes de Guerra. Houve muitos correspondentes, mas um dos mais
destacados foi o inglês William Howard Russell. Trabalhava para “The
London Times” e cobriu a
Guerra de Criméia (1.853-1.856) entre Rússia e Inglaterra.
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Os despachos
cabográficos de Russell acumularam títulos memoráveis como "A
carga da Brigada ligeira".
Esta foi a primeira vez que saiu uma fotografia de uma batalha.
Posterior a Guerra de Criméia, quando começa a Guerra Civil nos Estados
Unidos (1.861-1865) mais de 150 correspondentes já estavam na cena da
guerra reportando a suas casas matrizes.
Nos Estados Unidos, em 1.846
e 1.848, aconteceu a união de seis diários importantes para reduzir
custos e cobrir a guerra com o México. Assim se estabeleceu o que
hoje é a Associated Press. Se chamava The New York Associated Press.
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E com seu advento, quase se
produziu um monopólio da informação porque desde 1.870 e até 1.934,
as Agências de Notícias dividiram o mundo da informação, demarcando
territórios, inclusive mediante trato oficial entre elas; até que a
liberdade de operação internacional do jornalismo rompeu aquele
monopólio... Esta é a história o resto veio depois com o
desenvolvimento do Rádio, da Televisão e agora a Internet.
Ernest Hemingway, quem fez
seus tentativas de correspondente na primeira grande guerra antes de
completar 19 anos, alistado como motorista de ambulâncias na Itália,
participou mais tarde, desde o lado republicano, na guerra civil
espanhola e chegou a cobrir o segundo conflito mundial trabalhando
diretamente como repórter e agente da inteligência do Exército
americano.
Foi sempre com aquele mesmo
esquema que a Reuter’s conseguiu o seu maior "FURO". Na noite de 14
de abril de 1865, quando Lincoln foi alvejado no Teatro Ford, lá
estava o correspondente de Reuter em Washington.
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Ele correu para o telégrafo
e passou a notícia para seu colega de Nova York. Este saiu voando
para o porto, mas não conseguiu alcançar o navio-postal semanal, que
acabara de zarpar. E enquanto seus colegas voltavam para casa
desolados e ficaram à espera do navio-postal da semana seguinte, o
agente da Reuter’s, no melhor estilo do chefe, alugou um vapor de
grande potência e fez-se ao mar, no rastro do navio-postal.
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Atingiu-o depois de várias
milhas, gritou pelo "oficial da casa" e lançou-lhe o cilindro de
metal contendo o mais importante despacho jornalístico da história
da agência. Foi assim que a Reuter’s deu a notícia do assassinato de
Lincoln uma semana antes de todas as outras fontes de informação.
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‘"FUROU" todo mundo,
inclusive a própria embaixada do governo norte-americano em
Londres...
Em
1870 estourou a guerra franco-prussiana. Paris foi cercada pelos
prussianos e todas as comunicações da cidade com o mundo exterior foram
cortadas. Parecia impossível mandar notícias sobre a guerra para fora do
país e todos os correspondentes ficaram sem ação. Todos menos um: O
agente da Reuter’s. Usando o método secreto de praxe, ele conseguiu
apossar-se de um balão e soltou-o em direção a Londres.
O balão tranqüilamente
passou sobre os prussianos, foi carregando todo o noticiário
exclusivo da guerra: Um envelopão, reforçado para resistir à viagem,
com uma anotação bem visível no sobrescrito: "A quem encontrar este
envelope pede-se que o entregue à agência Reuter’s o mais depressa
possível, que será recompensado."
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Seguia-se o endereço
detalhado da Reuter’s em Londres. O balão foi arrastado pelo vento,
porém miraculosamente caiu próximo da capital inglesa. Um homem o
viu, recolheu o envelope e, depois de ler a mensagem no sobrescrito,
entregou-o a salvo no escritório da Reuter’s. Dali para as redações
dos jornais a guerra franco-prussiana levou apenas alguns momentos
para chegar, como sempre ocorria.
Uma das características
dos meios de comunicação de prestígio é diferenciar as opiniões dos
fatos. Diziam os anglo-saxões, já que os fatos são sagrados, enquanto
que as opiniões podem ser levadas em conta ou contraditas. O jornalismo
anglo-saxão, desde suas origens, diferencia os fatos e as opiniões
mediante a utilização das convenções ou gêneros jornalísticos, que
ajudam o leitor a diferenciar as opiniões dos fatos.
A cada ano que passava as
notícias eram cotizadas por dias, depois por horas, passaram a ser
por minutos e hoje são por segundos.
Em 1975 a EFE e Europa
Press estavam pendentes da morte de Franco, que agonizava. Cada dia
podia ser definitivo e a luta para ser os primeiros a informar a
notícia, estava latente nas redações. Europa Press foi quem primeiro deu
a notícia. EFE, que a tinha igualmente teve que esperar a confirmação
por fontes oficias.
"Pompidou est mort" dizia a
agência France Press, em dois de abril de 1974, uma hora apenas
depois do falecimento. "President Kennedy dead" assegurou Reuter em
22 de novembro de 1963 às 8,43 da tarde, hora Européia,
adiantando-se assim em dois minutos a France Press e em um a UPI que
havia sido a primeira agencia em dar a notícia do atentado de
Dallas.
Chegar antes é um orgulho
jornalístico, reporta a satisfação de haver ganho a batalha, compensa
amplamente o esforço realizado, além de ser um êxito econômico. Hoje em
dia é raro que os jornais façam edições especiais, mas quanto antes
chegue a informação, melhor poderão preparar as suas páginas. Assim
também a televisão e o rádio, ao tratar-se de uma notícia de destaque,
podem interromper as suas transmissões para dar a informação.
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De fato quando acontece um
atentado, as cadeias de rádio e televisão interrompem as transmissões e
dão a notícia com os poucos dados que tem sobre o assunto e que
posteriormente serão complementados nos telejornais. Seguindo este
critério, a agência France Press obteve vários clientes importantes
entre os jornais norte-americanos no dia seguinte sobre o seqüestro dos
atletas israelenses nos Jogos Olímpicos de Munique (Alemanha) em 1974. A
agencia conseguiu uma vantagem de 65 minutos sobre seus concorrentes.
Hoje em dia e através da
Internet esta batalha tem se transferido aos jornais digitais, que
renovam constantemente o conteúdo de suas páginas. Dar as
informações mais importantes antes que os competidores significa que
os jornais digitais colheram a noticia da primeira agência que
chegue e como tal figurará nos ordenadores. No afã desta luta pela
rapidez, não se podem perder outros critérios jornalísticos como a
veracidade, a exatidão, a imparcialidade e a redação clara e
concisa.
"LEMBRANDO DE ALGUNS
IMPORTANTES MARCOS DESTA HISTÓRIA"
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1816 - 21 de julho,
nasceu Israel Beer Josaphat, nome real de Reuter, em Kassel,
Alemanha.
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1844 - Mudou o seu
nome para Reuter ao converter-se para o cristianismo.
-
1848 - Mudou-se para
Paris, onde trabalhou traduzindo trechos de artigos e notícias para
Charles-Louis Havas. Isto vinha sendo um protótipo de serviço de
notícias.
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1858 - INSCREVEU seu
primeiro cliente, o jornal London Morning Advertiser.
-
1965 - Reuters
Telegram Company se fez pública e a registraram.
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1866 - Fundou o
primeiro escritório em Bombay, Ásia.
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1870 - Expandiu sua
agência ao leste da Europa e América. Afirmou um acordo com Havas e
Wolff para estabelecer um “anillo de noticias sem fronteiras”.
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1871 - Foi nomeado
barão pelo Duque Saxe-Coburg-Gotha, depois lhe deram os privilégios
que esta categoria merecia.
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1874 - Estabeleceu a
primeira agência na América do Sul em Valparaiso, Chile.
-
1876 - Abriu a
primeira agencia no Sul da África, Cape Town.
-
1878 - Deixou a
direção da agencia por problemas de saúde. Seu filho Herbert Reuter
assumiu op comando da agencia.
-
1899 - Morreu aos 83
anos de idade em Nice, França.
-
1915 - Roderick Jones
assumiu o cargo de diretor da Reuters, depois de que Herbert Reuter
se suicidou.
-
1920 - Começaram os
“servicios comerciais” com noticias financeiras.
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1941 - Apareceu o
filme This Man Reuter baseado na vida de Paul Julius Reuter.
Roderick Jones renunciou a direção de Reuters.
-
2001 - Com mais de 204
escritórios ao redor do mundo e mais de 18 mil funcionários, Reuters
celebra o 150º aniversário de sua fundação, sendo uma das mais
importantes agencias de noticias a nível mundial. Atualmente
dirigida por Tom Glocer.
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2003 - 24 de setembro
- Reuters vai vender sede histórica em Londres 09:44 - A Reuters
está vendendo sua sede em Londres como parte de um plano para
reduzir custos e consolidar suas operações. A decisão significa que
a agência de notícias vai deixar a Fleet Street, rua que é sinônimo
da imprensa britânica. O prédio abriga a empresa desde 1939 e é
protegido como patrimônio histórico por conta de seu valor
arquitetônico. De acordo com a companhia, a venda vai levantar US$
52 milhões. A intenção é concentrar as operações, atualmente
divididas em 10 endereços, em um único complexo.
"ALGUNS FATOS HISTÓRICOS
DO INÍCIO DA TECNOLOGIA DA COMUNICAÇÃO"
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Alguns achados
arqueológicos indicam a existência do pombo 6.500 anos A. C.
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O faraó Ramsés III deu
a conhecer ao povo a sua subida ao trono através dos pombos-correio.
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No Egito anunciava-se
a subida das águas do Nilo através dos pombos-correio.
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No Império Persa, o
correio aéreo baseado no serviço de mensagens através de pombos
correio deu origem a um ramo da Administração Pública.
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O Rei Salomão
utilizava exclusivamente pombos correio na transmissão das suas
ordens aos governadores das províncias do seu vasto Império.
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As vitórias nos Jogos
Olímpicos eram dadas a conhecer através dos pombos-correio.
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Os romanos, no período
da ocupação da Gália, faziam chegar as noticias a Roma, por meio de
uma série de pombais escalonados até àquela capital.
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Em 1288, no Cairo,
eram empregados 1900 pombos-correio no serviço postal regular.
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O Sultão Nur-Eddin
(séc. XII) criou um serviço postal por pombos-correio entre Bagdad e
todas as cidades do seu Império.
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Joinville, nas
"Crônicas" relata o relevante papel protagonizado pelos
pombos-correio durante as Cruzadas à Terra Santa.
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Na Idade Média só aos
senhores feudais e ao clero era autorizado a criação e detenção de
pombos correio. Este "droit de colombier" apenas foi abolido com a
Revolução Francesa, em 4 de Agosto de 1789.
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Em 1815, a primeira
notícia recebida em Londres, a anunciar a derrota de Napoleão em
Waterloo, foi transmitida por um pombo correio. Antes, porém, da
chegada deste pombo mensageiro, já o Ministério da Guerra londrino
recebera pelo telégrafo de Chappe, um telegrama incompleto que dizia
"Wellington defeated ...", esta notícia causou o pânico na opinião
pública e a bolsa entrou em queda livre. Rothschild, que utilizava
regularmente os pombos correio nos seus negócios, tinha alguns deles
na zona de combate: enquanto o Ministério carpia a "derrota", o
banqueiro adquiriu na Bolsa, por valores irrisórios, todos os
títulos e ações ali transacionados.
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Cerca do ano de 1900,
a empresa francesa Compagnie Général Transatlanti que recebia
noticias dos seus navios através de uma rede organizada de pombos
correio (os pombos voavam distâncias superiores a 300 Km sobre o
mar).
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Na 1ª Guerra Mundial,
mais de 30.000 pombos foram utilizados nas frentes de combate,
sobressaindo o episódio do forte de Vaux e a história da heróica
batalha de Verdun; A Alemanha reconhecendo o perigo, ordenou o
extermínio dos pombos-correio nas regiões ocupadas.
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Na 2ª Guerra Mundial
assistiu-se ao êxito das mensagens aladas sempre que as comunicações
via rádio eram interceptadas ou perturbadas pelos adversários.
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Em 1948, o governo
português concedeu o Estatuto de Utilidade Pública ao pombo correio.
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Na década de 50, na
Argentina, cerca de 60.000 pombos ainda serviam como meio de
comunicação postal.
A Suíça desmobilizou os pombos correio já na década de 90.
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A columbofilia
continua, em diversos países, como em Espanha ou Cuba, a depender do
Ministério da Defesa.
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Agora que o Mundo
parece encaminhar-se para uma paz duradoura e face ao aparecimento
das novas tecnologias de comunicação, o pombo correio tem a sua
verdadeira dimensão na área desportiva.
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A Federação
Columbófila Internacional, sediada em Bruxelas, aglutina cerca de 60
países de todos os Continentes.
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A columbofilia é, em
Portugal, o segundo desporto mais praticado (logo a seguir ao
futebol).
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Cerca de 20.000
associados, 750 clubes e 14 Associações Distritais / Regionais dão
corpo à estrutura columbófila nacional.
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A Federação tem
registrados cerca de 4.500.000 pombos-correio.
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Portugal é bi-campeão
Olímpico em columbofilia.
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No triênio 1997-1999,
Portugal organizou, com assinalável sucesso, três Campeonatos do
Mundo, 3 Campeonatos Latino Americanos e um Campeonato da Europa.
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A alimentação destes
atletas é especialmente concebida tendo em conta o seu dispêndio de
energia e é composta por mais de 25 diferentes tipos de sementes,
suplementos energéticos e vitamínicos.
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