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A Historia do Computador
Computador, como definido pelo
Dicionário Brasileiro Globo, é "Aquele que faz contas".
Na verdade, hoje em dia, as operações que podem ser realizadas por um
computador vão
bem além das contas "triviais" que marcaram o seu início, e que
motivaram a sua construção.
Historicamente, o primeiro artefato
humano utilizado para realizar contas foi o ábaco.
A sua origem remonta a Ásia Menor, 500 anos atrás.
Existiram várias formas de ábacos, idealizados pelas várias culturas em
que foram usados/criados.
No entanto, o seu uso sofreu franca diminuição, sobretudo na Europa,
a partir da consolidação do uso do papel e da caneta.
Seguindo a linha histórica, e lidando
com "engenhocas" mais sofisticadas, é criada por Pascal,
em 1642, a primeira máquina de calcular de que se tem notícia.
Ela funcionava através de engrenagens mecânicas,
e conseguia realizar somente a soma. No entanto, 52 anos depois, Leibniz
aprimora o invento
de Pascal, de tal forma que a nova "calculadora" mecânica já era capaz
de realizar a multiplicação, além da soma.
Apesar disso, é somente a partir de
1820 que as máquinas de
calcular mecânicas começam a ser amplamente utilizadas.
Já nesta época, Charles de Colmar
inventa uma nova calculadora, que consegue realizar todas as quatro
operações
aritméticas básicas: soma, subtração, divisão e multiplicação.
E este era o estágio em que se estava até a I Guerra Mundial,
na era da computação mecânica.
Mas o início real do desenvolvimento
dos computadores como os conhecemos hoje se deve a
Charles Babbage, matemático inglês que, em 1812, percebe uma "
harmonia natural entre máquinas e matemática". Não se deve perder de
vista que Babbage vivia no contexto da Revolução Industrial inglesa, que
estava mudando radicalmente
a forma de ver, pensar e agir da sociedade européia da época. Segundo
observou Babbage,
as operações matemáticas repetitivas poderiam ser desenvolvidas com mais
agilidade e confiabilidade pelas máquinas do que pelos homens.
Estimulado por isso, ele idealizou uma máquina à vapor, que seria capaz
de realizar cálculos
matemáticos mais complexos do que as quatro operações aritméticas
básicas. Esta máquina, maior do que uma locomotiva, nunca foi construída
na prática, mas as idéias do seu idealizador foram fundamentais para
os progressivos avanços na computação mecânica.
Em 1889, Herman Hollerith, inventor
americano, e fundador da empresa que
deu origem à IBM, estava às voltas com um problema norte-americano:
estava sendo realizado
um censo demográfico no país, mas se temia pela quantidade de tempo
necessário para apurar
todos os resultados desejados. Para piorar o caso, no censo realizado 10
anos antes, foram
necessários sete anos para se chegar aos reultados buscados. Por conta
disso, acreditava-se que,
para este novo censo, seriam necessários 10 anos de análise.
No entanto, com a máquina inventada por
Hollerith, o resultado do censo foi apurado em
apenas seis semanas. Além da agilidade que conferiu ao processo, a
máquina deste americano
trazia consigo a idéia de cartões perfurados para amazenar dados. Ou
seja, os cartões perfurados
seriam naquela época algo parecido ao que são agora os disquetes
(guardadas as devidas proporções).
Mas um problema que estes computadores
mecânicos apresentavam, é que
as suas engrenagens eram muito numerosas e complexas. Por conta disso,
em 1903,
é proposto um computador 100% eletrônico, e que utilizava a álgebra
booleana. A álgebra
booleana é a famosa álgebra binária, do verdadeiro ou falso, do 0 ou 1,
e é a base de todos os
sistemas computacionais de hoje em dia.
Mas foi a partir da II Guerra Mundial
que o desenvolvimento dos computadores eletrônicos ganhou
mais força, quando os governos perceberam o potencial estratégico que
estas máquinas ofereciam. Assim,
os alemães desenvolveram o Z3, computador capaz de projetar
aviões e mísseis.
Pelo lado britânico, foi desenvolvido o Colossus,
utilizado para a decodificação das mensagens alemães.
Com o fim da guerra, e o início da
Guerra Fria, a corrida pelo desenvolvimento de novos e mais
poderosos computadores só aumentou. Um marco neste desenvolvimento foi a
construção do ENIAC.
Ele era tão grande, que consumia energia equivalente a um bairro inteiro
da cidade da
Filadéfia. A importância do ENIAC é que ele, diferentemente de todos os
computadores
que foram desenvolvidos anteriormente, não era destinado a uma operação
específica (projetar aviões/mísseis, ou decodificar códigos), mas
poderia ser usado
de maneira geral, parecido com o que fazem os computadores hoje.
ENIAC:
Em meados dos anos 40, John von
Neumann, juntamente com a equipe da Universidade da Pensilvânia,
propõe a arquitetura de computadores, que marcaria (e alavancaria) o
desenvolvimento
destas máquinas até os dias de hoje. Esta arquitetura era formada por
uma unidade que
centralizaria o processamento da máquina (a CPU), e por uma outra que
armazenaria
os programas (as funções a serem realizadas), que era a unidade de
memória.
Com o tempo, os componentes do
computador foram mudados das dispendiosas válvulas,
para os mais baratos, econômicos e "miniaturizáveis" transistores. Com
isso, os computadores puderam
diminuir de tamanho, e consumir menos energia. Isto os tornava mais
acessível, fisica
e economicamente, para outras pessoas e instituições.
Além disso, para fazer com que a
máquina executasse as funções que se desejava, era necessário
que isto "fosse informado a elas". Da mesma forma como uma pessoa se
comunica com
outra através de alguma linguagem (oral, escrita ou gestual) que ambas
dominam, era
necessário que o programador "se comunicasse com a máquina" através de
uma linguagem
que os dois "entendessem". Nos primeiros computadores, esta linguagem
era demasiadamente complicada
para os seres humanos. No entanto, com o tempo, as liguagens foram se
tornando mais claras para os homens
, o que motivava a utilização do computador por mais gente.
O último marco nesta evolução, para
chegarmos aos computadores como conhecemos hoje, foi a invenção
dos sistemas operacionais, dos quais o Windows é um exemplo. Estes
sistemas permitem que vários programas
estejam rodando ao mesmo tempo, conferindo grande flexibilidade ao uso
do computador.
Por conta disso tudo, os computadores
começaram a se tornar mais baratos, mais "amigáveis" e mais "úteis" às
pessoas comuns. Por isso, sobretudo a partir da década de 80, os
computadores começaram a se popularizar, e hoje são realidade para
milhões de pessoas no mundo inteiro.
Mas se os computadores, como aconteceu,
foram se tornando mais poderosos e utilizados, também
cresceu enormemente a quantidade de dados espalhados pelo mundo, e
a necessidade/possibilidade de pessoas se comunicarem com outras
virtualmente (à distância).
Esta é a base, então, do surgimento e da consolidação do uso das redes
de
computadores, e da internet, no mundo de hoje. |
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