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Nada pior
do que errar o tom e ir com a roupa equivocada a uma festa
ou cerimônia. Você tem vontade de ficar invisível num canto da
sala ou atirar-se embaixo do tapete. Ou fica torcendo para
encontrar outro “óvni” entre os convidados. Foi a minha única
sorte — se é que é possível enxergar alguma sorte em uma
situação dessas — num jantar para o qual fui convidada, anos
atrás, durante uma viagem à Itália com um grupo de amigos.
Chegamos
de trem em Firenze, para passar o fim de semana, e fizemos
um lindo passeio até uma casa de campo, cujo anfitrião me
convidou para jantar logo mais. Tratava-se de homenagear outra
pessoa de nossas relações. Vesti um blazer de lã, uma calça de
veludo e um suéter novinho, imaginando ser uma ocasião informal,
como o convite que me fora feito algumas horas antes. Lá
chegando, a visão aterradora: social absoluto! Ternos escuros,
gravatas sisudas, mulheres completamente habillees... O meu
constrangimento só diminuiu com a chegada de outra vítima, que
fora de jeans. Saímos os dois, é claro, a francesa.
A lição é
definitiva. Se você recebe um convite verbal, não titubeie
em ligar para o anfitrião e certificar-se do traje para os
convidados. No caso do convite impresso é mais simples, pois a
indicação vem por escrito, e você tem tempo para se preparar de
acordo. |