| Os processos de
seleção realizados pela maioria das empresas americanas - e que
já se espalham pelo mundo todo - são considerados um verdadeiro
massacre. Muitas companhias adotam as chamadas
''entrevistas-desafio''. Elas se baseiam na solução de problemas
e quebra-cabeças que o candidato tem de resolver diante do
entrevistador. Esse é o modelo predileto de gigantes como a
Microsoft. Para ajudar o candidato
a sobreviver à peneira, o americano William Poundstone lançou o
livro Como Mover o Monte Fuji (Ediouro), referência a uma
das famosas perguntas presentes na entrevista da Microsoft. Na
obra recém-lançada no Brasil, o autor revela as questões mais
difíceis propostas pelas 500 companhias que figuram na revista
Fortune e sugere respostas. É uma boa ferramenta para ajudar o
candidato a refletir sobre seus pontos fortes e fracos e
melhorar o desempenho. Mas nem sempre esses processos seletivos
são justos. ''É um sistema que contém falhas. O entrevistador
precisa entender que nenhuma entrevista de emprego vai
identificar todo o talento presente numa pessoa'', alerta o
autor.
Independentemente do formato das entrevistas, as grandes
empresas não acreditam que o currículo seja a peça fundamental
para uma contratação. Em geral, os selecionadores estão
interessados na forma como o candidato constrói e expressa suas
idéias. Para Simon Franco, presidente da empresa de consultoria
Simon Franco & TMP H-H Group, o que diferencia um candidato do
outro é o ''ser'', e não o ''ter''. Não basta ter um currículo
exemplar. Apesar de não acreditar em regras, ele ressalta que a
empatia faz a diferença. Ao contrário do que muita gente pensa,
ela é racional e pode ser aprimorada por meio do
autoconhecimento. O indivíduo que é um mero rebatedor de
informações não se torna atraente para as empresas. Elas querem
alguém que pense, e não engula o tempo todo fórmulas retiradas
de manuais.
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Conselhos preciosos
Orientações dos profissionais para o candidato
refletir sobre as entrevistas de emprego |
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Pense na melhor maneira de
responder a uma pergunta
Antes de tentar solucionar uma
questão difícil, é preciso saber qual é a melhor
forma de apresentar a resposta. Alguns problemas
requerem que você explique sozinho como chegou à
solução. Casos e projetos hipotéticos pedem que você
dialogue com o entrevistador para serem resolvidos
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Não faça cálculos
Normalmente nenhum quebra-cabeça
usado em processos de seleção exige algum tipo de
cálculo. ''Se você acha que um quebra-cabeça exige
um nível de conhecimento maior que o necessário em
gincanas de TV, então, provavelmente, você está
cometendo um erro'', garante o autor de Como Mover o
Monte Fuji |
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Descarte o primeiro
pensamento
''Com quebra-cabeças e charadas,
a primeira resposta que vem à mente de uma pessoa
razoável em geral não é a correta. Se fosse, não
seria um quebra-cabeça'', diz Poundstone. Para
tentar quebrar o silêncio na hora da entrevista, a
dica é explicar por que a primeira resposta é errada
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Analise as possibilidades
Se você estiver diante de um obstáculo de difícil
solução, liste as possibilidades mais óbvias e
naturais. Ao lado delas, coloque seu oposto.
Descartando algumas dessas opções, talvez você possa
chegar à resolução do problema |
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Solte sua criatividade
Não seja pego de surpresa com
questões excêntricas como ''Defina a cor verde''.
Solte sua criatividade, pois questões como essas não
possuem uma definição objetiva, sugere Poundstone
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Não seja ator
Para Simon Franco, o candidato
não pode ser escravo de manuais que dizem ter o
segredo de uma boa entrevista. Mesmo obtendo a
postura correta, no dia seguinte ele não conseguirá
ser a mesma pessoa da entrevista e seguirá
representando |
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Procure uma empresa que tenha
os mesmos valores que os seus
Para Franco, encontrar uma
empresa que pense como você é fundamental. ''Esse é
um dos elementos que farão o candidato ser
escolhido'', garante |
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Faça perguntas inteligentes
Não deixe o entrevistador tomar
conta da conversa. Faça também perguntas que você
acredite ser importantes para o andamento da
entrevista |
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Pense!
''Pensar não é fácil porque,
quando você pensa, você se compromete'', explica
Franco. O headhunter garante que hoje em dia
respostas automáticas não trazem ao candidato uma
imagem positiva. Numa entrevista é preciso mostrar a
que veio. O especialista comenta que em geral é a
segunda pergunta que vai fazer o candidato pensar
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Seja inédito
''Com atentados como o 11 de
setembro, o mundo passou a ter de lidar com
situações inéditas. E da mesma forma as empresas'',
explica Franco. A pessoa que se arriscar mais e agir
será aquela que terá mais sucesso na obtenção da
vaga |
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