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Sistema de arrefecimento II
Válvula Termostática
Todo mundo sabe que o radiador é a peça que mantém a temperatura da água
de refrigeração do motor, e por conseguinte ele próprio, dentro do
previsto pelo fabricante do veículo. É no radiador que o calor do motor
absorvido pela água passa para o ar ambiente, isso num regime de
permanente circulação entre motor e radiador.
Há momentos, porém, em que a água não precisa e nem deve chegar ao
radiador, que é quando o motor está frio ou não está produzindo
potência, como ao descer uma longa serra. Esse controle é feito por uma
peça chamada válvula termostática. A peça é um pequeno conjunto de mola,
válvula propriamente dita e um sistema de expansão baseado em
temperatura, instalado na passagem de água e geralmente na saída que
leva ao radiador. Enquanto a temperatura da água não chegar a um certo
valor, em torno de 80° C, a válvula permanece fechada e não deixa a água
seguir para o radiador. Acima disso ela começa a abrir e chega ao ponto
de máxima abertura ao redor de 95° C.
O bom funcionamento da válvula termostática assegura período de
aquecimento logo após a partida, dessa forma permitindo que seja logo
alcançada a temperatura ideal. Entre os benefícios do curto período de
funcionamento frio, há melhor atomização da mistura ar-combustível, o
que acaba reduzindo o consumo; produção quase imediata de ar quente,
qualidade apreciada nas regiões mais frias do país; maior fluidez do
óleo lubrificante, protegendo mais eficazmente o motor contra o atrito;
melhor resposta e potência do motor poucos minutos após a partida. No
caso de descida de serras, evita que o motor esfrie demais, mantendo-se
as vantagens já citadas.
Nos motores de injeção eletrônica, a água muito fria, medida pelo sensor
de temperatura, “engana” o sistema de gerenciamento do motor, que assim
determina enriquecimento desnecessário da mistura ar-combustível. As
conseqüências são aumento de consumo, funcionamento deficiente do motor
e contaminação do óleo lubrificante, além de possível dano ao
catalisador.
Os cuidados com a válvula termostática felizmente são poucos. A água do
sistema deve manter a proporção da mistura com aditivo de radiador
recomendada pelo fabricante do veículo (evitar adicionar apenas água,
pois a proporção é alterada). Cada fábrica tem suas próprias
recomendações também quanto à marca, mas tal aditivo sempre é um
composto à base de etilenoglicol. Além do líquido de arrefecimento
correto contribuir para a refrigeração do motor, pois se eleva a
temperatura em que a água ferve, é importante para manter válvula
termostática lubrificada e funcionando bem. A cada 30.000 km, diz a
MTE-Thomson divisão Temperatura, que fabrica o componente, a válvula
termostática deve ser inspecionada por um mecânico, que na remontagem
deve utilizar junta ou anel de vedação novo.
Ventilador
O sistema de arrefecimento do motor de praticamente todos os carros
conta com um ventilador, que se destina a acelerar a passagem de ar pelo
radiador e desse modo possibilitar ou acelerar a troca de calor da água
para o ar. Mas na década de 70 surgiu uma nova maneira de movimentar o
ventilador. Em lugar de uma correia trapezoidal levar movimento do
virabrequim do motor, por meio de uma polia, para o ventilador, surgiu
um pequeno motor elétrico para fazer o ventilador funcionar.
Hoje o ventilador elétrico impera na indústria automobilística por suas
vantagens incontestáveis. Ele só funciona quando é necessário, como ao
estar o veículo parado com o motor funcionando, num congestionamento, ou
trafegando em velocidade muito baixa, em que passa pouco ar pelo
veículo. Exatamente ao contrário do ventilador mecânico, que está com
baixa rotação quando mais ar é necessário e girando rapidamente quando
não é preciso, como numa estrada.
Há uma pequena porém importante peça para comandar o funcionamento do
ventilador elétrico, que é o interruptor térmico. É constituído
basicamente de um corpo rosqueado na parte inferior do radiador, dentro
do qual há um disco bimetálico calibrado para se expandir numa
determinada faixa de temperatura. Quando água esquenta acima de um certo
ponto, o disco se expande e movimenta um pequeno pino, que por sua vez
fecha um interruptor e alimenta o motor do ventilador com corrente
elétrica. A água depois de alguns minutos esfria o suficiente para o
interruptor térmico abrir o circuito, e o ventilador pára de funcionar.
Outro interruptor térmico é empregado para comandar a luz de advertência
de motor superaquecido, no carro que não possuem termômetro, sempre
funcionando no mesmo princípio. Só que em vez de ligar o ventilador, faz
acender uma luz no painel.
É bom checar os interruptores térmicos a cada 30.000 km, aconselha a
MTE-Thomson, ou antes, caso seja notada qualquer deficiência do sistema
de arrefecimento, que na maior parte das vezes é indicada pela luz no
painel ou, se for caso, pelo ponteiro do termômetro tendendo a se
aproximar da zona indicada como quente.
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