
Endometriose
é uma doença patologicamente benigna
caracterizada pela presença de implantes endometriais
ectópicos. Estes implantes estão geralmente
associados a uma reação inflamatória,
podendo levar à formação de aderências
e distorções anatômicas. Dismenorréia
(cólica menstrual), dispareunia (dor durante
a relação sexual) e infertilidade estão
freqüentemente associadas à endometriose.
O diagnóstico requer visualização
direta, através da videolaparoscopia, com posterior
avaliação anatomopatológica.
A endometriose é encontrada em aproximadamente
8% a 10% das mulheres na idade reprodutiva e tem sido
observada em 26 a 39% das mulheres com esterilidade
primária e em 12 a 25% das mulheres com

esterilidade
secundária . Segundo o grau de acometimento,
pode ser classificada por estágios (I, II,
III e IV). Quanto à etiologia, demonstrou-se
que pacientes com endometriose apresentariam um decréscimo
na atividade de determinados linfócitos, denominados
natural killers. Portanto, esta doença surge
em decorrência de uma deficiência imunológica
específica que impede a destruição
das células endometriais viáveis. O
tratamento inclui cauterização cirúrgica
do tecido comprometido e/ou supressão hormonal
com medicamentos, que levariam a uma ablação
química do tecido comprometido, por falta de
estímulo. Quando não se obtém
gravidez após o tratamento clínico,
pode-se indicar a fertilização "in
vitro" FIV.