A fumaça do cigarro contém monóxido de carbono,
que tanto no sangue materno quanto no fetal, reduz a capacidade
de transportar oxigênio de que o feto tanto necessita para
se desenvolver e crescer.
Além do monóxido de carbono, a fumaça contém
nicotina, que é um alcalóide como a morfina, e por
isso leva também a dependência, ficando difícil
deixar de fumar. A nicotina acarreta alterações
do coração e das artérias em geral, além
da sua ação sobre as glândulas supra-renais,
liberando maior quantidade de adrenalina, aumentando a pressão
arterial e a freqüencia dos batimentos cardíacos.
A placenta da fumante se mostra grande e grossa, o que aumenta
a incidência do deslocamento e da placenta prévia,
como também a ruptura precoce da bolsa d'água.
É de 50 a 100% maior o risco de morte do recém-nacido
por ocasião do parto e de partos prematuros, especialmente
se a mãe já apresenta algum problema de saúde.
As mães que fumam muito são mais sucetíveis
de terem bebês com icterícia ou que apresentam insuficiência
cardíaca antes do parto.
Os bebês apresentam baixo peso ao nascer, em média
100 a 300 gr a menos, e a proporção dos bebês
com menos de 2,5 kg é o dobro entre as mães fumantes.
Eles são também menores em comprimento e perímetro
da cabeça e peito.
(Trexo do livro "A grávida e o Bebê" -
Dr. Simão Coslovsky e Dr. Rinaldo de Lamare)
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