Saúde e Higiene: Gravidez Manchas e estrias

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Fonte do texto: Internet


Além das alterações internas, grávida tem problema de pele
Manchas e estrias estão entre os casos mais comuns no período

Durante a gravidez o corpo da mulher passa por diversas alterações imunológicas, metabólicas, endócrinas e vasculares. Essas mudanças tornam a gestante mais susceptível a modificações da pele, sejam elas fisiológicas ou patológicas.
A dermatologista e professora da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), Eurides Maria Oliveira Pozetti, explica que as alterações da pele relacionadas à gravidez são causadas por causa de hormônios produzidos na gestação.
De acordo com o dermatologista e professor da Famerp, João Roberto Antonio, praticamente todos os sistemas são afetados durante a gravidez e a pele não escapa à esta mudança, que decorre das alterações hormonais ou externas. Por isso existe a necessidade de cuidados especiais neste período.
Ele diz que como as pessoas apresentam características individuais, os cuidados da pele da gestante também devem obedecer as orientações determinadas pelo médico dela ou se for necessário procurar um dermatologista, pois existem condições que podem ser prevenidas e, desse modo dispensam a necessidade de tratamentos posteriores à gravidez.
Os problemas cutâneos na gestante, se não tratados, podem gerar estigmas que acompanham as pacientes por anos ou definitivamente. Embora muitas destas sejam descritas como fisiológicas ou próprias da gravidez, isso não diminui o desconforto estético provocado.
As manchas podem desaparecer espontaneamente após o primeiro ano do parto, mas um grande percentual das pacientes evolui com persistência da mancha, principalmente se não se proteger adequadamente do sol e não tratar de forma eficaz, conforme explicação da dermatologista.
Ela afirma que as alterações pigmentares da gravidez incluem hiperpigmentação e/ou melasma, que são manchas acastanhadas na pele. A hiperpigmentação (excesso de pigmentação) é comum durante a gravidez e pode ser vista em até 90% das gestantes.
Eurides explica que essas alterações podem ser relacionadas a níveis sangüíneos elevados dos hormônios femininos estrógeno e progesterona ou ainda do hormônio estimulante dos melanócitos, as células produtoras de pigmento da epiderme.
“E comum ver hiperpigmentação leve generalizada como nas aréolas, mamilos, pele genital, axilas e a parte interna das coxas. Ocasionalmente ocorre hiperpigmentação das sardas e cicatrizes”, diz.
Segundo João Roberto Antonio, essas alterações pigmentares são extremamente comuns e podem se iniciar precocemente. A mancha escura que compromete o centro da face, nariz e bochechas pode se estender para a testa e o queixo. Essas características são observadas em até 75% das gestantes, sendo mais comum em pessoas com pele morena.
Por causa das mudanças orgânicas da gravidez, as mulheres que já têm acne (cravos e espinhas) podem apresentar desde melhora até agravamento do problema. Segundo Eurides, dependerá das reações do organismo de cada uma delas. Ela diz que normalmente a pele e os cabelos se beneficiam durante a gestação e a grávida demonstra uma aparência mais agradável.
“O efeito sobre a acne é imprevisível, mas em muitas pacientes desenvolvem-se acnes pela primeira vez durante a gravidez.”
Entretanto, dependendo da predisposição pessoal da gestante, ela poderá desenvolver manchas no rosto ou ter agravada uma acne preexistente, por influência hormonal e fatores ambientais, como exposição solar exagerada, medicamentos eventualmente usados e outros.
O sol é um dos elementos importantes no desencadeamento dessas manchas, razão pela qual a mulher, durante a gestação, deve ser orientada a usar protetores solares adequados, além de evitar a exposição solar exagerada.
Os especialistas ressaltam que existem restrições a determinados produtos durante a gestação, como por exemplo os que contêm alguns ácidos, como o retinóico, e medicamentos que possam sensibilizar mais a pele aos efeitos dos raios solares.
Uma dúvida comum das gestantes é quanto ao uso da maquiagem. Eurides diz que dentro dos padrões comuns a maquiagem está liberada. “Recomendo sempre consultar o médico a respeito. Considero que o uso de qualquer produto durante a gravidez deva ser sob orientação médica, inclusive os de beleza”, afirma.

Saiba mais:

A gestante deve:
• Restringir ao máximo o uso de cosméticos ou usá-los sob orientação médica;
• Evitar exposição solar em horários não recomendados;
• Usar filtro solar diariamente;
• Manter boa higienização da face com sabonete neutro;
• Em casos de acnes, procurar orientação médica e evitar a automedicação;
• Manter a pele hidratada com cremes industrializados ou manipulados como medida de prevenção das estrias;
• Evitar o uso de ácidos e procedimentos como o peeling, laser, microdermoabrasão;
• Evitar tinturas e qualquer outro processo químico nos cabelos.

Serviço
Eurides Maria Oliveira Pozetti, dermatologista e professora da Famerp, fone (17)224-2155.
João Roberto Antonio, dermatologista, professor da Famerp, diretor do Centro da Pele e editor do site dermatológico www.apele.com.br, fone (17)232-6611.

Estrias e aumento de pêlos incomodam

Outro fator que causa enorme desconforto estético, sem nenhuma gravidade, são as estrias que aparecem durante a gravidez. As estrias são mais comuns em mulheres brancas e surgem em oposição às linhas de tensão da pele.
De acordo com a dermatologista Eurides Pozetti, as estrias são mais freqüentes, respectivamente, no abdômen - principalmente na barriga, seios e braços. Ela diz que a causa das estrias se relaciona à distensão dos tecidos e ao aumento de alguns hormônios. “Parece haver também uma relação entre o peso do bebê e o peso da mãe, associados à predisposição em formá-las. As estrias podem melhorar ao final da gravidez ou tornar-se permanente e apresentar um aspecto esbranquiçado”, diz.
O professor da Famerp, João Roberto Antonio, explica que as estrias da gravidez se desenvolvem em até 90% das mulheres durante o sexto e sétimo mês de gestação e são incomuns em mulheres asiáticas e afro-americanas. Após o parto as lesões mudam para linhas atróficas, pálidas e menos aparentes, porém jamais desaparecem completamente.
Ao longo da gravidez, a gestante também pode apresentar intensificação da pigmentação das sardas e nevos (pintas). As unhas também são afetadas, podendo apresentar-se mais moles e quebradiças.
Outra queixa é quanto ao aumento dos pêlos, chamado de hirsutismo, freqüente em mulheres que já tinham abundância de pêlos antes da gestação, principalmente na face e braços. “O excesso de pêlo é causado por alterações endócrinas e regride em até seis meses após o parto.”
A queda de cabelo costuma ocorrer entre a quarta e a vigésima semana de gestação até o pós-parto e pode haver recuperação de seis a 15 meses depois dele.
O uso de anticoncepcionais também pode agravar o surgimento de algumas características indesejáveis na gravidez. João Roberto Antonio ressalta que os cuidados especiais com a pele no período incluem hidratação e proteção contra o sol. (R. F.)

Renata Fernandes
renata@diarioweb.com.br

Fonte: Jornal Diário da Região - São José do Rio Preto-SP

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