AS CÉLULAS TRONCO 
Podemos definir as células tronco como células-mãe,
ou seja, são células imaturas, primitivas e multipotentes,
de origem embrionária.
Estudos recentes tem apontado que potencialmente, estas células
têm a capacidade de gerar quaisquer tecidos do organismo
(como sangue, cérebro, fígado e músculos).
Asseguram a renovação das células mielóides
e linfóides e, portanto, a produção de células
diferenciadas no tecido sangüíneo.
Estas células podem ser embrionárias ou maduras,
sendo que as embrionárias têm capacidade de multiplicação
e geração de novos tecidos teoricamente ilimitadas.
As células maduras, encontradas principalmente na medula
óssea, multiplicam-se mais lentamente e sua capacidade
de geração de tecidos é limitada.
A COLETA DAS CÉLULAS
A coleta do sangue do cordão umbilical é um procedimento
simples, indolor para a mãe e para o recém nascido,
não expondo nenhum deles a qualquer espécie de risco.
Após o nascimento do bebê, o cordão umbilical
é clampeado (pinçado), cortado para a liberação
da criança e limpado assepticamente. A seguir, antes da
retirada da placenta, a enfermeira esteriliza o cordão
e insere uma agulha na veia da placenta que por sua vez está
conectada à bolsa de coleta. O sangue flui espontaneamente
por gravidade, levando o processo de 5 a 8 minutos. O sangue é
combinado na bolsa de coleta com uma solução anticoagulante.
Uma amostra de sangue é retirada para análise da
quantidade, viabilidade das células e testes sorológicos.

VANTAGENS DA COLETA DO SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL
A grande vantagem deste método é a facilidade da
coleta que é feita imediatamente após o parto, de
preferência com a placenta ainda no útero. O cordão
umbilical é clampeado, cortado e o sangue é espontaneamente
drenado para um recipiente próprio.
Outras vantagens:
não há risco para o bebê ou para a mãe
não há necessidade de anestesia uma vez que a coleta
acompanha os procedimentos normais de um parto
não é um método invasico
menor risco de GVHD severa (doença enxerto versus hospedeiro),
ou seja, rejeição pós-transplante
menor risco de transmissão de infecções virais
(CMV)
Diminuição de reações hematológicas
Menor custo
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