Quando resolvemos seguir um programa de eliminação
de peso, já temos a consciência de que enfrentaremos
algumas restrições. Se decidimos seguir o programa,
é porque estamos querendo ficar melhores do que estamos.
Não importa quantos quilos precisamos eliminar. Importa
que estamos nos querendo bem, estamos na verdade nos fazendo um
carinho...
Muito bem, quando estamos totalmente empenhados, parece que os
problemas começam a despejar em nossas cabeças como
uma grande avalanche. Problemas no trabalho, financeiro, conjugal,
familiar não querem saber se decidimos ficar em paz com
nossos corpos. Eles se instalam sem nenhuma cerimônia.
Nos aborrecemos tremendamente. E é evidente que, em momentos
de turbulência, reduzir de peso deixa de ser prioridade.
Entretanto, quando optamos em fazer uma reeducação
alimentar, os problemas já existiam, tanto faz em que escala.
De repente, eles tomam uma proporção enorme, só
porque decidimos que queríamos emagrecer... Evidente que
as coisas não são bem assim.
Os problemas
que enfrentamos podem gerar depressão e/ou ansiedade, mas
a medicina não classifica comer como remédio para
nossos problemas. Nós é que elevamos algo tão
prazeroso à categoria medicamentosa. Comer não é
- e nunca será - remédio para nenhum problema de
ordem social, emocional, financeiro.
Na verdade,
quando saímos fora do programa alimentar a que tínhamos
nos propostos, frente a alguma turbulência, estamos desviando
o foco do problema central. Transferimos o problema de setor,
ou seja, geramos culpa, aumento de peso, angústia, e passamos
a nos preocupar com nosso corpo, com a balança, que são
bem mais fáceis do que filhos, dinheiro, insatisfação
profissional.
Trazemos os
problemas que estavam lá fora, para os nossos corpos, pois
este temos a certeza que fomos nós que criamos e só
dependerá de nós a solução. De mais
ninguém.