Fire Emblem
Game Boy Advance
"... faz com que o jogador fique ainda mais ligado aos seus
companheiros."
A série "Fire Emblem" pode parecer novidade
para os ocidentais, que só vieram a conhecer ela pela primeira
vez com a participação de Marth e Roy em "Super
Smash Bros. Melee". Na verdade, eles participaram do primeiro,
terceiro (Marth), quinto e sexto (Roy) episódios de uma
série que começou no Japão no console 8 bits.
O sétimo jogo da série, que se passa vinte anos
antes da estréia de Roy no quinto jogo, é a versão
americana - e uma boa maneira de inteirar aqueles que não
falam japonês à série.
Produzido pelo mesmo estúdio de "Advance Wars",
"Fire Emblem" tem muito em comum com o outro jogo 2D
de estratégia: você deve controlar tropas em um mapa,
movendo suas peças em turnos alternados com o computador.
Os armamentos respeitam um triângulo que as faz mais fracas
contra certas armas, mas mais fortes contra outras. Um longo tutorial
e um sistema intuitivo faz com que o game seja acessível
para qualquer jogador que fale inglês. Mas ao ultrapassar
essas semelhanças, "Fire Emblem" se prova bastante
diferente - mas nem por isso pior.
Tropas únicas
A maior mudança está nos seus soldados. Você
encarna um estrategista que deve controlar personagens únicos,
cada qual ganhando níveis como em um RPG e pertencendo
a uma classe específica. As classes contam com diferentes
poderes e habilidades, e podem até ser promovidos com o
uso de itens raros. Você não pode criar novos soldados
(apesar de poder recrutar certos lutadores opcionais se completar
certos objetivos), e uma vez derrotados em batalhas, eles jamais
podem ser usados pelo resto do jogo - apesar de ainda aparecerem
na trama.
Essas pequenas mudanças fazem com que o jogador fique
ainda mais ligado aos seus companheiros, e evitar que eles sejam
derrotados é um dos maiores desafios do game. Juntos, eles
são carregados por uma longa trama de traição
em inúmeras viagens por toda a extensão do continente
em que "Fire Emblem" se ambienta. Missões podem
exigir que você domine um castelo, defenda uma pessoa, sobreviva
por um determinado tempo ou mate todos os oponentes.
Guerra para qualquer gosto
O game prima por sua acessibilidade, encontrando um bom equilíbrio
entre desafio e satisfação. Como o jogo é
automaticamente salvo a cada movimento de personagem, a única
maneira de desfazer um erro é recomeçando a batalha
desde o começo. E com a restrição de derrotas,
cada decisão deve ser minuciosamente planejada. Além
disso, esse save permite que você pare de jogar a qualquer
momento, podendo recomeçar no mesmo ponto.
Talvez o pior problema de "Fire Emblem", especialmente
quando comparado com "Advance Wars", é uma execução
um tanto primária da opção multiplayer. Esta
se resume a um combate entre dois times de personagens, se enfrentando
em duelos intercalados. Uma recriação dos mapas
do jogo poderia ter aumentado exponencialmente o apelo do game.
Mas com sua trama desenvolvida, jogabilidade cativante e acessível,
apresentação sólida e aquela "mágica"
que faz ser difícil não jogar "só mais
uma batalha", "Fire Emblem" saí altamente
recomendado para os fãs de estratégia.
Voltar