F-Zero: Maximum Velocity
Game Boy Advance
"Um jogo simples, divertido e extremamente bem-acabado..."
Eu me lembro claramente da primeira vez que vi F-Zero: foi em
uma reportagem na TV, um pouco antes do lançamento japonês
do Super Famicom, o SNES japonês (eles também mostraram
as gravações de Hologram Time Traveller). Acho que
é suficiente dizer que fiquei de queixo caído: meu
padrão de excelência gráfica até então
era Strider. Mas isso foi em 1990. F-Zero foi um dos primeiros
jogos que comprei para o SNES, e nunca me arrependi da escolha.
E não foi com menos gosto que comprei F-Zero X para o Nintendo
64. Infelizmente, com os grandes saltos gráficos dessa
geração, a continuação falhou em me
impressionar.
E é quase irônico que eu tenha gostado tanto de
F-Zero: Maximum Velocity. Esse game, que é uma adaptação
do F-Zero original do SNES, pode não ser o mais revolucionário
título do portátil... mas é uma ótima
surpresa para se carregar no bolso. Quem acompanha os portáteis
sabe que eles nunca se deram muito bem com o gênero de corrida.
Vamos ao que interessa: como é o jogo? Bem, voltando às
suas raízes, F-Zero traz um campeonato de corrida com carros
super-sônicos que flutuam sobre pistas suspensas no ar.
Por isso mesmo, a ação é exageradamente rápida
e tudo desliza mais do que numa corrida com pneus vulcanizados.
Não espere o hiper-realismo de Gran Turismo nesse título.
Um sistema de turbo que dá um fôlego extra de velocidade
a cada volta, e um medidor de escudo que gasta toda vez que você
bate em um oponente ou na parede dão um toque de estratégia
ao jogo. Apesar de extremamente simples, cada detalhe (inclusive
sua escolha de carro) influenciará no resultado final de
sua corrida.
Os gráficos estão ligeiramente melhorados sobre
a versão de SNES. O chão, movido com efeitos de
Mode 7, aparece um pouco menos pixelado, e mais camadas de fundo
foram adicionadas, aumentando consideravelmente a sensação
de profundidade. Os sons são simples, mas certamente muito
melhores do que estamos acostumados a ouvir no Game Boy Color.
Mas afinal: F-Zero é um grande jogo? A resposta sincera
é não. Ele não é revolucionário
nem tecnologicamente impressionante. Mas é um jogo simples,
divertido e extremamente bem-acabado, sendo um título perfeito
para um portátil que pode ser tirado do bolso a qualquer
hora para fazer o tempo passar.
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