Castlevania: Aria of Sorrow
Game Boy Advance
"Soma tem a capacidade de absorver almas de seus oponentes."
A série "Castlevania" é uma das mais
tradicionais marcas da Konami, acompanhando sua história
como grandes títulos do porte de "Metal Gear"
e "Gradius". Mas ao contrário desses outros,
esse já é o terceiro jogo no GBA que aparece desde
2001 - mostrando que a equipe não economizou tempo na produção
do game.
"Aria of Sorrow" resgata elementos do game que o inspirou,
o clássico "Symphony of the Night" do PlayStation,
como múltiplas armas diferentes, dinheiro e poderes de
transformação - elementos ausentes dos episódios
anteriores. Mas, ao mesmo tempo, a nova aventura foge de elementos
eternos da série: é o primeiro a ser ambientar fora
da Europa e no futuro. Além disso, o protagonista não
traz nenhum laço sangüíneo com os Belmont e
os Belnades.
Mas uma vez dentro do castelo, a ação consagrada
é familiar a qualquer fã. A animação
do herói Soma é impressionante, e os fundos são
claros e nítidos (um alívio para quem jogou "Circle
of the Moon"). Mas antes mesmo do jogador começar
a controlar o jovem japonês, a principal novidade do game
é revelada em uma cena não-interativa: Soma tem
a capacidade de absorver almas de seus oponentes.
As dezenas de inimigos do jogo tem uma pequena probabilidade
de liberar uma alma quando derrotados. Uma vez coletadas, essas
auras podem ser usadas para dar um de três tipos de poderes
ao herói. Alguns permitem ataques especias, como arremessar
ossos. Outros permitem habilidades clássicas, como se transformar
em morcego para atingir áreas inacessíveis. Finalmente,
o último conjunto simplesmente adiciona novos atributos,
permitindo que nosso herói amplie, por exemplo, sua força
ou resistência ao fogo.
As almas são mais difíceis de encontrar e colecionar
que o Pokémon médio, mas podem ser trocadas com
outros jogadores da mesma forma - usando o cabo Link. Colecionar
almas acaba sendo um dos maiores desafios do jogo: os mais de
cem espíritos são traiçoeiros e bem escondidos.
Aliás, é exatamente esse elemento que garante uma
longa sessão de jogo antes dos almejados 100% do mapa.
A aventura em si é relativamente curta e não muito
difícil (especialmente para os veteranos do duríssimo
"Circle of the Moon").
"Aria of Sorrow" está muito mais próximo
do clássico "Symphony of the Night" do que seus
dois antecessores. Mas provavelmente em função do
curto período de desenvolvimento, a aventura principal
é relativamente curta. Mas a fórmula da série
permanece incrivelmente divertida, e, ao lado de "Metroid
Fusion", o título deve fazer parte da coleção
de qualquer dono de GBA que curta uma boa aventura.
Voltar