Games: Tales of Symphonia

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Fonte do texto: Internet


jogos.uol.com.br

Tales of Symphonia
GameCube
"A história não se destaca por sua originalidade, mas pelas constantes surpresas e reviravoltas..."

Fãs de RPGs provavelmente não terão o GameCube como sua primeira escolha de console. A chegada de "Tales of Symphonia" ajuda a saciar a fome daqueles que tem o videogame e esperavam um produto do gênero - é só não esperar algo tradicional como "Final Fantasy".

O mundo de "Tales", como na maioria dos RPG, está à beira de um desastre. Esse lugar depende da vinda de um Escolhido à cada geração, responsável por despertar uma deusa que trará paz de volta à vida desse reino. O jogo começa com Lloyd, um orfão amigo da Escolhida, Colette. Juntos, eles viajam e descobrem mais sobre si mesmos e a missão que tem pela frente.

Um pouco de cada

A trama do jogo é um amálgama da simbologia cristã de "Xenogears", a inocência de "Grandia", o conceito de sacrifício de "Final Fantasy X"... em suma, a história não se destaca por sua originalidade, mas pelas constantes surpresas e reviravoltas que envolvem praticamente todos os protagonistas e antagonistas. Em pouco tempo a própria missão dos heróis esbarra em sérios problemas éticos, deixando o jogador interessado no desfecho ao qual você será inexoravelmente conduzido.

Apesar de não oferecer diferentes opções para o desenrolar dos eventos, a missão é longa e cheia de missões paralelas que garantem dezenas de horas para serem completadas. Esse aspecto multifacetado se reproduz em quase todas as frentes do jogo - do sistema de combate à personalização dos lutadores, "Tales" tenta oferecer algo diferente de maneira quase desesperada.

Os exemplos não são poucos. Desde o sistema de cozinhar diferentes pratos como alternativa para recuperar energia até a opção de ganhar "títulos" completando certas tarefas para focar ganho de atributos à cada nível, "Tales" parece um carro esperando para ter cada engrenagem ajustada pelo jogador dedicado.

Crise de identidade

E talvez esse seja o maior pecado do game. "Tales" parece tentar apelar para um mercado mais casual com seu visual de desenho animado, combate que prioriza ação e oferece multiplayer, história cheia de clichês e uma interface tradicional. Infelizmente, a narrativa é desnecessariamente enrolada em explicações mal-executadas e confusas, sendo que esses segmentos são ligados por combates que exigem muita dedicação do jogador tanto no planejamento quanto no investimento em ganhar experiência.

A produção do game merece uma menção especial. Com mundos totalmente tridimensionais, "Tales" cria um incrível número de cidades e ambientes incrivelmente detalhados, sem nunca escapar de um sólido estilo cartoon. Interlúdios com arte de mangá e dublagens competentes (apesar de um pouco forçadas) mostram que a Namco não economizou na criação do game.

Os valores de produção provavelmente encantarão os mais ferrenhos fãs do gênero, mas as escolhas feitas pelos criadores parecem trair esse objetivo. Amantes de RPG têm tudo para querer enterrar os dentes nesse título sem precedentes para GameCube. Jogadores casuais, que podem ser atraídos pela sua aparência, estão melhor servidos procurando um outro título.

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