Sonic Adventure 2 Battle
GameCube
"Agora existem três estilos de jogo, cada qual com
uma versão 'boa' e 'má'"
A segunda aventura de Sonic na nova geração de
videogames foi recebida de braços abertos pelos fãs
do Dreamcast enquanto o console sofria uma onda de cancelamentos.
E agora o porco-espinho mais famoso dos games traz sua turma para
o GameCube com alguns segredos sob a manga... mas será
que isso é suficiente para agradar o público novamente?
Battle chega com alguns novos modos multiplayer e a possibilidade
de carregar um Chao Garden (uma versão mais poderosa de
Tamagotchi) no Game Boy Advance e gráficos levemente melhorados.
Esses itens, vistos separadamente, não justificam a compra
do jogo para quem já tem a versão de Dreamcast.
E como fica o resto (repetido) do game?
Sonic Adventure 2 Battle tenta oferecer um pouco mais de foco,
algo que a série perdeu ao começar essa nova série
3D (o anterior tinha um personagem só para fases de PESCA!
Preciso dizer mais?). Agora existem só três estilos
de jogo, cada qual com uma versão 'boa' e 'má'.
Do lado do bem temos Sonic nas fases de ação, Knuckles
nas de exploração e Tails nas fases de tiro. A equipe
malvada é composta por Shadow (ação), Rouge
(exploração) e Eggman (tiro).
A separação é uma benção e
uma maldição. Quem não agüentava mais
pegar o metrô de SA1 e ficar passeando pela cidade para
ir de um lugar ao outro ficará feliz em saber que as fases
voltam a ser separadas e obrigatórias. As partes de ação
de Sonic estão mais frenéticas e exageradas do que
nunca, refletindo tudo aquilo que Sonic inovou para roubar popularidade
de Mario há mais de dez anos atrás.
Só que além dos gráficos insatisfatórios
para o GameCube, o mesmo defeito que tanto irritou no Dreamcast
se repete: com exceção das fases de Sonic e Shadow,
o resto do jogo parece um apêndice desnecessário
que nada faz além de quebrar o ritmo de aventura. Fãs
de Mario podem até simpatizar um pouco com Shadow e Rouge
(e sua caça por jóias)... mas as fases de Tails
e Eggman são praticamente intragáveis: são
lentas, desajeitadas e completamente incompatíveis com
o resto do jogo.
Do ponto de vista técnico, o jogo é competente.
Os controles são funcionais e respondem bem (apesar dos
problemas nas fases de tiro), e continuam relativamente simples.
A música é o mesmo J-Pop de sempre, e vai continuar
agradando alguns e irritando outros. Os modos multiplayer e Tamagotchicos
(Chao) são divertidinhos, mas nada impressionante.
A nova aventura de Sonic traz tudo aquilo que a série
tem de melhor, só que encoberto por muita gordura desnecessária.
Se você é um fã do porco-espinho, vai acabar
comprando esse jogo não importa nosso veredito. Mas tente
experimentá-lo (mesmo que no Dreamcast) antes de fazer
o investimento.
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