Pokémon Colosseum
GameCube
"... permite que 384 dos 386 Pokémon existentes sejam
adquiridos..."
A onda Pokémon pode não ser tão grande quanto
no começo, mas a série chegou para ficar. Depois
de anos de espera, o GameCube finalmente recebe o seu primeiro
jogo da série (não, "Pokémon Channel"
não conta - aquilo não era um jogo). "Pokémon
Colosseum" chega para suprir o vácuo deixado pela
série "Pokémon Stadium", mas vai muito
além da característica de ferramenta que o original
tinha.
Temos que roubar!
"Colosseum" inova com a introdução de
uma nova aventura na forma de um mini-RPG 3D inédito. Ao
invés de seguir a vida de mais um pretende-a-treinador
bonzinho, o game está focado em um ex-membro de uma das
equipes malignas da série, o Team Snagem. O herói
rouba um aparelho que lhe permite capturar Pokémon de outros
treinadores durante batalhas (supostamente para evitar que o mesmo
fosse usado para fins malignos) e acaba se unindo a uma garota
na tentativa de frustrar a criação de monstros cujos
corações foram selados - Pokémon capazes
de ferir pessoas e outros seres com intuito malicioso.
Essa aventura, que dura boas 20 horas (em grande parte pelo fato
dos combates serem muito lentos) não segue a fórmula
tradicional da série. Não existem Pokémon
selvagens: o protagonista usa a ajuda de sua parceira para descobrir
quais monstros tiveram seus corações selados, e
deve roubá-los no meio das lutas. Esses monstros seguem
regras ligeiramente diferentes de suas contrapartes normais, e
devem ser treinados até que possam ser devolvidos ao seu
estado normal. Depois desse processo (e tendo vencido o jogo),
o fã pode transferir os monstros para seu cartucho de "Pokémon"
Ruby, Sapphire, Fire Red e Leaf Green no GBA.
Completando o Pokédex
Os colecionadores profissionais de Pokémon ficarão
felizes em saber que a interação desses cinco jogos
(levando em conta a versão americana) permite que 384 dos
386 Pokémon existentes sejam adquiridos. O RPG do Cube
também permite que frutas e TMs raras, entre outros extras,
sejam adquiridas e usadas no GBA. A trama dessa aventura não
vai revolucionar o gênero, mas oferece algumas variações
na jogabilidade (todas as batalhas são com duplas, algo
que ficou meio de lado no portátil) e a possibilidade de
encarnar um Bad Boy deve agradar alguns jogadores da série.
A outra metade de "Colosseum" é o equivalente
de "Pokémon Stadium": jogadores podem criar batalhas
em 3D com seus Pokémon do GBA, de um até quatro
participantes simultâneos. Alguns outros desafios, como
uma batalha contra 100 treinadores progressivamente mais difíceis
e alguns campeonatos, oferece mais conteúdo e surpresas
para o fã.
O único inconveniente é que a nova edição
só aceita o registro de um grupo de seis Pokémon
para confrontos multiplayer: os outros três usuários
PRECISAM usar o Game Boy Advance com o cartucho conectado para
lutar. Essa restrição parece apenas mais uma desculpa
para vender os cabos de conexão GBA/GC, já que a
edição do N64 provou que é possível
reproduzir esse combate só usando controles.
Está esperando o que para pegar?
Os verdadeiros fãs de Pokémon não tem nenhum
motivo para deixar esse game passar: entre exportar criaturas
inéditas, recriar lutas em 3D com suas criaturas treinadas
em Ruby, Sapphire, Fire Red e Leaf Green (sim, o jogo é
100% compatível com os próximos jogos da série)
e experimentar uma curta, porém ligeiramente diferente
aventura em 3D, "Colosseum" vale o investimento. Mas
aqueles que nunca gostaram do game - ou até mesmo os que
não experimentaram - NÃO devem começar por
esse aqui. Ele não reproduz os melhores aspectos do GBA,
e por isso mesmo continua sendo uma espécie de produto
periférico... só que mais completo que "Stadium".
Vale deixar uma nota que o game exige pesados 47 blocos de cartão
de memória, e não oferece as mesmas funções
avançadas de gerenciamento de criaturas que "Pokémon
Box" e os "Stadium" traziam. Infelizmente, a Nintendo
americana parece não ter planos de oferecer essa ferramenta
nos EUA.
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