Legend of Zelda: Four Swords Adventures
GameCube
"A diversão do jogo está no caos e cooperação
gerados em cada uma das 24 fases."
Apesar de alguns fãs sonharem com o dia em que a Nintendo
lançará um "Zelda" online, a empresa parece
ter uma idéia diferente sobre o futuro da série.
A experiência da cooperação começou
com uma opção multiplayer na versão para
Game Boy Advance de "A Link to the Past" e agora o conceito
amadurece de fato na sua nova versão para GameCube.
"Four Swords Adventures" é um repeteco da trama
mostrada no Game Boy: o mago Vaati rapta a princesa Zelda, mas
o único jeito de derrotá-lo é com a cooperação
de quatro heróis. Link, infelizmente é apenas um.
Isso até ele pegar a Four Sword, uma espada que cria três
cópias do jovem herói. Usando aparelhos do Game
Boy Advance como controles, até quatro pessoas precisam
ajudar uns aos outros para salvar o dia.
Deja vu
O visual do game é quase totalmente inspirado em "Link
to the Past", lançado originalmente no SNES. Jogadores
controlam os quatro Links na tela da TV, revirando florestas,
cidades e cavernas. Mas quando alguém entra em uma casa,
no Dark World (o mesmo do clássico do SNES) ou em uma pequena
catacumba, a ação é exibida em sua tela pessoal
do GBA, longe dos olhos dos demais participantes.
Quase todos os quebra-cabeças do game exigem cooperação
para serem resolvidos: apertar quatro botões distantes
ao mesmo tempo, juntar forças para empurrar uma pedra,
arremessar um colega para atravessar um buraco ou receber informações
de um outro herói em outro lugar enquanto tenta fazer algo
à distância: a única maneira de completar
a aventura é com a ajuda dos outros.
O objetivo das fases são simples: atravessar um mapa de
seu início até o final, para então derrotar
um chefe. No final da etapa os jogadores devem votar secretamente
em quem mais ajudou e mais atrapalhou. Uma série de recompensas
e punições por desempenho são somadas às
gemas - o dinheiro do game - que cada um colecionou durante as
fases e a pessoa com o maior número delas é proclamado
"vencedor". Vale notar que essa denominação
é um tanto forte demais: o verdadeiro objetivo do game
é chegar ao final de seus muitos episódios e ser
eleito vencedor não concede nenhum benefício especial.
Quatro solitários
"Four Swords Adventures" oferece uma opção
para um jogador sem o uso do Game Boy Advance, permitindo que
uma pessoa controle os quatro personagens em formação.
O esforço é louvável, mas é certamente
o elo mais fraco da corrente. A diversão do jogo está
no caos e cooperação gerados em cada uma das 24
fases. Cada jogador pode carregar apenas um dos itens como bumerangues
e martelos de cada vez, gerando brigas e exigindo discussão
dos participantes. E isso sem entrar na discussão de quando
os jogadores começam a brigar e se bater entre si pelos
mais diferentes motivos ("EI! Essa gema era minha!!! Toma
isso!").
"Four Swords Adventures" explora o aspecto mais social
possível de um game multiplayer: exigir comunicação
entre seus participantes - algo que a Nintendo mostrou dominar
em diversos produtos. Sim, os gráficos não são
típicos de um game dessa geração e a exigência
de usar Game Boy como controle para multiplayer pode limitar o
uso para muitos (apesar do game trazer um cabo de conexão
em sua embalagem). Mas tirando os empecilhos, a diversão
é garantida.
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