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Segundo os Vedas, o ser humano está
renascimento, chamado samsara, pelo
sofrer em infinitas vidas. As
animal, são regidas pelo carma,
renascemos em nossa vida atual foi
espiritual que alcançamos e os atos que
se e Brahman, a verdade suprema,
possível libertando-se do samsara pela
atingindo o estágio conhecido como
conhecimento de si mesmo e do
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preso a um ciclo eterno de morte e
qual esta fadado a reencarnar e a
reencarnações, como ser humano ou
preceito segundo o qual a forma como
definida na vida anterior, pelo estágio
nela praticamos. O hindu busca fundir-
espírito que rege o Universo. Isso só é
purificação de seus infinitos carmas,
nirvana, a sabedoria resultante do
universo. |
| O caminho para o
nirvana passa pelas práticas religiosas , pelas orações
e pela ioga, mas muitos hindus adotam também dietas vegetarianas
e o ascetismo (renúncia aos bens e prazeres materiais) para
atingi-lo.
Do século IX ao XIV floresce o tantrismo, corrente
que prega o aperfeiçoamento espiritual pelo domínio da
mente e do corpo, incluindo hábitos e práticas sexuais.
Em reação à expansão do islamismo na Índia, a partir do
século VII, e ao domínio britânico, iniciado no século
XVIII, surgem várias correntes no hinduísmo.
TEXTOS SAGRADOS - O hinduísmo
possui extensa literatura com preceitos relativos à vida
cotidiana e à organização social. Os mais antigos, os
Vedas ou Conhecimento, reúnem ensinamentos anteriores
ao século X a.C. Além desses, são importantes os Purunas
(narrativas sobre a tríade divina Brahma, Shiva e Vishnu,
as festas e condutas do hindu), o Mahabharata (O grande
Combate dos Bharata), poema que trata da luta do bem e
do mal, dos cultos a Shiva e Vishnu e as lutas entre as
tribos hindus; os Upanishads (aulas dos mestres), o Ramayana
(poema sobre o amor de Rama por Sita) e o Código de Manu
(normas, regras e práticas sociais hindus).
PRECEITOS NA
VIDA SOCIAL - O hinduísmo distingue quatro metas na vida
humana: kama (prazer físico), artha (prosperidade), dharma
(condutas e deveres morais definidos pela casta do individuo
e pelo dharma universal) e moksha (iluminação). As quatro
metas têm relação com quatro etapas da vida ou ashramas,
do nascimenmto à morte: na infância, estudar os Vedas
e preparar-se para a vida; depois, casar-se e constituir
família; aposentar-se do trabalho e desligar-se das posses
materiais; e, na velhice, concentrar-se na busca religiosa.
Essa metas e etapas têm, por sua vez, matizes definidos
para os indivíduos segundo as quatro castas (varnas) às
quais podem pertencer. A dos brâmanes, os sacerdotes,
é a mais elevada. Seguem-na a dos guerreiros; a dos lavradores,
comerciantes e artesãos; e, finalmente a dos sudras, servos
e escravos. Um quinto grupo, o dos párias, não é considerado
casta por terem seus membros desobedecido, no passado,
às leis religiosas. Tradicionalmente, os párias não podiam
viver nas cidades, ler os livros sagrados ou se banhar
no rio Ganges.
DIVINDADES - Há centenas de
deuses e deusas hindus. Todos são parte de Brahman, a
essência universal. Três deles se destacam e compõem uma
triade, a Trimurti:
Brahma, o princípio criador, Shiva, o princípio destruidor
e libertador, e Vishnu, o princípio protetor e preservador.
Sempre que o mundo está sob ameaça do mal, Vishnu aparece
para protegê-lo através de uma de suas dez reencarnações
ou avatares. São eles, pela ordem, Matsya (o peixe), Kurma
(tartaruga), varaha (javali), Narasimha (homem-leão),
Vamana (anão), Parashurama (homem com machado), Rama (princípe
herói), Krishna (herói que matou o demônio Kamsa) e Buda.
O décimo avatar, Kalki, ainda não surgiu na Terra e virá
para extirpar todo o mal e iniciar uma era do bem.
RITUAIS E COMEMORAÇÕES
- O hindu costuma manter em casa um altar de devoção a
seu deus, no qual queima incenso, coloca flores, velas
e oferendas. Também freqüenta os templos que estão entre
os de arquitetura mais exuberante do mundo. Cada altar
possui sempre a estátua de seu deus, e nos templos as
imagens são diariamente despertadas pela manhã, lavadas,
vestidas e enfeitadas com flores pelos sacerdotes. Diante
do altar, os hindus recitam mantras, fórmulas sagradas
escritas nos Vedas que podem aproximá-los dos deuses.
Peregrinar para visitar os templos e lugares sagrados
são práticas habituais. Algumas das celebrações hindus
são o Festival das Luzes, comemorado em todo o país no
outono com o acender de velas, o Festival das Nove Noites
para a deusa Durga, em setembro ou outubro, o Festival
da deusa Shiva, em março, e o Festival de Krishna, em
agosto. |