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Betta splendens
Também conhecido como "peixe de briga",
esse peixe da família dos Anabantideos é originário
da Tailândia. Seu
nome vem de uma tribo de índios, onde os guerreiros eram
chamados de "Bettahs". Essa associação se
deve ao fato de os Bettas machos serem extramamente violentos, não
podendo conviver com outros Bettas no mesmo aquário. Por
isso é aconselhada a criação nos chamados "betários",
ou seja, aquários de no mínimo 15X12X12 cm.
Os Bettas viviam em águas estagnadas e mal-oxigenadas,
como a dos arrozais, por exemplo. A respiração nessas
águas só era possível devido a um órgao
auxiliar que os Bettas possuem, o labirinto, que os permite retirar
seu oxigênio da atmosfera. Por esse motivo, um betário
não precisa de oxigenação. Apesar disso, a
água do aquário deve ser parcialmente trocada a cada
quinze dias, e pode ser usada água de filtro ou mineral,
sempre à temperatura ambiente.
A alimentação dos Bettas deve ser
feita com a comida (em forma de ração) encontrada
nas lojas especializadas, com comidas vivas (artemias, por exemplo)
e até mesmo com gema de ovo cozida ( mas isso deixa a água
extremamente suja). Deve-se ter um cuidado especial para não
dar comida em excesso (o que pode deixar a água ácida
e turva). Dar alimento suficiente para ser consumido em minutos,
e se isso não acontecer, retirar a comida restante. Esse
processo deve ser feito de uma a três vezes ao dia.
Para a reprodução deve ser utilizado
um aquário com capacidade para 16 litros (ou 40X20X20cm),
onde deve ser posto um solo de areia média de 2 centímetros.
A iluminação deve ser feita com uma lâmpada
incandescente (de 15 velas) que deve ser exposta por quatro horas
diárias. A temperatura da água deve ser de 27ºC
e o Ph 6.9. É aconselhada a colocação de algumas
plantas, como a "Sagittaria microfolia" e a "Ceratophillum
demersum". Nesse aquário deve ser colocado o macho,
que ao estar pronto para a reprodução construirá
um ninho de bolhas envoltas num muco bucal na superfície
da água. Quando o ninho estiver pronto, deve ser colocada
a fêmea. O macho curvará seu corpo sobre a fêmea,
abraçando-a e forçando-a a expelir seus ovos. O macho
os fecundará liberando seus espermatozóides na água.
Logo após a postura dos ovos, a fêmea deve ser retirada
do aquário. O macho então apanhará os ovos
no fundo do aquário e os colocará no ninho. Neste
momento é aconselhado que se abaixe a altura da coluna da
água para dez centímetros para diminuir a pressão
da mesma sobre os ovos.
Após 48 horas ocorre a eclosão dos
ovos, ou seja, o nascimento dos alevinos, que começam a nadar
por volta do sétimo dia (quando isso acontecer, deve-se retirar
o macho do aquário). Os alevinos são alimentados nos
primeiros dia pelos nutrientes contidos no saco vitelino, e, posteriormente,
devem ser alimentados por infusórios (preparados com folhas
de couve e gema de ovo seca pulverizada) ou até mesmo por
comidas para alevinos, encontradas em lojas especializadas. Somente
os mais fortes sobrevivem.
Observações importantes: -Ao colocar
a fêmea no aquário, ela deverá estar "ovada",
ou seja, com seu ventre inchado e com algumas linhas verticais,
o que indica que ela está pronta para a reprodução.
-É aconselhado que, antes da reprodução, os
aquários do macho e da fêmea sejam colocados lado a
lado para eles irem se "acostumando" um com o outro. -A
reprodução deve ser feita em um lugar calmo e sem
a luz direta do sol. -Em dias frios é aconselhada a colocação
de um aquecedor de 1 (um) Watt de potência (por algumas horas)
no betário para evitar o aparecimento de doenças como
fungo e íctio. Na reprodução, a temperatura
deve ser mantida constante em 27ºC, como dito anteriormente.
Mariana Valentini
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