|
Nova pagina 1
|
www.saudeanimal.com.br
VAGA-LUME
Nome comum: Vaga-lume 
Nome em inglês: Glow worm
Nome em Espanhol: luciérnagas
Nome em Italiano: Lucciola
Nome científico: Lampyris noctiluca
Classe: Insecta
Filo: Arthropoda
Ordem: Coleoptera
Família: Lampyridae
Característiccas:
Comprimento: 10 mm (macho); 12 a 20 mm (fêmea)
Característica: Só o macho: 2 asas e élitros
Com seu corpo frágil, cor de terra, a fêmea
do vaga-lume pode somente arrastar-se no chão. Como ela faz
para chamar a atenção dos machos alados que zumbem
no ar quente da noite? Para compensar a falta de asas, desenvolveu-se
algo muito especial durante a evolução do vaga-lume:
pequenas glândulas que segregam luciferina, uma substância
que em determinadas condições se torna luminescente.
A luz verde é o sinal para que o macho interrompa seu balé
aéreo e venha juntar-se à fêmea.
Essa diferenciação tão marcada
entre os sexos é rara entre os coleópteros. Existem
espécies relacionadas em que ambos os sexos são alados
e luminescentes. A maioria das variedade são pequenos insetos
tropicais.
A espécie Lampyris noctiluca é a
mais comum no Brasil. Sua larva luminescente é muito parecida
com a fêmea adulta. Lesmas e caracóis são seu
principal alimento, mas ela é capaz de comer até criaturas
muito maiores que ela, injetando-lhe antes um líquido paralisante.
O estágio larval dura seis meses, a maior parte dos quais
passada debaixo da terra. Ao emitir luz, a fêmea do vaga-lume
corre um risco, pois atrai seus predadores como carangueijos, aves
e rãs.
Como é produzida a "luz"?
Uma molécula de luciferina é oxidada
por oxigênio, em presença de trifosfato de adenosina,
ocorrendo assim a formação de uma molécula
de oxiluciferina, que é uma molécula energizada. Quando
esta molécula perde sua energia, passa a emitir luz. Esse
processo só ocorre na presença da luciferase, que
é a enzima responsável pelo processo de oxidação.
As luciferases são proteínas compostas por centenas
de aminoácidos, e é a seqüência destes
aminoácidos que determina a cor da luz emitida por cada espécie
de vaga-lume. Para cada molécula de trifosfato de adenosina
consumida durante a reação, um fóton de luz
é emitido. Portanto, a quantidade de luz enviada pelo vaga-lume
indica o número de moléculas de trifosfato de adenosina
consumidas.
Este processo é chamado de "oxidação
biológica" e permite que a energia química seja
convertida em energia luminosa sem a produção de calor.
As luzes têm diferentes cores, pois variam de espécie
para espécie e nos insetos adultos facilitam a atração
sexual. Os lampejos equivalem ao início do namoro: são
códigos para atrair o sexo oposto. Mas a luminescência
também pode ser usada como instrumento de defesa ou para
atrair a caça.
Lucia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
Voltar