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A única função dos zangões é
a fecundação das rainhas virgens. O zangão
é o único macho da colméia, não possui
ferrão
e, nasce de ovos não fecundados depositados pela rainha.
Por não possuir órgãos de
trabalho, o zangão não faz outra coisa a não
ser voar à procura de uma rainha virgem para fecundá-la.
Os zangões nascem 24 dias após a
postura do ovo e atingem a maturidade sexual aos 12 dias de vida.
Vivem de 80 a 90 dias e dependem única e exclusivamente das
abelhas operárias para sobreviver: são alimentados
por elas, e por elas são expulsos da colméia nos períodos
de falta de alimento - normalmente no outono e no inverno - morrendo
de fome e frio.
Quase duas vezes maiores do que as operárias,
a presença de zangões numa colméia é
sinal de que a colônia está em franco desenvolvimento
e de que há alimento em abundância.
Apesar de não possuir órgães
de defesa ou de trabalho, o zangão é dotado de aparelhos
sensitivos excepcionais: pode identificar, pelo olfato ou pela visão,
rainhas virgens a dez quilômetros de distâncias.
Os zangões costumam agrupar-se em determinados
pontos próximos às colméias onde ficam a espera
de rainhas virgens. Quando descobrem a princesa partem todos em
perseguição à rainha, para copular em pleno
vôo, o que acontece sempre acima dos 11 metros de altura.
No vôo nupcial, uma média de oito a dez zangões
conseguem realizar a façanha - exatamente os mais fortes
e vigorosos. Mas eles pagam um preço alto pela proeza: após
a cópula, seu órgão genital é rompido,
ficando preso a câmara do ferrão da rainha. Logo após,
o zangão morre.
Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe