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www.saudeanimal.com.br
Estas informações foram publicados no site http://www.biodiversitas.org.br
No
dia 23 de maio de 2003, Dia International da Biodiveridade, em Brasília,
foi divulgada a nova Lista de Espécies da Fauna Brasileira
Ameaçadas de Extinção.
A lista foi elaborada pela ong Fundação
Biodiversitas a pedido do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
(Ibama) e Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Mais de 200 especialistas estiveram reunidos para
revisar a lista anterior, divulgada há 13 anos onde figuravam
218 animais. O processo total de revisão foi dividido em
sete grupos: mamíferos, aves, répteis, anfíbios,
peixes, invertebrados terrestres e invertebrados aquáticos.
Na edição revisada foram registrados
395 animais ameaçados de extinção, dos quais,
oito (08) estão seguramente extintos. Entre eles estão
a Arara-azul pequena, o Maçarico-esquimó e o Minhocoçu.
Para classificar as espécies foram adotadas
categorias de ameaças baseadas em critérios internacionais
da União Mundial para a Natureza (IUCN). As categorias utilizadas
foram: Extinta, Extinta na natureza, Criticamente em perigo, Em
perigo, Vulnerável, Quase ameaçadas e Dados insuficientes.
Segundo esses critérios, entraram na lista animais como o
macaco Guariba-de-mãos-ruivas, Veado-bororó-do-sul,
Macaco-prego, Besouro-rola-bosta, Cobra dormideira-da-queimada-grande,
Jararaca-ilhoa, Guigó e várias borboletas, besouros
e aranhas.
Mas a lista também traz algumas notícias
boas como a saída de alguns animais. Deixaram a lista: Veado-campeiro,
Guará, Gato-do-mato, Doninha-amazônica, Jacaré-açu,
Jacaré-do-papo-amarelo, Gavião-real e Surucucu.
Para a divulgação dos resultados, o Ibama optou por
dois momentos: hoje estão sendo publicados todos os grupos,
à exceção de peixes e invertebrados aquáticos,
que serão divulgados em até dois meses. Esses dois
últimos tiveram sua divulgação temporariamente
adiada, em virtude de uma necessidade do Ibama de se avaliar as
algumas espécies como camarões, caranguejos e peixes
de água doce, sob a luz de sua importância econômica.
Para os especialistas que revisaram a lista, o
fator decisivo para o crescimento do número de espécies
ameaçadas foi o aumento do conhecimento científico
relativo à fauna selvagem no país.
Outros aspectos que contribuíram para o
resultado da lista foram: a maior compreensão da dinâmica
ecológica dos biomas nacionais, a elaboração
de listas estaduais e a descoberta de novas espécies.
Além disso, a destruição
de habitat e as pressões provocadas por desmatamentos, queimadas,
caça ilegal e captura de animais para o tráfico são
apontadas como as ações humanas que mais causam impacto
na sobrevivência dessas espécies.
A nova versão da lista passa a ser o mais
importante instrumento de gestão da fauna ameaçada
no país e deverá orientar governo e sociedade nas
ações de conservação nos próximos
anos.
A elaboração da lista teve ainda
parceria da Sociedade Brasileira de Zoologia, Conservation International
do Brasil e Instituto Terra Brasilis. Essa foi a mais significativa
reunião de zoólogos e especialistas em fauna no país
em torno do tema das espécies ameaçadas. A nova lista
oferece à sociedade parâmetro seguros e coerentes de
conhecimentos científicos.
Segundo
a bióloga Gláucia Drummond, "o fato de se ter trabalhado
com critérios reconhecidamente eficientes para avaliação
das espécies faz com essa lista seja mais consistente do
que a de 89". Ela acredita também que "a observação
da categoria na qual cada uma das espécies foi posicionada
permitirá a adoção de estratégias mais
eficientes para melhorar o status de conservação ou
de conhecimento da nossa fauna".
Veja a lista completa das espécies