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Golfinhos
Os Golfinhos são mamíferos e não
peixes. Eles são animais de sangue quente como o homem e
dão à luz a um
filhote
de cada vez e são animais sociáveis, tanto com os
humanos com outros animais e entre eles. Existem 37 espécies
conhecidas de golfinhos entre os de água salgada e doce.
TEMPO DE VIDA: em torno de 40 anos
REPRODUÇÃO: Nasce apenas um filhote
de cada vez e a gestação dura, em média 12
meses, dependendo da espécie. Observando golfinhos em cativeiro,
os cientistas determinaram o tempo de gravidez exato para algumas
espécies, mas o período de gestação
continua desconhecido para a maioria das espécies de golfinhos.
Os cientistas crêem também que quase todas as espécies
são promiscuas (partilham as fêmeas). O bebê
nasce apontando primeiro o rabo, e irá mamar até 4
anos (ele só deixará de mamar mais cedo dependendo
das circunstâncias). Os detalhes mais íntimos do acasalamento
e nascimento de golfinhos, têm permanecido escondidos da observação
humana. Muitos investigadores possuem apenas uma vaga idéia
dos hábitos reprodutivos dos golfinhos. Pensa-se que o acasalamento
é sazonal e é realizado de barriga para barriga como
as baleias e muitas fêmeas não reproduzem todos os
anos. Por vezes existe uma fêmea a ajudar no processo. O pai
do golfinho bebe não participa na vida ativa e tratamento
do seu filho, porém em algumas espécies, há
fêmeas cuja função é a de babá.
ORGÃOS REPRODUTORES: Nos machos, a abertura
genital é na frente do anûs. O longo pênis, que
normalmente se encontra completamente dentro do corpo, está
quase sempre retraído e emerge apenas quando o golfinho tem
uma ereção. O par de testículos encontra-se
escondido dentro da cavidade abdominal, perto dos rins.
Nas fêmeas, a abertura genital também se encontra na
barriga, onde se localizam os órgãos genitais e urinários.
As duas glândulas mamárias estão dos dois lados
da abertura genital e os mamilos encontram-se retraídos.
Contudo estes se estendem durante a amamentação, pois
o bebe golfinho não consegue modificar o formato da boca
de forma a "sugar" o leite, tendo por isso de formar uma
passagem entre a língua e a boca, na qual recolhe o leite
da mãe.
TAMANHO: desde 90 cm (golfinho recém-nascido)
até 4 m (golfinhos adultos). Os mais conhecidos, de focinho
longo, têm cerca de 2 metros de comprimento.
TEMPERAMENTO: usualmente afáveis e brincalhões,
os golfinhos parecem gostar de companhia humana. Alguns são
mais arredios. Há casos raros de agressividade, normalmente
quando são provocados.
CAPACIDADE DE MERGULHO: o golfinho tem uma única
narina no alto do crânio. Através dela, ele pode renovar
90% do volume de ar cada vez que inspira (no homem, a renovação
é de 15%). Num único mergulho, o golfinho é
capaz de submergir por 20 minutos até 300 metros de profundidade.
Velocidade: embora sejam gorduchos, os golfinhos conseguem nadar
a velocidades de até 40 Km/h, graças a um efeito aerodinâmico
que eles alcançam contraindo a pele e formando dobras que
diminuem as turbulências.
DENTES: Os dentes de um golfinho não são
usados para mastigar a comida inteira mas ajudam a agarrar a presa.
Alguns cientistas também pensam que os dentes são
espaçados de tal modo para ajudar o golfinho a analisar ondas
de som quando saltam atrás de algum objeto.
PELE: Como a pele de humano, a pele dos golfinhos
têm muitos nervos que explicam por que eles são dóceis
e gostam de ser acariciados. A Pele do golfinho também é
extremamente delicada e facilmente se fere através de superfícies
ásperas. Pode ser cortado por uma unha afiada, mas tende
a curar depressa.
ALIMENTAÇÃO: Os golfinhos são
caçadores, e alimentam-se principalmente de diversas espécies
de peixe. Contudo alguns golfinhos preferem lulas e outros comem
moluscos e camarão. As orcas, os maiores golfinhos existentes,
consomem tudo o que já foi referido anteriormente e geralmente
consomem mais do que qualquer outro golfinho. Um macho adulto em
cativeiro, devora cerca e 160 Km de peixe por dia, mas a média
e de 79 Kg para os machos, 63 Kg para as fêmeas e 16 Kg para
os bebês. Em cativeiro, as orcas alimentam-se de peixe morto,
em liberdade, além de peixe também se alimentam de
outros mamíferos como as focas, e os leões marinhos.
Os cientistas determinam a dieta dos golfinhos examinando o estomago
dos animais mortos nas praias e por vezes, mas com raridade, as
suas fezes.
Provavelmente todas as espécies de golfinhos usam o sonar
para apanhar os peixes. Mas quando as orcas caçam mamíferos
marinhos, têm de fazer muito mais do que utilizar o sonar,
têm de esperar quietas, observar e por fim atacar. Em pleno
oceano, os golfinhos muitas vezes encurralam os cadurmes de peixes,
obrigando-os a saltar para fora de água.
Fenômeno várias vezes observado pelos investigadores
e cientistas.
INTELIGÊNCIA: São diversos os fatores
que afetam aquilo a que chamamos de "inteligência".
O principal componente é a habilidade que se tem de comunicar.
Um humano pode ser extremamente inteligente mas, se depender todo
o seu tempo a tentar sobreviver, então não restará
tempo para o pensamento.
Tempo livre é então um grande fator, e os golfinhos
têm-no em abundância.
Em primeiro lugar, os golfinhos não dormem como nós,
eles são capazes de "desligar" uma parte do cérebro
por minutos numa determinada altura ao longo do dia.
Muito raramente "desligam" o cérebro completamente.
Isto é necessário porque os golfinhos necessitam de
respirar ar pelo menos uma vez em cada 8 minutos.
As únicas coisas que um golfinho faz é comer grandes
quantidades de peixe e brincar.
A comunicação entre espécies é também
necessária. Os golfinhos usam uma linguagem por assobios
que é 10 vezes mais rápida que a nossa fala e 10 vezes
mais alta em freqüência.
Para que um golfinho falasse com a nossa velocidade, seria como
se um humano tentasse falar com um trombone, muito lento.
É muito difícil para nós falarmos assim tão
devagar, e para os golfinhos também.
Outra particularidade na comunicação dos golfinhos
é o sonar, que lhes permite determinar as reações
internas de outros golfinhos, humanos, peixes, etc. Também
através do sonar um golfinho consegue ver se alguém
está ferido ou não.
COMUNICAÇÃO: O golfinho é
capaz de gerar som sob a forma de clicks, dentro dos seus sacos
nasais, situados por detrás da nuca.
A freqüência dos clicks é mais alta que a dos
sons usados para comunicações e difere de espécie
para espécie. A nuca toma a função de lente
que foca o som num feixe que é projetado para a frente do
mamífero. Quando o som atinge um objeto, alguma energia na
forma de onda e refletida para o golfinho. Aparentemente é
o maxilar inferior que recebe o eco, e o tecido gorduroso que lhe
precede, que o transmite ao ouvido médio e posteriormente
ao cérebro.
Recentemente foi sugerido que os dentes e os nervos dentários
transmitiam informações adicionais ao cérebro
dos golfinhos. Assim que um eco é recebido, o golfinho gera
outro click. O lapso temporal entre os clicks permite ao golfinho
identificar a distância que o separa do objeto. Pela continuidade
deste processo, o golfinho consegue seguir objetos.
Ele é capaz de o fazer num ambiente com ruído, é
capaz de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e pode ecoar diferentes
objetos simultaneamente - fatores que fazem inveja a qualquer sonar
humano.
O tipo de som que os golfinhos emitem não tem um nome específico.
Não há dúvida, porém, que, de seu modo
peculiar, os golfinhos " falam " abundantemente.
Cientistas que convivem com o cetáceo são unânimes
em afirmar que os golfinhos mantêm algum tipo de comunicação
auditiva. Alguns garantem que essa comunicação tem
regras e serve para organizá-los socialmente, como acontece
com os homens.
Ninguém, entretanto, foi tão longe como a equipe do
Instituto de Morfologia Evolutiva e Ecologia dos Animais da Academia
de Ciências da Rússia. Pesquisadores comandados pelo
cientista Vladimir Markov, depois de um longo estudo no golfinário
de Karadag, no Arzebaijão, publicaram um trabalho em que
anunciam a existência do " golfinhêz ". Ou
seja: um sistema aberto de linguagem composto de 51 sons de impulsão
vocal e nove tipos de assobios tonais, que comporiam um possível
alfabeto próprio da espécie.
De acordo com Markov, os golfinhos são capazes de compor
frases e palavras regidas por leis semelhantes às da sintaxe
humana.
EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE: Pouco se sabe acerca dos
fósseis de antigas espécies de golfinhos, e o que
se sabe é extremamente incerto. Supõe-se que há
cerca de 50 milhões de anos atrás, uma espécie
de gato pré-histórico (Mesonychidea), começou
a passar mais tempo na água à procura de alimento,
e que eventualmente se transformou para melhor se adaptar a esse
novo meio ambiente.
O regresso à água, trouxe benefícios significantes
para os carnívoros terrestres. Os animais marinhos eram uma
nova fonte alimento inexplorada. Mesmo assim, demorou ainda milhões
de anos até que os primeiros cetáceos apareceram nos
oceanos.
Os primeiros cetáceos foram provavelmente os "Protocetidea",
há cerca de 40-50 milhões de anos atrás. Tudo
o que sabemos acerca destes pioneiros cetáceos é que
possuíam algumas caracterizas reconhecíveis da sua
espécie. O seu estilo de vida séria, provavelmente
anfíbio e não completamente aquático.
Há cerca de 40 milhões de anos atrás, surgiu
o "Dorudontinae", que eram muito similares aos golfinhos.
Entre 24 e 34 milhões de anos atrás, surgiram dois
grupos "Odontoceti" e "Mysticeti". Entre os
primitivos Odontoceti o "Suqalodontae" era o mais parecido
com os golfinhos modernos, e foi provavelmente deste grupo que derivaram
os golfinhos. Mas havia ainda um aspecto primitivo que os distinguia
bem dos atuais golfinhos: os dentes. Nos primitivos Odontoceti,
os dentes eram quase todos diferentes, enquanto que nos atuais golfinhos,
os dentes são praticamente iguais.
Há cerca de 24 milhões de anos atrás, uma família
bastante diversa denominada de "Kentriodontidae" aparece
nos oceanos Atlântico e Pacifico. E é desta família
que nasce a super família "Delphinoidea", cerca
de 10 milhões de anos depois.
OS MITOS: O sentimento de parentesco entre humanos
e golfinhos vem desde milhares de anos atrás. Os cidadãos
da Grécia Antiga adoravam os golfinhos como Deuses, e mantinham
um santuário do que eles consideravam ser o Deus Golfinho.
Eles achavam que os golfinhos eram mensageiros dos Deuses.
Atualmente estes mamíferos, já não se encontram
elevados ao estado de Deuses, mas para muitas pessoas são
considerados como "os humanos do mar". Alguns aquários
contribuem para este ponto de vista, promovendo os seus golfinhos
como personalidades. Também o cinema, a televisão
e a ficção cientifica contribuem para o mesmo.
Mas são os golfinhos super-inteligentes?
Apesar dos cérebros dos golfinhos variarem de tamanho de
espécie para espécie, são relativamente grandes.
Contudo o tamanho do cérebro em nada revela a natureza da
inteligência.
Alguns cientistas sugerem que o fato do cérebro ser tão
grande é necessário para o "sonar" e o processamento
do som destes mamíferos. Outros afirmam que o nível
de inteligência dos golfinhos encontra-se entre o de um cão
e o de um chimpanzé.
E a resposta certa é... não sabemos. Assim como a
inteligência humana se adapta as nossas necessidades, a inteligência
dos golfinhos adapta-se às suas necessidades.
Atualmente o estudo junto dos golfinhos selvagens, revela apenas
que eles são curiosos e aparentemente sociáveis. A
Roma Antiga contava histórias de rapazinhos que montavam
os golfinhos, o que é provavelmente verdade, nos últimos
anos, tanto crianças como adultos têm montado golfinhos
ao longo das costas dos Estados Unidos, Irlanda, França,
Espanha, Iugoslávia, Austrália e Inglaterra.
Conhecem-se também casos de golfinhos que tem salvo vítimas
de afogamento. Contudo existem vários documentos de casos
de golfinhos que puxam as pessoas para fora da zona de segurança
e que os mantêm debaixo de água.
Apesar de casos raros de ataque de golfinhos aos seres humanos eles
são animais fortes e independentes e devem ser sempre respeitados.
Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Editora chefe e Diretora de Conteúdo
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