Baleia Azul
Luis Augusto Ferreira Rosa
Médico Veterinário
Espécie: Balaenoptera sp.
Sub-espécies:
Balaenoptera musculus - Hemisfério Norte
Balaenoptera intermedia - Hemisfério Sul
Balaenoptera brevicauda - Equador
A baleia azul possui um corpo alongado, hidrodinâmico, com
sua barbatana dorsal pequena e triangular. Sua cauda é
considerada pequena em proporção ao seu grande tamanho
e suas barbatanas dorsais são finas, alongadas e compridas.
São os maiores animais da Terra, podendo chegar ao peso
de 145 a 160 toneladas. Seu antepassado direto foi o maior animal
já existente na chegando a 175 toneladas de peso. Seu corpo
é liso, formado por uma pele macia de coloração
cinza-azulada, com manchas azuis mais claras espalhadas pelo corpo,
por isso o nome Baleia Azul. Sua cabeça tem o formato de
um D deitado e é dividido, em sua porção
dorsal, por 
uma linha que vai desde a entrada da boca até a "narina"
(buraco respirador), dividindo a cabeça em dois lados.
Possui ainda cerca de 60 linhas ventrais que saem da boca e vão
até a porção média do corpo. Os machos
podem chegar ao tamanho de 25 metros Com essa conformação
corporal as baleias azuis são consideradas ótimas
nadadoras, podendo atingir uma velocidade de 3 a 4 nós,
existem relatos de velocidades até 8 nós.
As baleias azuis podem ser encontradas em todos os oceanos do
mundo. No Pacífico Norte, e do Atlântico Norte ao
Sul, encontradas no verão em toda Antártica. No
Inverno migram para águas mais quentes como Brasil, Equador,
África do Sul e, com menos freqüência, para
Austrália e Novazelândia.
São consideradas baleias filtradoras, alimentando-se de
gigantescas quantidades de pequenos peixes e plancton, chegando
a ingerir mais de meia tonelada por dia. Possuem uma expectativa
de vida de 35 a 40 anos
Graças a seu grande tamanho, eram muito caçadas
por baleeiros e sua população diminuiu bruscamente
nos últimos dois séculos. No século 19 eram
estimadas a existência de 200.000 baleia espalhadas pelo
mundo. No final do século eram apenas 9.000. Sua proteção
por lei foi regulamentada em 1965 sendo que hoje não restam
mais de algumas centenas nos vasto oceanos da Terra.
Méd Vet. Luis Augusto Ferreira Rosa
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