Oscar ou Apairí
(Atronotus ocellatus)
País de origem: América do Sul (bacia Amazônica).
Comprimento máximo: 30 cm
Reprodução: ovíparo - desova em pedra.
Água: neutra e ligeiramente ácida (7,0 a 6,8)
Temperatura: 24 a 28c.
Aquário: grande e plantas resistentes
Comportamento: territorialista e predador
Alimentação: peixes, pedaços de carne magra,
aceita ração, alconPREMIUMvargesticks.
Oscar ou Apaiari
NOME
CIENTÍFICO: ASTRONOTUS OCELLATUS
NOME VULGAR: Apaiari ou Oscar
FAMÍLIA: Cichlidae
TAMANHO: 28 cm
ORIGEM: Região Amazônica
NOME INGLÊS: Red Oscar or Tiger Oscar
OUTROS NOMES: Velvet Cichlid
DISTIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: Bacia Amazônica
e nas represas nas regiões nordeste e sudeste.
COMPORTAMENTO: Pacífico se colocado com peixes do seu
tamanho ou ligeiramente menores, peixe territorial de movimentos
lentos e de razoável beleza, criado também como
peixe industrial para o consumo humano e como predador de caramujos;
pH: Ligeiramente ácido; entre 6,5 a 6,8 em água
mole.
PLANTAS PARA O AQUÁRIO: Echinodorus sp., Myriophyllum
sp., Sagittaria sp., Valisneria figantea (plantadas em vasos individuais
irão dificultar que o peixe arranque) e a Lemna polyrhiza
(planta flutuante que proporciona sombra e abrigo.
ÁGUA: a troca parcial da água (20%) deve ser mais
constante no verão do que no inverno, e ela deve estar
isenta de cloro.
TEMPERATURA: precisa se manter entre 21 e 26°C. Abaixo dessa
temperatura, o Oscar começa a demonstrar desinteresse pela
alimentação.
FILTRO BIOLÓGICO: quando você for montar o filtro
biológico, coloque sobre a tubulação (ou
placa) uma tela de nylon recoberta por uma camada de 4 cm de areia.
Isso evita que o peixe danifique o filtro se escavar o fundo.
A dolamita (mármore moído) não deve ser usada
na composição do filtro ou na decoração,
pois torna a água alcalina.
ILUMINAÇÃO: O Oscar necessita de 12h de escuro
e 12 de claro. Pode-se pintar as paredes do aquário de
preto, para tentar reproduzir a escuridão de seu habitat
natural. À noite o Oscar passa por um período de
repouso, permanecendo quase deitado.
AQUÁRIO: Durante o dia, o Oscar é muito ativo,
podendo saltar para fora do aquário usando as aberturas
mais incríveis. Por esta razão, deve-se manter o
aquário sempre tampado. Recomenda-se o uso de grandes aquários
(100L) para um indivíduo adulto.
CARACTERÍSTICAS: Espécie tropical de água
doce, sua coloração é escura com belos desenhos
em mosaico quando jovem. Conforme vai crescendo adquire manchas
claras e escuras num meio tom verde-acinzentado e laranja. Na
nadadeira caudal existe um ocelo, mancha circular escura, circundada
por um laranja brilhante. O colorido aumenta e diminui de intensidade
conforme o ambiente.
Este peixe tem o costume de arrumar a decoração
do aquário de acordo com o seu próprio gosto. Consegue
arrastar pedras relativamente pesadas, arrancando plantas, revolvendo
areia, etc.
Também conhecido como Apaiari, o Oscar é grande,
guloso e fujão, é capaz de arrastar pedras e arrancar
plantas. Mas é um dos preferidos dos aquaristas pois além
de sua beleza, ele encanta pela meiguice: sabe reconhecer seu
criador e permite que ele faça carícias em seu dorso.
O Oscar é mais um dos peixes originários da região
amazônica e que foi introduzido em algumas represas do sudeste
do país. Diferente de sua região de origem, onde
pode chegar a pesar 2.0kg, nas represas das hidrelétricas
dificilmente vamos encontrar exemplares pesando mais de 1.0kg.
O seu comprimento médio se situa por volta de 30cm nas
represas e por volta de 35-40cm na região amazônica.
Este peixe é muito simpático e sociável
e, é capaz de reconhecer o seu tratador, pegar a comida
na mão ou até mesmo pular para fora do aquário
para apanhá-la. Costuma deixar que se façam carícias
em seu dorso.
AQUÁRIO PARA REPRODUÇÃO: O aquário
para reprodução deve ter pelo menos 250l, sendo
que nos estados do nordeste ocorre durante todo o ano. Nos mais
frios como São Paulo, a época vai de outubro a fevereiro,
com a água por volta de 28°C.
REPRODUÇÃO: Aparecendo certo reboliço no
aquário é sinal de que começaram os "jogos
de boca", que evidenciam o acasalamento. Esse jogo consiste
numa prova de força, onde o macho e a fêmea se colocam
frente a frente com as bocas abertas. Após algumas investidas,
mordem-se simultaneamente puxando o companheiro para o lado. Depois
disso, isolam-se dos demais e é o momento ideal para serem
instalados num novo aquário (ou mantê-los no mesmo
se já estiverem adaptados), com cascalhos não cobertos
por areia e fora da área do filtro biológico. Os
pais escolhem uma superfície lisa (uma pedra, tronco, ou
uma telha virada com a boca para baixo) e a limpam. A fêmea
vai então depositando os ovos em círculos num total
de 800 a 2.000, enquanto o macho os fertiliza. Começa então
um violento esquema de defesa e proteção. Movimentam
continuamente as nadadeiras gerando uma corrente de água
que proporciona uma melhor oxigenação para os ovos
e evita o ataque de fungos e bactérias. Depois de 3 a 4
dias ocorre a eclosão. O macho faz buracos no substrato
e transporta os alevinos com a boca mantendo-os aí até
que nadem livremente.
Nessa época, os pais tornam-se ainda mais cautelosos e
agressivos, chegando até a atacar a mão do criador,
e só devem ser separados das crias quando diminuírem
seu interesse por elas. Os casais são monogâmicos
e podem Ter até 3 desovas por ano. Se o casal interromper
o namoro por 6 meses, experimente trocar a fêmea.
ALIMENTAÇÃO DOS ALEVINOS: Assim que nascem, os
alevinos contam com o saco vitelino para suprir suas necessidades
alimentares. Assim que esse saco começar a desaparecer,
forneça minhocas, camarões crus, carne de boi crua
e sem gordura, carne de peixe, fígado e miolos, todos bem
triturados. Também podem ser alimentados com dáfnas,
microvermes e artemia salina recém-eclodida. Forneça
as refeições de 2 em 2 horas e sem exageros.
ALIMENTAÇÃO DOS ADULTOS: Ração e
pequenos peixes. Desde pequeno, o Oscar consome grandes quantidades
de alimento, aumentando a refeição à medida
que cresce. Devora todos os peixes menores do aquário pode
chegar a medir até 35 cm. Os adultos gostam de minhocas,
caramujos, coração, fígado (em pedaços
pequenos) e peixe como os pecilídeos (ex. Lebiste). Esse
último, assim como a vitamina E, tem relação
direta com o desempenho na reprodução.
BIBLIOGRAFIA:
Vida no Aquário, 1987
Editora Três
Mills, Dick - Aquarium Fish, 1995
Dorling Kindersley
Exotic Tropical Fishes, 1988
Twenty-ninth Edition
Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
Voltar