Onça Pintada
Nome vulgar: ONÇA PINTADA 
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Nome científico: Panthera onca
Nome inglês: Jaguar
Distribuição: Ao sul dos EUA, México, América
Central e América do Sul (Noroeste da Argentina)
Habitat: Florestas e savanas
Hábito: Noturno
Comportamento: Solitário e territorialista
Longevidade: 20 anos
Maturidade: 3 a 4 anos de idade
Época reprodutiva: Durante todo o ano
Gestação: 93 a 105 dias
Nº de filhotes: 1 a 4 filhotes
Peso adulto: 36 a 158 Kg
Peso filhote: 700 a 900 g
Alimentação na natureza: Aves, Mamíferos
Alimentação em cativeiro: Carne
Causas da extinção: Caça e destruição
do habitat
Os índios do Brasil guardam a gordura da onça abatida
e a comem com a ponta de uma flecha. Eles acreditam que ela lhes
dá uma grande coragem, como se fosse a porção
de um feiticeiro. Essa gordura também é esfregada
no corpo dos meninos, para torná-los fortes e protegê-los
contra o mal.
Habita florestas úmidas às margens de rios e ambientes
campestres desde a Amazônia e Pantanal até os Pampas
Gaúchos. A onça pintada ou jaguar possui hábitos
noturnos e é solitária. Excelente caçadora
e nadadora, costuma abater capivaras, veados, catetos, pacas e
até peixes. Pode também caçar macacos e aves.
Para atacar sua vítima, é muito cautelosa, desloca-se
contra o vento e aproximando-se silenciosamente surpreende a presa
saltando sobre seu dorso. Daí surgiu o nome jaguar ou jaguara
que significa no dialeto Tupi-guarani a expressão "o
que mata com um salto".
Sendo o maior mamífero carnívoro do Brasil, necessita
de pelo menos 2 Kg de alimento por dia, o que determina a ocupação
de um território de 25 a 80 Km2 por indivíduo a
fim de possibilitar capturar uma grande variedade de presas. A
onça seleciona naturalmente as presas mais fáceis
de serem abatidas, em geral indivíduos inexperientes, doentes
ou mais velhos, o que pode resultar como benefício para
a própria população de presas. Na época
reprodutiva, as onças perdem um pouco os seus hábitos
individualistas e o casal demonstra certo apego, chegando inclusive
a haver cooperação na caça. Normalmente,
o macho separa-se da fêmea antes dos filhotes nascerem.
Em geral, após cem dias de gestação nascem,
no interior de uma toca, dois filhotes - inicialmente com os olhos
fechados. Ao final de duas semanas abrem os olhos e só
depois de dois meses saem da toca. Quando atingem de 1,5 a 2 anos,
separam-se da reprodutora, tornando-se sexualmente maduros.
Apesar de tão temida, foge da presença humana e
mesmo nas histórias mais antigas, são raros os casos
de ataque ao homem. Como necessita de um amplo território
para sobreviver, pode "invadir" fazendas em busca de
animais domésticos, despertando, assim, a ira dos fazendeiros
que a matam sem piedade. Por esse motivo, e sobretudo pela rápida
redução de seu habitat, esse felídeo, naturalmente
raro, ainda encontra-se a beira da extinção em nosso
país.
Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe
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