Animais: Os Direitos dos Animais

OS DIREITOS DOS ANIMAIS

Nós, os animais, declaramos:

O Direito à vida e à liberdade como resultado natural da existência.

O Direito de sermos respeitados e amados por esse ser a que chamam Homem, desde que não coloquemos em risco à vida dele.

O Direito a manifestar a beleza com que enfeitamos o mundo, e não termos de nos refugiar constantemente para lugares que não são o nosso meio;

O Direito de coexistirmos na Natureza sem sermos alvos de caça, só para prazer dos homens.

O Direito de oferecermos o nosso corpo para matarmos a fome do Homem se ele não tiver outros recursos. Isso só acontecerá em calamidades.
Fora disso o Homem deve descobrir que não precisa de nós como
alimento, mas apenas como intermediários entre os frutos da Natureza.

O Direito de não vivermos em gaiolas, em aquários ou jaulas como
sacrifício da nossa liberdade.

O Direito de utilizarmos as asas para voar,as pernas para correr, as barbatanas para nadar, nos nossos meios e por nós próprios.

O Direito de exigirmos, a rápida despoluição dos nossos espaços, para a qual não contribuimos e de que somos vítimas
e vitimamos também o homem.

O Direito de nos procriarmos sem destruição dos nossos filhos.

Se o Homem compreender a Vida e a Natureza, não precisará:

-de se enfeitar com as nossas peles.

-de se alimentar com a nossa carne.

-de se divertir com a nossa morte.

Compreenderá que lhe damos mais se vivermos.

Damos-lhe alimento para o corpo, sem dar o nosso corpo; e damos-lhe alimento para a alma, com a beleza da nossa existência.

Declaração dos Direitos dos Animais

Considerando que todo o animal possui direitos.

Considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza.

Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo.

Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros.

Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante.

Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais.

PROCLAMA-SE O SEGUINTE:

Artigo 1º
Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.


Artigo 2º
Todo o animal tem o direito a ser respeitado.
O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais.
Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem.


Artigo 3º
Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a atos cruéis.
Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.


Artigo 4º
Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.
toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.


Artigo 5º
Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.
Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.


Artigo 6º
Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.
O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.


Artigo 7º

Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.


Artigo 8º
A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.
As técnicas de substituição devem de ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9º
Quando o animal é criado para alimentação, ele deve de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.


Artigo 10º

Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
As exibições de animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.


Artigo 11º
Todo o ato que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.


Artigo 12º
Todo o ato que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.
A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.


Artigo 13º

O animal morto deve de ser tratado com respeito.
As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.


Artigo 14º
Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.


Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.


(*) A Declaração Universal dos Direitos do Animal foi proclamada na UNESCO em 15 de Outubro de 1978

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