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Fonte do texto: Internet

As nuvens

As nuvens geralmente são brancas por causa da grande concentração de microgotículas de água e pequenos cristais de gelo. Eles agem como pequenos prismas, decompondo a luz solar nas cores do arco-íris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta). Para quem olha a nuvem, o resultado é a soma de todas essas cores, que dá o branco.
As microgotículas de água surgem com a condensação (passagem do estado gasoso para o líquido) do vapor na atmosfera. Essas gotículas, cujo diâmetro é de milésimos de centímetro, são muito leves e ficam flutuando. Somente quando se juntam devido a choques e formam gotas maiores é que elas ganham peso suficiente para cair.
As nuvens de chuva ficam mais escuras porque não permitem que a luz solar as atravesse. A parte maior da luz solar é refletida e volta para o céu; outra consegue atravessar as nuvens e uma parte menor é absorvida por elas (de 50% a 10%). Como as nuvens de chuva, chamadas cúmulos-nimbos e estratos-nimbos, são bastante densas e têm grande profundidade, a quantidade de luz que passa por elas é muito pequena. Se um avião sobrevoar essas nuvens, elas parecerão bastante claras, pois irão refletir quase toda a luz que recebem.
As nuvens ficam suspensas no ar pela constante evaporação e condensação do vapor de água que as forma. A grandes altitudes, o ar frio provoca a queda das gotas de água. Ao alcançar as camadas inferiores de ar mais quente, elas evaporam e sobem para se condensar outra vez, repetindo o ciclo. A cada segundo, caem sobre a Terra em forma de chuva 16 bilhões de litros de água.


Tipos de nuvens

Cirros
Lembram rabos de cavalo. Ficam a 8 mil metros de altitude, numa temperatura inferior a 0ºC. Por isso, são constituídas de microscópicos cristais de gelo.

Cirros-estratos
Ficam logo abaixo dos cirros e também são formadas por cristais de gelo. Lembram véus brancos e transparentes.

Cirros-cúmulos
Difíceis de serem vistas, pois são remanescentes de cirros e cirros-estratos. Seus flocos se agrupam de uma forma parecida com a que o mar assume na arrebentação.

Altos-estratos
Sua cor varia entre o azul e o cinza. Altera a luminosidade normal do Sol e da Lua, dando-lhes um brilho filtrado.

Altos-cúmulos
Ficam a 4 mil metros. São formadas por gotículas de água e cristais de gelo, lembrando os flocos de lã de carneiro.

Estratos-nimbos
Também chegam a 4 mil metros. Pesadas e maciças, essas nuvens se desfazem em temporais violentos, neve, granizo e causam até furacões.

Estratos-cúmulos
Cobrem grandes faixas do céu com diversos tons de cinza.

Estratos
Não chegam a produzir chuva. Chuvisco e garoa é o máximo que conseguem ocasionar. Aparecem em formações extensas, que lembram campos de neblina. Estão a 2 mil metros de altura.

Cúmulo
Tem a forma de uma couve-flor e é sinal de bom tempo.

Cúmulos-nimbos
Temporal na certa. Essas nuvens de chuva trazem a água de volta à terra, para que depois evapore de novo e suba outra vez ao céu. São elas também as responsáveis pelas chuvas de granizo (quando as gotículas de água se congelam). Ficam a mil metros de altura.

Medindo a chuva
A quantidade de chuva que cai num determinado local é medida por um aparelho de metal, em forma cilíndrica e com a ponta afunilada, chamando pluviômetro. Depois de 24 horas, a água recolhida é transferida por meio de uma torneirinha para provetas graduadas, que possibilitam a leitura da quantidade de chuva. Se houver quinze milímetros de água dentro do pluviômetro, isso significa que, naquele período, caíram quinze litros de água de chuva em cada metro quadrado da região.


Fonte: Guiar dos Curiosos, de Marcelo Duarte

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