Agronegócios: Mamona

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Fonte do texto: Internet

Saiba mais sobre a mamona

Vegetal próprio de lugares secos, a mamona tornou-se uma cultura tradicional no Nordeste brasileiro adequando-se muito bem às condições de clima no semi-árido. A planta foi trazida ao País pelos portugueses ainda no primeiro ano do Descobrimento (1500).

É originária da Etiópia e regiões vizinhas, no continente africano. O seu principal produto é o óleo extraído das sementes. Em torno de 50% do grão da mamona é óleo que, desde os primeiros cultivos, teve fins terapêuticos sendo usado como laxativo e também como cosmético para proteger a pele.

Os derivados da mamona também já são utilizados para estofamentos de poltronas e revestimentos das paredes de aviões, vasos sanitários e carpetes. Produtores e estudiosos ressaltam que a grande vantagem é que a mamona não queima com facilidade. Quando isso ocorre, não libera gases tóxicos como os derivados do petróleo.

Na indústria, a mamona é utilizada para a fabricação de nylon, adesivos, filtros, lubrificantes de turbinas, óleo secativo, poliuretana (substância sintética), nas telecomunicações e biomedicina, para cosméticos, detergentes, tintas gráficas para impressoras, fluido hidráulico, tubos plásticos, na fabricação de fios e pinturas de automóveis, entre outros.

Já existem mais de 700 aplicações a partir do óleo da mamona. A planta passou a ser conhecida como ''petróleo verde''. Do vegetal pode-se produzir, além do combustível, vernizes, graxas, engrenagens e até órgãos artificiais do corpo humano.

Atualmente, a produção de mamona no País abrange 180 mil hectares plantados. Em todo o mundo, o vegetal é cultivado em 1,3 milhão de hectares. Foi em 1985 que houve um decréscimo na produção brasileira. O País desceu do primeiro para o terceiro lugar no ranking produtivo do mundo. O líder agora é a Índia e, em segundo lugar, a China.

Fonte: Banco de Dados

Processo de beneficiamento

Produção do diesel de mamona (Foto: Felipe Abud)

[18 Setembro 17h04min 2004]

Depois de colhida, a mamona é colocada para secar ao sol, no próprio campo. Já seca é levada para a máquina de descascar e a semente depositada no cozinhador para soltar o óleo. Em seguida vai para a prensa onde é separada a torta que será usada como adubo ou para ração animal.

No caso da ração animal, explica o técnico agrícola Whuertas Freire, a torta passa por um tratamento para retirar as toxinas. Após a apuração, o óleo vai para um tanque onde passa pelo processo de decantação ou separação das impurezas sólidas. ''Se tiver alguma parte mais grosseira fica na parte de baixo'', reforça o técnico agrícola.

O óleo vai ser bombeado para outro tanque onde é aquecido e passa ainda por um filtro-prensa. Começa, então, o processo para a transformação em biodiesel. Em novo tanque é feita a mistura com os seguintes ingredientes: metanol ou etanol (em torno de 20%) e solda cáustica.

A mistura será jogada no reator e fica sendo agitada por uns 40 minutos antes de entrar no tanque de decantação. Ali é separada em duas partes: a de baixo fica sendo a glicerina e a de cima o biodiesel. Whuertas Freire diz que a glicerina é usada na fabricação de shampoos, sabonetes e sabão.

Após a decantação, o óleo passa por um filtro onde é refinado e, por último, o desumidificador. Ali, volta a ser aquecido e é feita uma secagem, ou seja, qualquer porção de água existente some em forma de vapor. (RCF)

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