Agronegócios: Guzerá

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Fonte do texto: Internet

Guzerá

Nome original: Kankrej
Espécie: Bos indicus, zebu ou cebú(países latinos).
Origem: norte da Índia, há milhares de anos como prova o selo encontrado nas ruínas de Mohenjo-Daro (cidade indiana destruída há cerca de 5000 anos).
Habitat natural: terras semi-baixas, em alguns lugares situadas abaixo do nível do mar, com precipitação pluvial entre 500 e 650 mm/ano, variando a temperatura entre 5 e 50 graus centígrados.
Características raciais: Pelagem variando do cinza claro ao cinza escuro, chifres em forma de lira, pêlos curtos, pele escura.
Importância: É a principal raça bovina na Índia, tendo o maior rebanho do país. É uma das principais raças no Brasil, tendo especial importância na região Nordeste do país, onde tem predominância sobre as demais raças pela sua extrema rusticidade.


Características funcionais:
Dupla aptidão: A raça Guzerá é a única raça zebuína que pode ser considerada de dupla aptidão (carne e leite), tendo seus animais em idade adulta comumente atingido 1100 kgs e 800 kgs (machos e fêmeas respectivamente), e suas fêmeas atingido produções de leite próximas de 6000 kgs/leite/lactação.
Carne: Em Provas de Ganho de Peso oficiais realizadas pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebú - ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebú), que faz os registros de todas as raças zebuínas no Brasil (Guzerá, Brahman, Nelore, Gir, Indubrasil, Cangaiam, Sindi e Tabapuã), até hoje o Guzerá venceu quase 70% das provas de que participou
Rendimento de Carcaça e Conversão Alimentar: No Teste de Rendimento de Carcaça e Conversão Alimentar, realizado também pela ABCZ com a participação de todas as raças zebuínas, o Guzerá ficou com o primeiro lugar nas duas características avaliadas.


Rusticidade: Até mesmo pela sua região de origem na Índia, que tinha uma baixíssima precipitação pluviométrica e alta amplitude térmica, a raça Guzerá é a raça zebuína de maior rusticidade às intempéries climáticas.
Cruzamentos: Para o cruzamento com outras raças (zebuínas ou européias) o Guzerá tem demonstrado ser a raça de melhores resultados, já que quando cruzada com outra raça zebuína aumenta a produção leiteira das crias, que terão maior habilidade materna e ainda dá um desempenho médio de peso superior. Quando cruzada com raças européias aumenta a rusticidade dessas viabilizando a criação destes mestiços mesmo nas mais severas condições climáticas. Além disso a raça serviu como base para a formação de algumas raças brasileiras como: Indubrasil, Tabapuã, Pitangueiras, Lavínia, entre outras.
Situação Atual da Raça: Atualmente o Brasil é o principal centro criador da raça no mundo, porém um expressivo número de animais vem sendo exportado anualmente para a Colômbia, Paraguai, México, Costa Rica e outros países.
Como já se disse a raça tem dupla função, porem dentro da raça existem linhagens especializadas em Carne ou em Leite, bem como rebanhos que selecionam para as duas funções.
Na seleção leiteira se iniciou em 1995 o Teste de Progênie para Leite, realizado sob a supervisão da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), e que tem por objetivo testar para leite 10 tourinhos/ano da raça, selecionados dentro dos principais rebanhos do país. Com o mesmo objetivo se encontra funcionando desde 1994 um núcleo MOET (ovulação múltipla e transferência de embriões), que conta com algumas das melhores matrizes de leite da raça entre as suas doadoras, sendo previsto que já a partir de 1998 já se tenha os primeiros resultados deste teste.
Na seleção para carne estão sendo realizadas anualmente diversas Provas de Ganho de Peso em todo o país, visando identificar touros jovens, superiores para Ganho de Peso, que depois de testados irão para centrais de inseminação artificial, de onde terão o seu sêmen distribuído.

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