Agronegócios:
Soja
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As quantidades a serem aplicadas variam com a análise de solo e a produtividade esperada. Aplicar 15 kg/ha de S para cada tonelada de produção esperada. Em solos deficientes em manganês, aplicar 5 Kg/ha de Mn. Nas dosagens de K2O acima de 50 Kg/ha, aplicar metade da dose em cobertura, principalmente em solos arenosos, 30 a 40 dias após a germinação. Observações: a) A má distribuição e a incorporação muito rasa do calcário podem causar ou agravar a deficiência de manganês em alguns solos, causando queda de produtividade. b) No cultivo de primavera-verão, a inoculação das sementes dispensa a adubação nitrogenada. Entretanto, no cultivo de outono-inverno, devido à baixa atividade simbiótica, recomenda-se além da inoculação a aplicação de 50 Kg/ha, sendo ¼ dessa dose com adubação no sulco de plantio e o restante em cobertura antes do florescimento. c) Em solos arenosos ácidos pode ocorrer deficiência de Mo, o que acarreta má fixação de nitrogênio. A deficiência pode ser resolvida pela calagem, qie aumenta a disponibilidade do nutriente, podendo também ser aplicado 50 g/ha de molibdato de sódio em mistura com 50kg de sementes. d) Deficiências de micronutrientes na soja são raras em São Paulo. Na suspeita de sua ocorrência, realizar análises de solo e foliar e, uma vez constatada a deficiência, podem-se aplicar, com a adubação do plantio seguinte, 5 kg/ha de Zn, e/ou 2 kg/ha de Cu, e ou 1 kg/ha de B.
7. INOCULAÇÃO DE SEMENTES A inoculação de sementes de soja com bactéria específica para a soja, denominada Bradyrizobium japonicum, substituiu a adubação nitrogenada. As bactérias associam-se com as raízes das plantas de soja e ambas conseguem aproveitar o nitrogênio do ar, o que nem as plantas e nem as bactérias poderiam fazer isoladamente. Esse processo é conhecido por fixação simbiótica de nitrogênio atmosférico. A adubação nitrogenada, além de desnecessária, em muitas vezes é prejudicial à fixação do nitrogênio. Mesmo em solos com grandes quantidades de restos vegetais, não há efeito benéfico da aplicação de nitrogênio no sulco de semeadura sobre a produção de grãos. A inoculação das sementes deve ser feita todos os anos, para que a nodulação ocorra com as estirpes presentes no inoculante e não com aquelas presentes no solo que podem ser de baixa eficiência. As estirpes atualmente recomendadas são: SEMIA 5019 (29W)+SEMIA 587 (CPAC 15)+ SEMIA 580 (CPAC 7), que devem ser utilizadas sempre duas a duas. Além da estirpe escolhida, é importante o inoculante tenha concentração mínima de bactérias viáveis. Essa concentração é obtida com a aquisição do inoculante de fabricantes idôneos. Os inoculantes devem ser mantidos em geladeira. A operação de inoculação das sementes é bastante simples e deve ser feita sempre à sombra, procedendo-se da seguinte maneira: 1°) dissolver 250 g de açúcar cristal (treze colheres de sopa) em um litro de água. Em lugar do açúcar pode-se utilizar goma arábica a 20% ou uma celulose substituída a 5%, de qualquer marca comercial; 2°) misturar de 500 a 1.000 ml dessa solução adesiva para 250 a 500 g de inoculante turfoso respectivamente (população de 1:1, dependendo da qualidade). Considera-se inoculante de boa qualidade aquele que apresenta concentração igual ou superior a 108 células/g no momento da utilização: 3°) misturar com 50 kg de sementes, utilizando-se o tambor rotativo e, após, espalhá-los em camadas de 10 a 30 cm sobre uma superfície seca, à sombra. Um procedimento alternativo é misturar a solução açucarada (250 a 500 ml para 250 a 500 g de inoculante, respectivamente) à semente e logo em seguida, para que a semente não absorva a água, adicionar o inoculante; 4°) deixar secar à sombra por algumas horas; 5°) semear no mesmo dia ou no máximo, até quatro dias após, desde que as sementes fiquem em ambiente fresco e protegidas do sol.
7.1. Procedimento para Inoculação com Tratamento Químico de Sementes. 1°) misturar as sementes com a solução açucarada, utilizando 250 a 500 kg de semente, usando o tambor rotativo; 2°) aplicar o fungicida logo em seguida e misturar bem na quantidade recomendada no item tratamento de sementes (página)-; 3°) aplicar o inoculante turfoso nas doses recomendadas acima; 4°) deixar à sombra por algumas horas; 5°) semear no mesmo dia. Caso isso não seja possível, repetir a inoculação no dia do plantio.
7.2. Cuidados com o Inoculante e a Inoculação. Não usar inoculante com prazo de validade vencido. Na embalagem consta a data de vencimento. Ao adquirir o inoculante, certificar-se de que o produto estava conservado em condições satisfatórias e, após a aquisição, conservá-lo em lugar fresco e arejado até o momento da utilização. Os melhores inoculantes disponíveis, até o momento, são aqueles à base de turfa. A inoculação deve ser feita à sombra e , de preferência, pela manhã. A semeadura deve ser interrompida quando o depósito de sementes se aquecer em demasia, pois altas temperaturas inviabilizam as bactérias inoculadas. Os ganhos com a inoculação em áreas com o cultivo anterior de soja são menos expressivos do que os obtidos em solos de(???).
8. PLANTIO A semeadura é um dos trabalhos que mais pesam no êxito da lavoura, especialmente no caso da soja, que perde seu poder germinativo com relativa facilidade, quando plantada em condições adversas. Ainda, a semeadura irregular conduz a menor produtividade e eventuais dificuldades nos tratos culturais e na operação de colheita. As sementes para o plantio devem apresentar, no geral, germinação mínima de 80%. Isso evita falhas na lavoura, devido à baixa germinação, comuns mesmo quando se faz a correção de quantidade a semear, no caso de usas semente de baixo poder germinativo. Para a germinação e emergência regular das plantas, é essencial um teor de umidade suficiente no solo. A soja absorve grande quantidade de água para germinar; por isso a semeadura só deve ser feita com o solo úmido, após boa chuva. Dependendo da área da lavoura, uma semeadeira a mais poderá ser muito útil, para o aproveitamento da umidade do solo e para o plantio a tempo. Antes de iniciar o plantio é necessário fazer o teste da semeadeira, para assegurar a quantidade de sementes recomendada para distribuir no sulco.
8.1. ÉPOCAS DE PLANTIO
8.2. Produção de Sementes A Comissão Técnica de Soja da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo recomenda como ideal para a produção de sementes de soja nas regiões Sul do Estado e Vale do Paranapanema, as épocas de semeadura para os cultivares já testados, constantes no Quadro 1. Com regra geral, para os cultivares ainda não testados, recomenda-se para os de ciclo precoce e semiprecoce, semeadura de 10 a 30 de dezembro e para os de ciclo médio e semitardio, de 15 de dezembro a 30 de janeiro. Também podem ser feitas semeaduras na época recomendada para a produção de grãos nessas duas regiões, mas provavelmente as sementes obtidas apresentarão menor vigor. A época recomendada para a semeadura de soja, visando a produção de sementes nas demais regiões do Estado, deve seguir a existente para a produção de grãos (Quadro 2).
QUADRO 1 - Época de plantio de soja para a produção de sementes-Ano Agrícola 1995/96*.
* Região Sul do Estado e Vale do Paranapanema
8.3. Produção de Grãos QUADRO 2- Épocas de plantio de soja para a produção de grãos-Ano Agrícola 94/95.
8.4. Profundidade da Semeadura A soja deve ser semeada a uma profundidade de 3 cm em solos argilosos ou bem úmidos e 5 cm em solos arenosos ou com menor umidade. Semeaduras profundas dificultam a emergência da soja principalmente se houver compactação superficial do solo.
8.5. Espaçamento recomendado. A soja deve ser semeada em linhas ou fileiras espaçadas de 40 a 60 cm, de acordo com o cultivar a ser utilizado e/ou o tipo de solo. Espaçamentos mais estreitos que 40 cm resultam num fechamento mais rápido da cultura, contribuindo para o controle das plantas daninhas, mas não permite o cultivo mecânico entre as linhas, se necessário.
8.6. Densidade de semeadura. A população de plantas ideal para que se obtenham os maiores rendimentos e a que mais se ajusta à colheita mecânica é de 350 mil plantas por hectare. Variações de até 15%, nesse número, não alteram significativamente o redimento de grãos, desde que as plantas sejam distribuídas com uniformidade, sem falhas. Para se obter a população de 350 mil plantas por hectare, semeia-se uma certa quantidade de sementes que permita 14 plantas por metro linear no espaçamento de 40 cm, 18 em 50 cm e 21 em 60 cm. População de plantas muito acima da recomendada, além de não proporcionarem acréscimo na produtividade, podem acarretar riscos de perdas por acamamento e aumento no custo de produção. Densidades muito baixa resultam em plantas de porte baixo, em maior incidência de ervas daninhas e maiores perdas na colheita. Em condições favoráveis a o acamamento das plantas, pode-se corrigir o problema sem afetar o rendimento, reduzindo-se a população em 20 a 25%. Em semeaduras após a época recomendada, deve-se aumentar a população em 20 a 25%.
8.7. Gasto de sementes. Na população indicada, de 350 mil plantas/ha, o gasto de sementes será de 70 a 80 kg/ha. As variações podem ocorrer principalmente por causa do tamanho da semente e/ou pelo seu poder germinativo.
8.8. Localização do adubo O adubo nunca deve ficar em contato direto com a semente, pois prejudica a absorção de água, matando a plântula em desenvolvimento ou, no mínimo, afeta o desenvolvimento inicial. O adubo deve ser colocado ao lado e abaixo da semente.
8.9. Regulagem da semeadeira Antes de iniciar a semeadura, é necessário conhecer o poder germinativo do lote de sementes. Essa informação é fornecida pela empresa vendedora das sementes, porém este valor (%germinação) superestima o valor da emergência das sementes no campo. Por isso, recomenda-se que seja feito um teste de emergência no campo, alguns dias antes da semeadura. Conhecido o poder germinativo nessas condições, deve-se regular a semeadeira-adubadeira para assegurar as quantidades de adubo e de sementes recomendadas para distribuição no sulco.
9.TRATOS CULTURAIS. É fundamental que a cultura permaneça no limpo durante todo o ciclo. A competição entre o mato e a cultura se processa até 50 dias, dependendo do grau de infestação e do número de espécies presentes na área. Além do decréscimo na produtividade, os efeitos podem se manifestar por dificuldade na operação de colheita, devido ao entupimento das máquinas e ao tempo adicional gasto pelo operador da colhedeira para colocar a máquina em condições de operar novamente. O controle das ervas pode ser mecânico e químico.
9.1. Cultivo mecânico O controle mecânico de ervas é realizado através de cultivadores mecânicos ou com enxada. Os cultivos de tração mecânica são realizados com cultivadores de três ou cinco linhas, ou com enxadas rotativas. Os cultivadores devem sempre trabalhar à pequena profundidade, para não prejudicar o sistema radicular da soja, que é abundante nos primeiros 20 cm de solo. O número de cultivos necessários à cultura da soja varia de acordo com a infestação de ervas na área. Em geral, são necessários um a três cultivos, quando não se usam herbicidas. As infestações mais intensas requerem o uso de enxada.
9.2. Cultivo químico O cultivo químico é feito através do uso de herbicidas. Existem várias épocas de aplicação dos herbicidas para a soja: - pré-plantio incorporado (PPI) - é quando a pulverização com o herbicida é feito antes do plantio e são incorporados ao solo; - pré-emergência (PRÉ) - quando a aplicação do produto é realizada logo após o plantio, antes da emergência de culturas e/ou das ervas invasoras; - pós-emergência (PÓS) - quando a aplicação é efetuada após a emergência da cultura e do mato. Os produtos usado para o controle das ervas daninhas de folha estreita e de folha larga acham-se relacionados no Anexo 1.
10. PRAGAS Durante todo o seu ciclo a soja é atacada por várias pragas. A seguir serão descritas as principais pragas que ocorrem nesta cultura, em nossas condições. Em um levantamento parcial de literatura, Ramiro (1982) relacionou 328 espécies que se alimentam nas lavouras ou nos grãos armazenados. As principais pragas da soja são em número de seis, as demais foram consideradas pragas secundárias. A predominância de uma espécie sobre a outra é função das condições ecológicas de cada região e da presença de seus inimigos naturais, que as mantém com populações abaixo do nível de dano econômico.
10.1 Pragas principais
10.1.1. Lagarta-da-soja: Anticarsia gemmattalis (Hubner, 1818) - É o mais comum dos insetos desfolhadores que atacam a cultura da soja. A lagarta apresenta, geralmente, a cor verde com três listras claras dispostas longitudinalmente no dorso. Em condições de altas infestações, torna-se escura. Ocorrem na cultura de novembro a março e seu pico de população ocorre de janeiro a março, conforme a região. O seu ciclo biológico total é de 33 a 34 dias e podem ocorrer quatro a seis gerações anuais. O adulto faz sua postura à tardinha e à noite, na parte inferior das folhas.
10.1.2. Lagarta-mede-palmo - Pseudoplusia includens (Walker, 1857) - A lagarta apresenta coloração verde, com listras brancas no dorso e pode apresentar pontos escuros no corpo. Ao se deslocar tem um movimento característico de medir palmo, daí a sua denominação. Se alimenta de folhas, mas não das nervuras, conferindo um aspecto rendilhado à lavoura. Atualmente os danos da largarta-mede-palmo são bem inferiores aos da lagarta-da-soja, mas como as duas ocorrem na mesma época, essa praga é considerada praga principal. Sua ocorrência predomina no Paraná e em São Paulo, com pico populacionais maiores de dezembro a fevereiro.
10.1.3. Broca-das-axilas - Epinotia aporema (Walsinghan, 1914) - Até pouco tempo atrás não era considerada praga principal. Com o aumento da área de plantio e, provavelmente, com a diversificação de cultivares utilizados, sua incidência tem aumentado consideravelmente. As lagartas são pequenas, de coloração verde-esbranquiçada, e conforme vão crescendo se tornam amareladas, com o corpo transparente. O ataque inicia-se pelos brotos das plantas, antes que os mesmos se desenvolvam totalmente. As lagartas alimentam-se de parte dos folíolos, e mais tarde tecem uma teia, unindo-os e impedindo a sua abertura. O broto atacado pode morrer ou crescer deformado. Outras partes da planta, com caule, ramos e folhas podem ser atacadas também.
10.1.4. Percevejo-verde - Nezara viridula (Linneus, 1758) - Este percevejo é conhecido vulgarmente também como maria-fedida e fede-fede, e é considerado praga em outras culturas, além da soja. O adulto é verde e põe ovos na face interior das folhas, dispostos na forma de hexágonos. As ninfas no início são de coloração escura com pontuações brancas e mais tarde se tornam verdes com pontuações amarelas e vermelhas. O percevejo suga a seiva das plantas, danificando os grãos e podendo causar distúrbios fisiológicos chamados retenção foliar ou soja louca. O seu dano já inicia quando as ninfas estão no terceiro estádio até se tornarem adultas.
10.1.5. Percevejo-pequeno - Piezodorus guildinii (Westwood, 1837) - É conhecido como percevejo-pequeno, e provoca danos semelhantes aos do percevejo-verde. O adulto coloca ovos de coloração preta em filas duplas, de preferência nas vagens. As ninfas no início apresentam coloração verde com manchas vermelhas e pretas no dorso. O adulto possui geralmente coloração verde-clara, com uma mancha estreita na base do pronoto.
10.1.6. Percevejo-marrom - Euschistus heros (Fabricius, 1798) - Seus danos à cultura são semelhantes aos dos outros percevejos já descritos. O adulto tem coloração marrom, formato quase triangular, com duas expansões alterais na parte superior do corpo, semelhantes a espinhos. Sua postura é feita sobre as folhas e vagens, com disposição em duas linhas paralelas. As ninfas apresentam-se de coloração clara logo após a eclosão, e mais tarde bem maiores, com o abdômen de coloração verde-clara, e tem ainda duas manchas escuras no dorso. Ainda podemos dizer que esse percevejo tem importância maior em regiões de temperaturas elevadas e nos estados de latitudes mais baixas.
11. INIMIGOS NATURAIS Os inimigos naturais das pragas da soja podem ser agrupados em doenças, parasitas e predadores. Geralmente são específicos e sua ocorrência na cultura pode depender da região, da época, do ano e das condições climáticas vigentes.
11.1. Doenças
11.1.1. Nomurea rileyii - É um fungo que infesta várias espécies de lagartas, as quais tornam-se pouco ativas, param de comer e morrem. O cadáver mumificado inicialmente é branco, tornando-se depois verde, devido ao desenvolvimento dos conídeos. A disseminação do fungo é feita por esporos levados pelo vento. Condições de umidade são fundamentais para o seu desenvolvimento.
11.1.2.Entomophtora sp - Ataca as lagartas A. gemmatalis e Pseudoplusia includens, transformando-as em cadáveres enrugados de coloração marrom. Sua disseminação se faz por meio de conídeos e de ar úmido, principalmente à noite.
11.1.3.Beauveria sp - Esta doença ataca o percevejo N. viridula; esse fungo apresenta coloração branca, semelhante a N. rileyii, e os esporos disseminam-se pelo vento.
11.1.4. Baculovirus anticarsia - É um vírus que ataca especificamente a largarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis) causando uma doença conhecida como "doença-preta". No início, as lagartas mortas apresentam coloração amarelada, corpo mole e com o passar do tempo tornam-se escuras ou pretas. Para funcionar, o vírus tem de ser ingerido pelas lagartas, e dentro de seu corpo multiplica-se, aumentando a quantidade, acabando por matá-las. Depois de uma semana, mais ou menos, as lagartas mortas apodrecem e soltam mais vírus sobre a soja, matando outras lagartas sadias que vão nascendo.
11.2. Parasitóides Os parasitóides são entomófagos que vivem dentro ou sobre o corpo de outros insetos, com os quais mantém uma íntima relação de dependência. O hospedeiro geralmente morre e o parasita, no estádio adulto, procura novo indivíduo. Dentre os parasitas das pragas da soja destacam-se os seguintes:
11.2.1. Litomastix truncatellus - Pequena vespa que parasita lagartas de P. includens, parece ser seu mais importante inimigo natural. A fêmea deposita os ovos sobre as lagartas e, por poliembrionia, originam-se muito indivíduos. Com a eclosão do parasita, a lagarta atacada morre e fica totalmente deformada, com grande número de casulos no interior do corpo.
11.2.2. Euplectrus chapadae - Esse microhimenóptero ataca as larvas de A. gemmatalis. As fêmeas ovipositam sobre o corpo das lagartas e as larvas, ao eclodirem, penetram no corpo do hospedeiro, onde se desenvolvem. Quando completam o ciclo, transformam-se em pupas ao redor do corpo da lagarta morta.
11.2.3. Telenomus mornidaea - É um microhimenóptero que parasita ovos de P. guildinii, que constitui um dos mais importantes parasitas desse percevejo no Brasil. O macho emerge antes da fêmea e permanece em constante movimento sobre a postura, batendo as asas sobre os ovos, à espera da eclosão da fêmea. Ao nascer, essa é copulada, indo mais tarde depositar seus ovos sobre novas posturas do percevejo.
11.2.4. Eutrichopodopsis nitens - Esse dípetero parasita percevejos, especialmente N. viridula, mas já foi encontrado parasitando P. guildinii. As fêmeas ovipositam sobre as ninfas ou adultos do percevejo, e |