A uva vermelha e seus benefícios
Refrescante, suavizante, diurética,
operativa, calmante, tônica e reconstituinte"
A uva vermelha e seus benefícios
Por: Clube Paulista de Jardinagem
A videira (vitis, da familia das vitáceas), trepadeira
originária da região mediterrânea e do norte
da Ásia, é cultivada desde os tempos mais remotos.
Seus frutos – as uvas – constituem
excelente alimento de delicioso paladar, sendo consumida fresca,
seca (sob a forma de passas), ou em suco, além de ser usada
no preparo de vinhos e bebidas alcoólicas (conhaque, licores).
A maior parcela da produção mundial destina-se ao
fabrico de vinhos. Suas folhas e frutos contém ácido
tartárico, bitartarato de potássio, quercitina,
tanino, amilo, ácido málico, inosita, açúcar
e cremor tártaro.
Em estudos feitos na Universidade de Harvard
nos Estados Unidos, descobriu-se que tomar meia taça de
vinho tinto por dia, pode prevenir doenças do coração.
Contudo não é o vinho tinto em si que faz bem, e,
sim, os flavonóides (pigmentos encontrados na casca vermelha
da uva vermelha).
Os falvonóides aumentam as taxas de colesterol
bom, o HDL, e ajudam a inibir a produção de substancias
responsáveis pelo enrijecimento das artérias. Se
tormarmos um copo de suco de uva vermelha, também teremos
o mesmo benefício de meia taça de vinho, com a vantagem
do suco não ser alcoólico.
Recentemente, foi constatado mais um benefício
dessa fruta: suas sementes contêm um composto – chamado
polifenol – eficaz para manter a pele jovem. As sementes
passaram a servir de matéria prima para cremes e loções.
O uso tradicional e o recomendado pelas recentes
descobertas científicas mostram a importância da
uva para nossa vida diária.
Maria Lúcia S. Rodrigues – Grupo
Samambaia
Fonte:Boletim do CPJ nº 252
Uvas
Uvas brasileiras. Existem inúmeras variedades
de uvas para a elaboração de vinho em diferentes
regiões vinícolas. Pode-se dividi-las em duas categorias
principais: a Vitis vinifera, que dá vinhos superiores,
encorpados, redondos, de agradável bouquet, e a Vitis labrusca,
que dá vinhos comuns..
No Brasil, as variedades de uvas da espécie
Vitis vinifera têm seu cultivo praticamente limitado aos
Estados mais frios do país, Rio Grande do Sul e Santa Catarina,
e sua produção tem sido tentada também em
Pernambuco, ao longo do rio São Francisco. As da espécie
Vitis labrusca devido a sua rusticidade e resistência, são
cultivadas nos demais Estados onde a indústria vinícola
se instalou, como Minas, São Paulo e Paraná. Os
vinhos produzidos com esta espécie em geral são
fortemente "foxés" ou "foxados", o
que significa ter um forte cheiro da uva, o que prejudica sua
qualidade. Uma terceira espécie menos expressiva é
a Vitis bourquina, que, ao contrário da labrusca, tem falta
de aroma. As variedades dessa espécie são mais cultivadas
em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.
As principais variedades de uvas tintas e brancas
que entram na produção dos vinhos nacionais são:
BARBERA, Vitis vinifera. Uva italiana da área
de Piemonte; dá vinhos um tanto rústicos, frutados
e bastante ácidos. Foi uma das primeiras uvas cultivadas
pelos italianos no Brasil. É mais usada em combinação
com outras (cortes).
BONARDA, Vitis vinifera. Cultivada pelos italianos
no Rio Grande do Sul. Também é mais usada para cortes
(combinações com outras uvas).
CABERNET FRANC, idem. Cultivada no Brasil, originária
de Bordeaux, França, sua planta distingue-se pelas folhas
verde-escuras, grãos pequenos, esféricos e de casca
grossa. Dá vinhos de ótima qualidade com aroma pronunciado.
É usada para combinações com outras uvas
(por exemplo, a uva Merlot, da mesma origem) no chamado "corte
bordalês" (mistura de uvas originadas de Bordeaux).
Adaptou-se muito bem ao Rio Grande do Sul. É a base de
vinhos frutados (que cheiram a fruta devido à presença
de frutose, açúcar das frutas em geral, e que está
presente também nas uvas), agradáveis, e que dispensam
envelhecimento prolongado.
CABERNET SAUVIGNON. Cultivada no Brasil, oriunda
de Bordeaux, França, tem cachos pequenos e cilíndricos,
frutos pequenos, esféricos e de sabor meio amargo. Produz
vinhos bem encorpados (espessos ou densos), frutados, porém
é uma uva com alto teor de tanino e pode dar vinhos muito
rascantes. Seus vinhos precisam de algum envelhecimento, para
adquirir toda sua qualidade.
CANAIOLO. Vitis vinifera cultivada no Brasil
CONCORD. Processada no Rio Grande do Sul
COUDERC. Processada no Rio Grande do Sul
GAMAY. Cultivada no Brasil, de origem francesa
(Vinhos Beaujolais, Borgonha), produz vinhos de vermelho intenso.
HERBEMONT. Processada no Rio Grande do Sul
ISABEL. Vitis labrusca cultivada no Brasil. É
a principal uva destinada ao processamento de vinho no Rio Grande
do Sul. É utilizada para elaboração de vinho
tinto comum e para elaboração de suco de uvas. As
duas espécies norte-americanas Fox grape (Vitis Labrusca)
e Fox grape (Vitis vulpina) deram origem a certo número
de variedades, entre elas a Isabel e a Concord, aqui listadas.
Como em geral todas as variedades labruscas apresentam teor mais
elevado de antranilato de metila, substância que produz
aroma forte de uva, esse tipo de aroma ficou conhecido por "foxado",
ou próprio da Fox grape (foxy, no Webster's, 1966).
MALBEC. Uva tinta, também compõe
o corte bordalês. Presença marcante na Argentina,
onde dá origem a vinhos fortes, encorpados e redondos.
É pouco cultivada no Brasil, mas é base de muitos
vinhos argentinos consumidos aqui.
MERLOT. Vitis vinifera cultivada no Brasil. Tem
baixo teor de tanino, produz vinhos menos agressivos que os da
Cabernet, razoavelmente encorpados, pouco ácidos, mas de
cor intensa e agradáveis ao paladar e ao olfato; dispensam
envelhecimento. Entra em muitos cortes para atenuar produtos mais
fortes. É produzida na Serra Gaúcha.
SAUVIGNON. Vitis vinifera muito cultivada e difundida
no Brasil. Seus vinhos não precisam de envelhecimento longo.
PERIQUITA. Chamada também "castelã
francesa", difundiu-se no Sul de Portugal, na região
da Arrábida, onde é produzido o vinho do mesmo nome.
Foram feitas algumas experiências no Brasil, cujo resultado
desconhecemos.
PINOT NOIR. Ainda pouco cultivada no Brasil,
oriunda de Borgonha, França, tem o fruto ovalado com casca
ligeiramente grossa; produz vinhos com aroma característico,
meio ácidos mas alguns relativamente bons.
SANGIOVESE. Vitis vinifera de alta qualidade,
cultivada no Brasil, originária da Toscana, é uma
das uvas mais plantadas na Itália.
SAUVIGNON. Tinta, comercial, tem o amargo de
limão.
SEIBEL. Processada no Rio Grande do Sul
SYRAH. Vitis vinifera pouco cultivada no Brasil,
porém seus vinhos são um produto muito importado
da Argentina.
UVAS BRANCAS:
CHARDONNAY. Adaptável a diversos tipos
de clima é, tanto quanto a Cabernet Sauvignon, uma uva
muito plantada no mundo inteiro, e importante no Brasil. É
oriunda da Borgonha, França, produz vinhos brancos "chablis"
de intenso aroma e gosto persistente. Seu fruto é esférico
e miúdo, e dá em pequenos cachos de forma cilíndrica.
Seus sabores e aromas frutados variam conforme as regiões,
podendo lembrar frutas tropicais nas regiões mais quentes.
O vinho chardonnay geralmente é rico e encorpado; no entanto,
pode também ter aromas menos agradáveis, de terra
ou de cogumelos, e possui acidez entre média e alta.
COUDERC. Uva híbrida desenvolvida no Brasil
processada no Rio Grande do Sul
GEWÜRZTRAMINER. Uva aromática, que
se supõe originária do norte da Itália. da
região de Tramim. No Brasil, começa a ser produzida
e já dá bons vinhos.
MALVASIA. Vitis vinifera cultivada no Brasil.
Uva bastante aromática que entra em muitos brancos como
Frascati, vários vinhos doces e também vinhos tipo
Champagne. Participa dos cortes para compensar uvas menos aromáticas..
MOSCATO. Cultivada no Brasil, trazida pelos primeiros
imigrantes italianos (Na Itália é base do Asti Spumante),
apresenta cachos grandes e compactos. Tem várias sub-variedades.
É usada na produção de vinhos brancos doces
e aromáticos.
NIÁGARA BRANCA. Vitis labrusca cultivada
no Brasil processada no Rio Grande do Sul
NIÁGARA ROSADA. Vitis labrusca cultivada
no Brasil processada no Rio Grande do Sul.
PEREVELLA. Vitis vinifera cultivada no Brasil
PINOT BLANC. Desenvolvida na Europa a partir
da Pinot Noir. No Brasil, começa a ser plantada e está
agradando.
RIESLING ITÁLICA. Cultivada no Brasil,
produz vinhos brancos entre razoáveis e bons, frutados,
agradáveis, mas não muito aromáticos. Aqui,
é a vinífera branca fina mais difundida, base de
alguns dos melhores brancos nacionais. Na Europa, muito usada
para cortes.
RIESLING. Vitis vinifera cultivada no Brasil.
Produz vinho com alta acidez, teor alcoólico de baixo a
médio, levemente encorpados.
SAUVIGNON BLANC. Tradicional variedade francesa,
branca comercial, cultivada no Brasil, origina vinho branco de
sabor um pouco amargo e aroma fino.
SEMILLON. Vitis vinifera cultivada no Brasil,
é bastante comum e produz vinhos bons, mas pouco expressivos.
É mais difundida no Chile e na Argentina, dá origem
a muitos brancos importados.
TREBBIANO. Vitis vinifera cultivada no Brasil
é uma uva branca de qualidade mediana. muito espalhada
em todo o mundo. Vinhos normalmente medíocres.
R.Q.Cobra