Agronegócios: Banana

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Fonte do texto: Internet

Saiba um pouco mais sobre a história da Banana, esta Super Fruta

Originária da Índia, a banana é uma das frutas há mais tempo consumidas pelo homem. Também é a mais popular de todas, sendo consumida no mundo inteiro. Rica em açúcares e vitamina C, foi chamada "o alimento dos sábios". Suas virtudes nutritivas e terapêuticas são inúmeras. A banana também favorece a secreção dos neurotransmissores, sendo um alimento completo e de baixa caloria.

A banana chegou ao Ocidente trazida por comerciantes árabes, que a transportavam como um valioso alimento para ser consumido durante as viagens de suas caravanas, logo depois começaram a plantá-las nas costas do Atlântico. Seu cultivo, porém, teve início em sua própria terra de origem: as úmidas selvas da Índia e a península da Indochina.

Foram os árabes que lhe deram o nome pelo qual é conhecida em quase todos os idiomas: banan significa "dedo" em árabe. Foram também os árabes, como agricultores, na época em que ocupavam as Ilhas Canárias, que iniciaram as grandes plantações que fornecem a fruta para grande parte da Europa. Entretanto, esta planta bastante útil só conquistou o planeta quando o missionário Tomás de Berlanga, no início do século XVI, decidiu levar alguns rizomas da Canárias para o Novo Mundo. A partir de então, extensos bananais começaram a avançar sobre as selvas do Caribe e das regiões tropicais da América, dando origem a enormes fortunas e criando acirradas disputas entre os comerciantes dessas "repúblicas das Bananas".

Além de ser uma das frutas mais saborosas, é também um alimento dos mais completos. Já em sua História Nacional, escrita no primeiro século de nossa era, o romano Plínio, o Velho (23 a 79 a.C.), chama-a de "fruta dos sábios". Para Plínio, contudo, a banana ainda era um produto exótico, proveniente do Oriente. O naturalista romano desconhecia sua composição química, mais havia observado o efeito benéfico que a fruta produzia sobre a atividade mental.
Supõe-se que, ao longo de sua longa existência, a bananeira foi perdendo a capacidade de se multiplicar por sementes. De acordo com Paulo Cavalcante, este fato é ainda outro indício de que o homem aprendeu a cultivar a bananeira há muito tempo atrás, "desde os tempos primordiais da origem da humanidade".

Hoje, excetuando-se algumas espécies silvestres, a bananeira só pode se multiplicar por processos vegetativos, ou seja, através de rebentos nascidos de outras plantas ou mudas. Se o seu processo de propagação não for controlado e houver espaço, a bananeira pode dar a impressão de que caminha de um lado para outro, uma vez que seus rebentos vão se distanciando pouco a pouco da matriz.

Assim, caminhando lentamente, desde tempos imemoriais, a banana vem se espalhando por todas as regiões tropicais e subtropicais do globo, sendo, nessas localidades, a fruta mais conhecida e cultivada.

Antes da chegada dos europeus à América, ao que tudo indica, existiam algumas espécies de bananeiras nativas. Seus frutos, porem, não eram comidos crus, necessitando de preparo ou de cozimento prévio, não constituindo parte principal da dieta das populações autóctones. Presume-se que foi apenas a partir do século XV, portanto, que a banana, seu cultivo e seus usos foram introduzidos no continente americano.

Atualmente, no Brasil, encontram-se bananas em qualquer parte, destacando-se as regiões Nordeste e Sudeste como as maiores produtoras nacionais da fruta.

A banana é, na verdade, o fruto de uma planta que pode ser descrita como uma "erva gigante", como diz Paulo Cavalcante. Esta é, aliás, uma das principais características de todas as Musáceas.

As flores da bananeira são exóticas, pequenas e envoltas por uma bráctea arroxeada, quando jovem, conhecida como "coração da planta". Seus frutos, que podem ser apanhados quando ainda completamente verdes, nascem em grandes cachos, de aspecto e forma característicos, por uma única e abundante vez. E as bananas, fruto das bananeiras, são o que todo mundo já sabe e já provou.

Quando não maduras, as bananas são, em geral, de cor verde. Seu sabor é adstringente e intragável: diz-se que quando a banana está verde ela "pega" na boca. Isto porque, antes de sua maturação, as bananas se compõem, basicamente, de amido e água. Tanto é assim que, com a maioria das bananas verdes, pode-se produzir uma farinha extremamente nutritiva, que tem inúmeras aplicações na alimentação, desde o preparo de mingaus até biscoitos. Em seu processo de amadurecimento, a maior parte desse amido contido nas bananas transforma-se em açúcar, glicose e sacarose. E é por isso que, de maneira geral, a banana é uma das frutas mais doces entre todas as frutas.

Bananas, existem muitas. As comestíveis são agrupadas em variedades de acordo com a consistência e a coloração da casca e da polpa. Mas, para cada função ou uso, uma é melhor do que a outra, respeitando-se as preferências regionais e pessoais.

Bananas de mesa são, por exemplo, as variedades maçã, ouro, prata e nanica - que, na verdade, é grande, levando esse nome em virtude da baixa altura da planta em que nasce. Bananas para fritar são as variedades de banana da terra e figo; a nanica, deve ser preparada apenas à milanesa porque, do contrário, desmancha-se na fritura. A banana-chips, novidade deliciosa do norte do Brasil, é feita com a variedade pacova. Banana para assar é, também, a nanica; no norte do Brasil, a pacova. Banana para cozinhar é, especialmente, a variedade da terra; e, também no norte, a pacova.

Banana para preparar a passa é a prata. Bananas para compotas são as variedades figo e nanica. Bananas para bananadas, doces de colher e de cortar, são de preferência a prata, mas também a nanica. Bananas para farinha são quase todas, quando verdes. Além disso tudo, as bananas entram como ingrediente em uma grande quantidade de pratos salgados típicos das culinárias regionais brasileras. No Rio de Janeiro e em Pernambuco, o famoso cozido, que entre tantos componentes - carnes, tubérculos, legumes e verduras -inclui as bananas da terra e nanica. Especialidade do sul de Minas Gerais é o virado de banana nanica, preparado com farinha de milho e queijo mineiro. No litoral norte de São Paulo, o prato principal da culinária caiçara chama-se "azul-marinho": postas de peixe cozidas com banana nanica verde sem casca, acompanhado de um pirão feito com o caldo do peixe, banana cozida amassada e farinha de mandioca. Na Bahia, embora não levem a banana propriamente, podem ser incluídos o abará, o acaçá e a moqueca de folha, uma vez que cozidos na folha da bananeira.

Digno de nota é também a aguardente feita de banana, um destilado de sabor exclusivo e delicado, especialidade de comunidades caiçaras.

A banana está, também e de forma marcante, presente nas refeições caseiras e nos "pratos feitos" servidos em bares e restaurantes, Brasil afora: alimentando diariamente boa parte da população brasileira, a banana nanica ou prata - é comumente servida crua para ser misturada ao arroz-e-feijão e a tudo mais que houver para comer.

Considerada, por muitos, a fruta perfeita, a banana é fruta de muitas qualidades: amadurece aos poucos, fora do pé, facilitando a colheita, o transporte e o aproveitamento; é fácil de mastigar, nem muito dura, nem muito mole; não dá trabalho para descascar; é fácil de comer e não suja as mãos com sucos e caldos; tem um gosto bom, nem doce demais, nem azada; não é enjoativa ou indigesta; é altamente nutritiva, bastando umas poucas para matar a fome; é totalmente aproveitável e sem caroços; não tem espinhos, nem fiapos e nem bichos; nasce em todo tipo de solo e pode ser encontrada durante o ano inteiro.

O elogio à banana não tem fim: Camara Cascudo, por exemplo, afirma que ela tem ainda mais uma utilidade, desta vez para a ciência antropológica. Sendo planta cuja propagação se dá, por excelência, através do cultivo, a existência ou não de bananas na dieta alimentar de um grupo indígena ou comunidade seriam, para ele, indicadores seguros de seu grau de isolamento. E cita como exemplo o viajante geógrafo Karl von den Steinen, que, quando esteve na área xinguana no final do século passado, espantou-se ao descobrir que as populações que ali viviam não conheciam uma das melhores e mais lindas frutas do Brasil. Dizia ele, sobre a cultura daqueles povos: "Não há metais, nem cães, nem bebidas embriagadoras, nem bananas! Eis a verdadeira idade da pedra..."  


Quando e como se deve consumir a banana ?

ESVERDEADAS
- As bananas, ainda esverdeadas, são as melhores para cozinhar e flambar.

AMARELADAS
- Quando estão completamente amarelas são ideais para comer "in natura", em fatias com cereais frios ou ainda em salada de frutas;

PINTAS MARRONS
- As pintas marrons indicam que elas estão com o máximo de doçura. São primorosas também para bolos, tortas e doces.


Como controlar o amadurecimento da banana ?

Amadurecimento Rápido:
- Se você quiser que as bananas tenham um amadurecimento mais rápido, coloque-as num saco de papel pardo junto com uma maçã ou um tomate, durante toda a noite.

As duas frutas trabalharão conjuntamente apresando o amadurecimento uma da outra.

Suspensão do Amadurecimento:  
- Quando suas bananas já estiverem com a cor que você deseja para consumo, mas não deseja usá-las imediatamente, armazene-as em seu refrigerador. A pele ficará mais escura, mas a banana, no seu interior, permanecerá fresca por duas semanas.

Em Fase de Consumo:

- Armazene as bananas na temperatura ambiente, onde possam estar a mão para serem consumidas como uma refeição leve.

Pela sua riqueza em potássio é recomendável comer no mínimo duas bananas "in natura" por dia. Trata-se de um alimento fundamental para o desenvolvimento muscular do organismo humano.

Você sabia que...


A banana é um excelente "combustível" para os esportistas. Isto deve-se ao fato de essa fonte natural de energia (ao contrário do açúcar refinado, outra contribuição dos árabes para a dieta ocidental) conter, em proporções quase ideais, diversos carboidratos cuja combinação tem a propriedade de produzir gradualmente seus efeitos benéficos.

Primeiramente a glicose passa quase que imediatamente a corrente sangüínea para em seguida ser queimada. Por sua vez, a frutose só se decompõe duas horas após a ingestão. E, por último, o amido é absorvido pelo organismo de forma mais lenta, o que explica a sensação da saciedade prolongada que a banana produz. Por outro lado, trata-se de um alimento de baixa caloria: cem gramas dessa fruta somente 96 calorias. Sua porcentagem de gordura não ultrapassa 0,2% (a carne bovina tem 2,87%). Das centenas de variedades cultivadas nos trópicos, os países produtores só exportam as que podem ser ingeridas em seu estado natural. Além dessas, há bananas de outros tipos, consumidas apenas nas regiões de plantio.

A banana é uma forma ideal para se levar às regiões mais frias e temperadas a energia e as vitaminas dos trópicos. As frutas são colhidas verdes e transportadas em navios ou aviões frigoríficos, o que adia a sua maturação. Após o desembarque, a maturação é feita em câmaras especiais, de acordo com o próprio consumo local. Como em suas regiões de origem, a produção é feita durante todo o ano, sem o inconveniente de vegetais e frutas sazonais, só disponíveis em determinadas épocas do ano.

A fruta verde contém uma fécula dura, só digerível com o cozimento. Contudo com o oxigênio e a temperatura das câmaras de maturação, essa fécula transforma-se em açúcar, a polpa se torna macia e a casca adquire sua característica cor dourada.

A banana não contém somente uma grande porcentagem de vitamina E, o seu componente mais conhecido. A presença da vitamina C também é elevada. Destaca-se ainda, por conter vitaminas energéticas e as vitaminas do grupo B, cujo consumo é importante principalmente para o sistema nervoso. Junto com elas, atua o ácido fólico, substância vital metabolismo e a formação de glóbulos vermelhos. Além disso, o ácido fólico serve de agente protetor contra o câncer uterino. As mulheres grávidas e, principalmente as mulheres que utilizam regularmente substâncias contraceptivas costumam apresentar déficit na taxa de ácido fólico, sendo, portanto, aconselhável o consumo habitual de bananas.

A banana além de oferecer uma considerável cota de energia e vitaminas, também é rica em minerais (ferro, cobre, flúor, cálcio, fósforo), úteis para complementar as monótonas dietas compostas praticamente de proteínas e carboidratos. Seu equilíbrio energético, vitamínico e mineral permite recomendar seu consumo imediatamente após a realização de qualquer esforço físico intenso.

O potássio, elemento abundante na banana, cumpre o papel de manter o equilíbrio hidroelétrico do organismo. Além disso, fixa os ácidos estomacais e atua como protetor contra o estresse do estômago. O magnésio, também presente em elevadas porcentagens, é parte essencial da molécula de diversos reguladores metabólicos, mais conhecidos como enzimas. Quando ao desempenhar esforços intensos, os músculos sofrem falta de magnésio, surgem cãibras paralisantes. Para evitá-las os esportistas recorrem à banana.


Informação Nutricional (para 1 banana de 130 gr):

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  Calorias .......... 120 Kcal
  Carboidratos.... 28 gr
  Proteínas.......... 1 gr
  Gordura........... 1 gr
  Potássio............370 mg
  Vitamina C........20 mg
  Ferro.................1,6 mg
  Sódio................0 mg
 

 Fontes:

  Revista ISTO É (FEV/96) e
  Tudo - O Livro do Conhecimento.

 

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