Agronegócios:
Cultivo e adubação das Abóboras
www.economizando.com
www.economizando.com
Fonte do texto: Internet
|
Nova pagina 1
|
www.herbario.com.br
Cultivo e adubação das Abóboras
 |
Introdução
No Brasil, o termo abóboras designa
plantas do gênero Cucurbita, que recebem em cada
região do país diferentes nomes. Sua importância relaciona-se
principalmente ao valor alimentício e à versatilidade
culinária dos seus frutos. As sementes de abóboras são
consideradas suplementos protéicos e são muito apreciadas
em algumas regiões.
Tipos de Solo e Preparo
Solos profundos, friáveis, bem estruturados,
que ocorrem em áreas de relevo plano a suavemente ondulado
e com facilidade de água para irrigação. As áreas de solos
aluviais, com boa drenagem e não sujeitas a inundação
são muito recomendadas |
A maioria dos solos serve para o cultivo
das abóboras, se devidamente preparados. Para terrenos novos recomenda-se
uma aração a 20 cm de profundidade nas baixadas e 25 cm de profundidade
nas encostas. Em terrenos já cultivados e que não precisam de
calagem, a aração pode ser feita por ocasião do plantio. É preciso
compreender como manejar a fertilidade do solo e usar da forma
mais vantajosa os corretivos e fertilizantes para se conseguir
o retorno econômico esperado. Por isso é recomendado fazer
a análise de solo. Como regra, basta coletar 20 subamostras simples
por gleba a uma profundidade de 20cm, que sejam representativas
da área a ser cultivada. As subamostras são coletadas procedendo-se
a um caminhamento em ziguezague, terminando com a mistura de todas
elas, que contituirá uma amostra composta. Esta deve
ser enviada imediatamente a um laboratório de análise credenciado,
devidamente identificada
Cultivares de abóboras no mercado brasileiro:
| Cultivar |
Espécie |
Características do fruto |
Hábito de crescimento |
Tipo |
| Caserta |
C. pepo |
cilíndrico |
moita |
abobrinha |
| Menina Brasileira |
C. moschata |
comprido com pescoço |
rasteiro |
abobrinha |
| Mini-Paulista |
C. moschata |
frutos rajados, pequenos, com
pescoço |
rasteiro |
abóbora comum |
| Exposição |
C. máxima |
Alaranjado, achatado c/ gomos |
rasteiro |
moranga |
| Goianinha |
C. moschata |
frutos rajados, pequenos, com
pescoço |
rasteiro |
abóbora comum |
| Tetsukabuto |
C. máxima
x C.moschata |
frutos arredondados, cor verde
escura; necessita de polinizador |
rasteiro |
moranga |
| Samantha F1 Poliana
F1 |
C. maxima |
frutos arredondados, cor verde
escura, lisos; híbrido intra-específico fértil, não
necessita de polinizador |
meia-rama |
moranga |
| Espaçamentos: ®
Para abóboras de crescimento rasteiro:
Tardias: 5 x 5m
Precoces: 2 x 2m
Geral: de 2,0 a 3,0m x 2,50m.
® Para abóboras de hábito de crescimento tipo moita: 1,00
a 1,20 m entre fileiras
x 0,50 a 0,70m entre
plantas
® Para abóboras de hábito de crescimento meia-rama:
1,00 a 1,50 m entre fileiras
x 1,00 m entre plantas
|
 |
Recomendação
de adubação para abóbora pela Cooperativa Agrícola de Cotia.
A melhor recomendação de adubação deve ser feita por um engenheiro
agrônomo, com base na análise de solo. Em caso de indisponibilidade
desta informação, as seguintes orientações gerais podem ser tomadas
como base:
|
Adubação de plantio |
Adubação em cobertura |
| Cultura |
Cultivares |
Adubação orgânica
litros/cova |
quantidade
ton/hectare |
fórmula |
quantidade
ton/hectare |
fórmula |
| Abóbora |
Menina Brasileira |
4 - 5 |
1,0-2,0 |
4-15-8 ou 4-12-8
+ B |
0,3-0,5 |
12-5-12 |
| Abóbora
e moranga |
Exposição |
3 - 4 |
1,0-1,5 |
5-15-6 ou 4-12-8
+ B |
0,2-0,3 |
12-5-12 |
| Abóbora
seca |
Mini-Paulista e Goianinha |
3 - 4 |
1,0-1,5 |
4-15-6 ou 4-12-8
+ B |
0,3-0,4 |
12-5-12 |
| Abóbora
amarela |
Goldfinger |
4 - 5 |
2,0-3,0 |
4-14-8 ou 4-12-8
+ B |
0,4-0,5 |
Sulfato de amônio |
| Abóbora italiana |
Caserta |
4 - 5 |
2,0-3,0 |
4-14-8 ou 4-12-8
+ B |
0,4-0,5 |
Sulfato de amônio |
| Abóbora japonesa |
Hibrido Tetsukabuto |
4 - 5 |
1,0-2,0 |
4-15-6 ou 4-12-8
+ B |
0,2-0,3 |
12-5-12 |
® adubação orgânica com esterco de curral curtido
® Calagem : Elevar a saturação por bases para 70% com aplicação
de calcário.
Início da colheita:
® 45 - 50 dias após a semeadura para a abobrinha de moita do
tipo Caserta;
® 60 - 70 dias após a semeadura para a abobrinha Menina Brasileira;
® Abóboras secas ou morangas:
-Híbrida Tetsukabuto: 3 - 4 meses após a semeadura;
-Abóboras e morangas comuns: 4 - 5 meses após a semeadura.
Reinaldo K. Umiji (a) Renato
dos Santos (a) Wilson Roberto Maluf (b)
(a) alunos do 8o período do curso de Agronomia/
Ufla e (b) Professor titular/ UFLA
Saiba mais:
| Abobrinha cresce em caramanchão
de uva
Viticultores paulistas aproveitam dormência
da fruta para plantar a cucurbitácea JOSÉ MARIA TOMAZELA
Produtores de uva de São Miguel Arcanjo, na região de Sorocaba
(SP), encontraram uma forma de aproveitar os caramanchões
que sustentam as parreiras para obter renda extra na entressafra.
Enquanto as videiras perdem as folhas e "descansam"
na época de dormência, que coincide com o inverno, as estruturas
são aproveitadas para produzir abobrinhas. A técnica, usada
por 10% dos mil produtores de uva do município, é uma boa
saída para melhorar a renda dos produtores, segundo o agrônomo
Marcos Mendes, da Casa da Agricultura local. "Como
a uva só dá dinheiro uma vez por ano, é uma forma de o produtor
amenizar custos com a cultura."
A abóbora da variedade menina brasileira, colhida verde,
vai muito bem nos caramanchões das videiras. Como seu ciclo
é rápido, possibilita a produção sem interferir no ciclo
da uva, cujas plantas ficam em estado de dormência vegetativa
entre maio e agosto. As abobrinhas ficam penduradas no caramanchão
e, sem contato com a terra, adquirem cor uniforme. Também
pode ser cultivada, no chão, outra variedade de ciclo mais
rápido: a abobrinha de 40 dias. "Adubos e insumos usados
nessas culturas servem também para a uva", diz. O cuidado
a ser tomado, segundo o agrônomo, é com as infestações de
míldio e oídio, pragas que atacam as aboboreiras e são transmissíveis
às videiras. "É preciso estar atento e fazer a pulverização
adequada.
-
-
Cultivo "aéreo"
- O viticultor Airton Rios da Silva plantou 700 pés
de abóbora sob o caramanchão que sustenta 900 pés de
uvas niágara. Ele fez a condução das plantas com estacas
e, em 60 dias, começou a colher. O que se vê, agora,
são as abobrinhas "aéreas", penduradas no
parreiral. As videiras foram atingidas pelo granizo
no fim do ano passado e terão de sofrer uma poda drástica
para voltar à produção normal. "Eu ia perder pelo
menos um ano de produção e ficar com essa estrutura
toda ociosa", diz. "Com a abobrinha, estou
livrando o prejuízo." Os pés de abóbora produzem
durante 120 dias.
Limpas e bonitas - As abobrinhas,
sem contato com o solo, ficam limpas e bonitas. O
ataque de pragas e insetos também é menor e, conseqüentemente,
a produção é 25% maior do que no chão. "As plantas
aproveitam o solo bem tratado dos parreirais",
conta Silva, que no meio do mês de abril vendia a
caixa de 22 quilos por R$ 18,00. O preço bom entusiasmou
outro produtor, Gilmar Nunes de Souza, até então acostumado
a cultivar abóboras da forma convencional, com os
pés espalhando-se pelo solo. "Estou tentando
arrendar os caramanchões de produtores que pararam
com a uva para cultivar a abobrinha", diz.
-
Saiba ainda Mais:
-
-
Abóboras 100% nacionais
com sementes brasileiras
O próximo ano deverá ficar marcado pelo
início da “nacionalização” da safra de abóboras brasileiras.
Atualmente, a produção gira em torno de 300 mil toneladas/ano
da hortaliça. Para tanto, o Brasil importa anualmente
cerca de 10 toneladas de sementes de abóbora, ou seja,
100% do insumo.
Segundo estimativa do pesquisador da
Embrapa, José Flávio Lopes, a próxima safra de abóboras
deverá ser semeada com um porcentual de 5% a 10% de sementes
nacionais.
Uma das principais vantagens da nacionalização
das sementes é a redução de custos para os produtores.
A semente nacional deverá custar até 50% menos que a importada,
cotada entre R$ 500 e R$ 600 o quilo.
Segundo o pesquisador, com os preços
mais baixos a área plantada poderá aumentar nos próximos
anos.
O Brasil possui cerca de 20 mil hectares
destinados à plantação de abóboras, sendo que 70% estão
concentrados em Minas Gerais.
Halloween
Além de fazer parte da culinária brasileira
na forma de doces ou mesmo como acompanhamento de pratos
salgados, o consumo de abóbora no País vem crescendo graças
à comemoração do Dia das Buxas. Importada dos Estados
Unidos, a festa conhecida por lá como Halloween vem se
popularizando por meio da divulgação feita pelas escolas
de idiomas.
Os organizadores das festas temáticas
utilizam as abóboras como objeto decorativo.
Eles retiram toda a polpa da leguminosa,
que geralmente é usada na preparação de doces, e acendem
velas em seu interior.
Com isso, as vendas do produto destinadas
à comemoração do Dia das Bruxas, no dia 31 de outubro,
aumentam mais de 40% em relação a setembro.
Embora o maior volume de vendas do ano
não ocorra em outubro (sendo março o mês campeão), no
ano passado a comercialização de abóboras aumentou 44,5%
em relação a setembro, na Companhia de Entrepostos e Armazéns
Gerais de São Paulo (Ceagesp).
Em outubro de 2001, foram vendidas, no
Ceagesp, cerca de 283,5 mil toneladas de abóboras, contra
um volume de 196,1 mil toneladas em setembro.
No ano passado, o Ceagesp comercializou
mais de 5 milhões de toneladas de abóboras, ao preço médio
de R$ 0,35 o quilo.
Até agosto deste ano, já foram vendidas
no entreposto paulista cerca de 3,3 mil toneladas do produto,
comercializadas, em média, por R$ 0,30 o quilo.
O legume, de alto valor nutritivo, contém
caroteno, elemento recomendado por nutricionistas para
fortalecer a visão. A abóbora também é rica em vitaminas
e sais minerais.
Veja outros Artigos:
| Posseiro aposta
no cultivo de abóboras |
|
| |
| Uma
área de dois hectares de um dos mais freqüentados
pontos turísticos do município, Passos(MG),
a Ilha do Zé Nelson, está sendo usada pela primeira
vez para o plantio de um tipo de cultura rara
em toda região: a de abóbora. Como a produção
vai superar as expectativas, o posseiro do local
já pensa em investir para valer no negócio que
lhe poderá render bons lucros no futuro.
Sem
nenhuma orientação profissional e usando métodos
comuns no plantio de lavouras, José Nelson dos
Santos, 45, deve começar nos próximos dias a colheita
de aproximadamente 20 toneladas de moranga vermelha
e, no máximo em um mês, 10 toneladas de abóbora
cabochá. O destino de boa parte da produção deve
ser a indústria de doce, e o restante vai para
o comércio atacadista de hortifruti. O peso das
morangas varia de três a oito quilos, enquanto
que a abóbora não passa de três.
O
lavrador não esconde a alegria de ser o pioneiro
do município na produção de abóboras em grande
quantidade, apesar de não ter recebido orientação
de um técnico ou agrônomo. ''Fiz quase tudo sozinho,
ou melhor, antes de preparar a terra, troquei
idéias com um funcionário da Emater aqui no Glória
e visitei uma pequena lavoura perto de Ribeirão
Preto. E foi só'', disse.
Para
diminuir a acidez do solo, José Nelson revelou
que no final de 2001 aplicou 15 toneladas de calcário
nos dois hectares para mais um plantio de arroz
- cultura mais comum na ilha há anos. No início
da segunda quinzena de maio deste ano foram abertas
cinco mil covas onde estão 3.800 pés de moranga
e 1.200 de cabochá. O espaço de tempo no plantio
de uma espécie para outra é de 20 dias.
Como
o terreno é impróprio para o uso do sistema de
irrigação convencional, José Nelson foi obrigado
a colocar no chassi de caminhão velho um tanque
de 15 mil litros. Ambos são puxados pelo trator,
que também coloca em funcionamento uma bomba,
cuja função é jogar água em toda a lavoura três
vezes por semana.
Satisfeito
com o bom resultado da experiência e da safra,
José Nelson disse que vai estudar a possibilidade
de continuar o cultivo das abóboras. ''Preciso
analisar o resultado dessa primeira experiência.
Se for positivo, será preciso fazer algumas mudanças
para o plantio daqui para frente. Vou jogar mais
calcário direto nas covas para melhorar a qualidade
e instalar o sistema de irrigação através do gotejamento
em cada pé da aboboreira, porque ela não gosta
de muita água na rama'', explicou.
José
Nelson disse que assim que terminar a colheita
das abóboras pretende plantar milho de pipoca.
''É outra cultura que não dá muito trabalho e
sua produção é de fácil comercialização. Será
uma maneira de preparar a terra para outra lavoura
de abóboras'', ressaltou.
Sobre
o gasto com a nova experiência, José Nelson disse
que não tem a mínima idéia. Ele revelou que comprou
R$ 900,00 em sementes, quatro sacos de adubo químico
e a mesma quantidade de sulfato de amônia. ''Sem
contar as despesas com óleo diesel e mão de obra.
Quanto ao lucro ainda não fiz as contar porque
tenho que saber o valor do quilo'', acrescentou.
Para a preparação da terra e o seu cultivo, o
lavrador contou com a ajuda de um dos dois filhos
menores, principalmente nos finais de semana e
período de férias escolar, e da esposa.
Para
tomar a decisão de trocar a cultura, José Nelson
revelou que foi incentivado por um comerciante
de hortifruti que mora em Ribeirão Preto e hoje
é seu amigo. Ele revelou que em sua primeira visita
à ilha, ano passado, o turista sugeriu que fosse
plantado abóboras no lugar do arroz porque teria
mais lucro. ''Ai eu logo perguntei: e quem vai
me comprar a produção? Ele me respondeu. Leva
que eu compro tudo'', contou.
Mas
foi somente no início de 2002 que o lavrador resolver
atender a sugestão do amigo. Para obter algumas
informações sobre o plantio, ele foi ver de perto
uma pequena lavoura de agricultor em Ribeirão
Preto e veio com a idéia amadurecida ''Recebi
alguns conselhos, tirei as conclusões do que vi
e lá mesmo comprei as sementes. Depois foi só
colocar em prática e deu certo'', comentou.
Posseiro
A
Ilha do Zé Nelson possui pouco mais de 5,5 hectares
de terra. Está localizada às margens do Rio Grande
e a pouco mais de três quilômetros do perímetro
urbano. Para chegar até ela é preciso transpor
um canal de aproximadamente 50 metros de largura.
A travessia é feita numa velha balsa que há muitos
anos era usada para transportar veículos no Porto
do Glória. Outra opção é usar qualquer outro tipo
de embarcação através do rio.
|
| |
| Autor: |
Folha da Manhã |
| Data Publ.:
| 06/08/02 |
| Abóbora gigante
pode chegar a 500 quilos. |
|
| |
| A
abóbora gigante, novidade no Brasil que começou
este ano a ser cultivada na Fazenda Ituaú, em
Salto (SP), pode chegar ao peso de 500 quilos.
Por enquanto, elas têm pouco mais de 100 quilos.
Oriunda de semente importada, é híbrida e tem
um ciclo de 120 dias. É muito tradicional no meio
rural dos Estados Unidos. “Compramos 12 sementes
e semeamos no fim do inverno. É tudo ainda novo
para nós e estamos em fase de teste”, conta o
produtor Ciro Cury Abumussi que junto com o irmão
e um sócio resolveram apostar na idéia.
Cada semente custou
US$ 5 e poderia produzir de oito a dez abóboras.
As abóboras gigantes foram cultivadas em uma única
estufa, irrigadas por gotejamento. Ao solo foi
acrescido um composto orgânico da própria fazenda.
Usou-se o mínimo de produtos químicos. Depois
de quatro meses de espera, o primeiro resultado
foi positivo: 12 abóboras com quase 100 quilos,
quatro com mais de 100 e outras menores com pesos
médios em torno de 50, 60 e 70 quilos. “Para chegar
aos 500 quilos seria preciso deixar apenas uma
abóbora, mas quisemos preservar todas as que vingaram.
Os irmãos Ciro e Marcelo
Cury Abumussi e o sócio Wander Bom cultivam oito
variedades de abóboras e miniabóboras na propriedade.
Na fazenda a produção é exclusiva de legumes diferenciados.
São 100 estruturas cobertas por plástico, irrigadas
por gotejamento e uma produção anual de 40 toneladas.
Em 1972, eles começaram com apenas duas estufas.
Hoje só de pepino são cinco variedades. De pimentão
são nove cores (vermelho, laranja, creme, verde
escuro, amarelo, roxo, verde limão, chocolate
e preto). Doze variedades de tomate, 60 de pimentas,
entre outros produtos.
Ciro, Marcelo e Wander
argumentam que a fazenda ainda está se estruturando
e busca alternativas de comercialização das abóboras
gigantes. Uma vantagem da novidade é o tempo de
duração em prateleira. ''Nos Estados Unidos, depois
de colhida, a abóbora dura até 8 meses'', diz Ciro
Abumussi. ''Estamos estudando a viabilidade de comercialização
com empresas de doces e cozinha industrial, mas
ainda não sabemos qual o valor a cobrar.''
Uma variedade de abóbora
gigante, a Howden, começará a ser comercializada
em 2003. Algumas já alcançam 5 quilos e podem
chegar aos 20 quilos. Na estufa, porém, é cultivada
em sistema vertical. As ramas são direcionadas
a encontrar um emaranhado de rede plástica suspensa
por estacas de bambu. O fruto se desenvolve longe
do chão e cada pé rende até 5 abóboras. Pelo mesmo
sistema é conduzida a Sweet Gold, com até 1 quilo,
de miolo macio, levemente adocicado. Também a
Branca e Amarela, com peso médio de 100 a 350
gramas, ambas com polpas laranja. E ainda a Cambochã,
de casca verde e rugosa. O ciclo de crescimento
é de 120 dias e dá para colher três no período.
Todas estão cotadas a R$ 18,00 o quilo.
Ainda não há receitas
de preparo de pratos com abóboras gigantes ao
gosto do paladar brasileiro. As menores já podem
ser encontradas em alguns supermercados e em restaurantes
refinados. Em casa, seu preparo se assemelha com
a forma de fazer o camarão na moranga. A abóbora,
de 100 a 350 gramas, pode receber recheio de risoto,
carne, peixe, por exemplo.
|
| |
| Autor: |
Estado de São
Paulo |
| Data Publ.:
| 27/11/02 |
Veja ainda:
Abóbora
Benefícios:
- Rica fonte de beta-caroteno.
- Boa fonte de vitamina C e potássio, com baixas calorias.
- Alto teor de fibras.
- As sementes são uma boa fonte de proteína, ferro, vitaminas
do complexo B, vitamina E e fibras.
- Pode ser armazenada durante longos períodos.
As abóboras foram um alimento importante
em todo continente americano, muito antes da chegada dos
europeus. Eram cultivadas na América Central há 9.000
anos e já havia vestígio delas nas habitações de pedra
dos índios do sudoeste dos Estados Unidos. Atualmente,
a abóbora é cultivada em todo mundo, fornecendo polpa
comestível, sementes e flores. A fruta verde pode ser
cozida e consumida inteira. A polpa saborosa das abóboras
pode ser assada ou cozida, usada em sopas ou ensopados,
ou se tornar recheio de ravióli.
As abóboras, como todos os vegetais de
pigmentação alaranjada, são ricas em beta-caroteno, a
forma vegetal da vitamina A - meia xícara de abóbora assada
fornece cerca de 450% da RDA (Ingestão Dietética Recomendada).
Os estudos têm demonstrado que este antioxidante pode
ajudar na prevenção de certos tipos de câncer. A abóbora
também tem muita vitamina C: meia xícara fornece 15% da
RDA, além de 275 mg de potássio. A mesma medida tem somente
40 calorias e apresenta muito pouca gordura e muitas fibras.
Como as abóboras absorvem água,perdem alguns nutrientes
e calorias por peso quando fervidas. A abóbora-moranga,
que é menor e mais doce, é a melhor para ser cozida e
assada.
Embora, em geral, se joguem fora as sementes,
elas são uma fonte muito rica de proteínas. Vinte e oito
gramas de sementes de abóbora fornecem 7 g de proteína
- quase tanto quanto a mesma quantidade de amendoim -
além de 3 mg de ferro (20 a 30% da RDA para adultos).
A abóbora tem também alto teor de óleo vegetal insaturado,
uma fonte de vitamina E, e é rica em vitaminas do complexo
B. Quando as camadas que cobrem as sementes são consumidas,
a quantidade de fibras se torna alta. As sementes de abóbora
são fáceis de preparar: tire-as, lave-as e deixe-as secar;
depois asse-as em forma untada por uma hora a 120 graus
C. As variedades comerciais são, em geral, fritas e salgadas.
Como as abóboras têm casca dura, são ideais para armazenamento.
Elas duram cerca de um mês em lugar seco e fresco. As
abóboras não devem ser refrigeradas nem armazenadas em
temperatura abaixo de 10 graus C, pois isso acelera sua
deterioração.
| Melhores
Meses Para Compra |
| JAN |
FEV |
MAR |
ABR |
MAI |
JUN |
JUL |
AGO |
SET |
OUT |
NOV |
DEZ |
| |
|
|
|
* |
* |
* |
* |
* |
|
|
|
Anexos:
-
BOLINHOS DE ABÓBORA
| INGREDIENTES |
300 gr de farinha
de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
500 gr de abóbora
2 colheres de sopa de manteiga
4 colheres de sopa de salsinha picada
1 cebola média picada
4 dentes de alho socados
sal e pimenta do reino a gosto óleo para
fritura
3 ovos |
| RECEITA |
| Cozinhe a
abóbora no vapor até que estejam macias. Retire
e passe pelo espremedor de batatas. Reserve.
Numa panela refogue o alho e a cebola, junte
a abóbora e tempere com sal e pimenta. Deixe
esfriar. Numa vasilha misture a abóbora, a
salsinha e a farinha. Junte os ovos e misture
bem. Faça bolinhos com uma colher e frite
em óleo bem quente. Acompanha peixes, carnes,
aves e frutos do mar. Rendimento: 6 porções. |
-
-
PANQUECAS DE ABÓBORA
Ingredientes
- 500 g de abóbora menina (amarela)já descascadas
- 500 g de farinha de trigo
- 1 ovo (facultativo),
- óleo para fritar ,
- açucar e canela.
Modo de preparo
Coze-se a abóbora em água e sal e depois escorre-se muito
bem. Deita-se a abóbora ainda morna , numa tigela e esmaga-se.
Adiciona-se a farinha a pouco e pouco, mexendo muito bem
. Se juntar o ovo, é nesta altura . A massa não deverá
ficar mole, mas se estiver muito dura junta-se um pouco
de água de cozer a abóbora. Frita-se a massa as colheradas
em óleo bem quente . Deixando dourar dos dois lados. Serve-se
ao lanche polvilhadas com açucar e canela..
|
|